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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Honestidade ou realidade?

Já repararam na dualidade de critérios de amizade que os nossos amigos, namorados, família, ..., nos exigem?
Por um lado esperam que sejamos o ombro amigo, o confidente, o apoio nos momentos maus e a presença nos bons, mas se possível em silêncio e sem dizermos o que realmente pensamos.
Pedem conselho, ajuda, um ombro/ouvido amigo, mas que possa estar de acordo com o que eles pensam ou sentem e que, Deus nos livre, não tenha opinião própria e muito menos se é contrária ao que se espera de nós.
Dizem que os amigos são para os bons e maus momentos, que são a voz da razão e as pessoas que nos vão dizer as coisas como elas são e não como gostaríamos que fossem ou como sentimos que são.
Que a honestidade é a melhor qualidade de um bom amigo...
Mas a realidade é bem diferente desta utopia, pelo menos pela minha experiência.
É verdade que toda a vida calei o que sentia, o que queria, o que pensava, em prol dos outros, de poder ajudar quem precisa, de estar presente nos maus momentos.
Não sou uma boa amiga, sempre o disse, pois não sou amiga de estar sempre a ligar, em contacto, etc...
Não me lembro de alguma vez ter descurado um amigo em necessidade, um amigo em dificuldades para mim sempre esteve acima de tudo e todos - pelo menos que eu tenha conhecimento dos seus problemas.
E, até neste caso, sem dizer o que realmente penso.
Infelizmente, cada vez mais me apercebo que as pessoas não querem ouvir o que pensamos, o que sentimos.
Vem ter connosco, mas o que querem é ouvir concordância com o que pensam, com a forma como procedem, com os seus problemas pessoais e a forma como reagem a eles.
Assumo que deve ser problema meu... talvez me tenha tornado insensível, talvez tenha "morto/morrido/matado" a minha opinião pessoal, os meus sentimentos, em prol de ver os outros felizes e de bem com o mundo (ou pelo menos com eles próprios).
A verdade é que cada vez que digo o que realmente penso, o que realmente sinto, sou criticada, sou mal interpretada, sou... nem sei... incompreendida.
A culpa é minha, eu sei, pois sempre deixei que as pessoas imaginassem que eu via tudo com olhos "cor-de-rosa", que só via bem em tudo e que sempre esquecia o mal que me faziam ou que faziam a quem as rodeava.
A realidade é que o silencio é muito mais cómodo.
O fingir que não se vê o erro dos actos, o erro das palavras, acções, sentimentos...
Porque assim estamos bem com tudo e com todos, mesmo que não estejamos bem connosco.
E o silêncio faz com que as pessoas nos procurem, que encontrem consolo na nossa presença.
A teoria de que a honestidade é a melhor virtude de um amigo, não é algo que eu sinta que faz parte da minha vida, ou que as pessoas que me rodeiam estejam prontas a aceitar.
São rápidos a julgar os outros, mas não querem ser julgados, nem pela pessoa que procuram para os apoiar.
Não quero dizer com isto que os amigos devam julgar os outros, mas podem ter opiniões contrárias, ambições diferentes, sentimentos diferentes, sem que com isso percam a amizade pela pessoa.
Sempre me pediram para aceitar os outros como são, para desculpar todos os pequenos defeitos e falhas de carácter de quem me rodeia.
Custa-me muitas vezes fazer isso, mas de um modo geral tento aceitar que as pessoas, especialmente os amigos e a família, são humanas e que cada um tem a sua personalidade e maneira de reagir e sentir as coisas.
Ouço o que dizem, vejo o que fazem, sinto o que pensam.... e de um modo geral tento não contrariar, não dizer o que penso (não minto... limito-me a calar), pois aprendi que isso só é mau para uma pessoa - eu!
Mas muitas vezes me coloco esta questão:
Eu estou sempre presente quando me pedem (ou não), quando precisam, quando sinto que é necessário. Perdoo/esqueço todas as ofensas, gestos contrários à minha natureza, pensamentos e sentimentos que não entendo, porque não passam de momentos e cada um tem de viver com as suas acções e pensamentos.
Mas e a mim? Quem me aceita pelo que eu verdadeiramente sou/penso/sinto, em vez do que querem que eu seja/pense/sinta?
Porque é que só me aceitam quando sou aquela pessoa cordata, conciliadora, pacifica, paciente, de bem com todos e quando não concordo, tenho uma opinião contrária, sinto algo diferente, não ignoro a falta de educação ou as agressões... sou logo egoísta, só penso em mim, não sou eu, nem parece meu, tenho é de perceber que a outra pessoa é assim e aceitar, etc?
E a mim, quem me aceita pelo que eu realmente sou?
Porque não tenho direito a sentir raiva com alguma situação, dor com algo que me magoa (ou a alguém que amo), dizer o que realmente penso, sem medo de desiludir alguém, de piorar as coisas?
Porque devo apoiar os outros nos seus momentos maus, mas ninguém parece aceitar os meus, ou perceber que eu também tenho sentimentos?
É algo que há muito tempo me "atormenta", porque me pedem para ser o ombro amigo, para aceitar as pessoas como eles são, para ser amiga.... se depois não retribuem?
Porque não me aceitam como sou, mas preferem a imagem que construíram de mim?
Porque não aceitam, sabem ver, que posso estar ao lado, apoiar, sorrir - e mesmo assim ter a minha própria maneira de pensar e sentir, que pode ser radicalmente oposta à da pessoa que estou a apoiar?
Porque o facto de se ouvir um amigo/família é bom, mas expressar o que realmente sentimos com a situação é mau?
Fica a ideia que não tenho bons amigos, pois não me aceitam pelo que sou mas só pelo que querem que seja...
Fica a ideia de que não digo o que realmente penso para não perder as pessoas, ou a sua amizade - e que isso não é amizade.
Mas a realidade é outra bem diferente...
Com esta idade, percebi que é mais simples e menos desgastante calar o que penso ou sinto e aceitar os outros pelo que são e pensam/sentem, pois o desgaste de ter de explicar, lutar contra tudo e todos para perceberem como sou... não compensa!
Por isso, se eu não falo, se não explico, se estou calada... é simplesmente porque não vale a pena!
Se estiver calada e não disser o que penso e sinto o mundo, pelo menos das outras pessoas, continua cor-de-rosa (ou fica).
E atendendo a que sou só uma pessoa, prefiro que as outras pessoas estejam bem a estar a cansar-me a explicar porque eu não estou, ou justificar porque não concordo com alguma atitude ou acto, ou porque alguma situação me magoou!
Até porque que esqueço depressa e ultrapasso facilmente a maioria das coisas, e as pessoas que amo nem sempre são assim!
Por isso prefiro ser o resto da vida a "Paulinha" para o mundo, do que assumir que, verdadeiramente, sou a "Paula".
A Paulinha está sempre bem, sorri, ignora as coisas que são contra a sua natureza ou feitio, mesmo que a magoem continua a andar.
A Paula pensa pela sua cabeça, tem sentimentos, magoa-se.
É preferível a Paulinha andar a passear pelo mundo e a Paula ficar guardada dentro de mim, para mim, para os meus momentos de fraqueza em que a Paulinha está a dormir ou cansada de levar porrada de todos os lados e sorrir.
Mas a Paulinha está sempre livre para apoiar os outros e a Paula por vezes pensa "porquê?", "para quê?" e por vezes é humana demais.
Prefiro a "solidão" de ser a Paulinha que cala a sua dor e aceita a dos outros que a dor que causo ao ser a Paula, e ao colocar-me em primeiro lugar e pensar em MIM.
Sei que é caso para tratamento psicológico, mas já são tantos anos que já não é defeito, é feitio!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Loucos e Santos

Fabuloso texto de um fabuloso autor sobre amizade, e que dispensa qualquer comentário!!!

LOUCOS E SANTOS
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wild

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Reflexões sobre a vida e a amizade

Alguns pensamentos e reflexões que recebi hoje, sobre a vida, a forma como a encaramos e, acima de tudo, como nos relacionamos connosco, com os outros e com a amizade.
Espero que gostem, pois assumo que de vez em quando fico com esta disposição de partilhar pensamentos, "chavões", "clichés", ... mas todos eles se referem a coisas e situações deveríamos aplicar e que, na correria de cada dia, esquecemos.
E nunca é demais relembrar.
  • Ter problemas na vida é INEVITÁVEL.
    Ser derrotado por eles é OPCIONAL!
  • Seja mais CARINHOSO do que o necessário,
    porque todos os que conhece estão a enfrentar uma BATALHA!
  • Um LÍNGUA afiada
    pode cortar a própria GARGANTA!
  • Se eu quiser que os meus SONHOS se realizem,
    não devo DORMIR demais!
  • De todas as coisas que USO,
    a minha expressão é a mais IMPORTANTE!
  • Sabe qual é a melhor VITAMINA para a vida?
    É ter a certeza que a nossa FELICIDADE depende da qualidade dos nossos pensamentos!
  • A busca da FELICIDADE é constante!
    NUNCA é TARDE para começar o que poderia ter sido feito!
  • A coisa mais PESADA que carregamos
    é a VINGANÇA!
  • Existe ALGO que posso oferecer e ainda possuir:
    minhas próprias PALAVRAS!
  • Mentimos mais ALTO
    quando mentimos para NÓS MESMOS!
  • Se não tenho CORAGEM para começar,
    então JÁ acabei!
  • Uma coisa que não se pode RECICLAR
    é o tempo PERDIDO!
  • Nossa MENTE é como um par- quedas:
    só funciona ABERTO!
  • As IDEIAS não funcionam
    sem a nossa AJUDA!
  • A vida é MUITO CURTA para termos do que nos arrepender!
    Portanto: vamos AMAR aqueles que nos tratam BEM!
  • Nada acontece por ACASO.
    TUDO tem uma razão de ser.
  • Se tiver uma segunda oportunidade, AGARRE-A com as duas mãos.
    Se isto mudar a sua vida, DEIXE acontecer!
  • Ninguém disse que a vida é FÁCIL,
    apenas se disse que ela VALE A PENA!
  • Os amigos são como balões.
    Se os deixar ir, poderá nunca os ter de volta!
  • Ás vezes ocupamo-nos tanto com as nossas PRÓPRIAS vidas,
    que NÃO notamos que os deixámos ir...
  • Outras vezes preocupamo-nos tanto com QUEM está certo ou errado,
    que nos esquecemos do que é CERTO e do que é ERRADO.
  • Ás vezes esquecemo-nos do que é a AMIZADE, até que é tarde demais.
    Porque não é isso o que quero, e para que não aconteça, estou a amarrar os meus amigos ao meu coração!
    Assim sei que não os vou perder!

sábado, 2 de agosto de 2008

YOU'VE GOT A FRIEND - Tens um(a) amigo(a)

Especialmente para ti GMDT, e para todos os meus outros amigos e amigas.

When you're down and troubled
And you need some loving care
And nothing, nothing is going right
Close your eyes and think of me
And soon I will be there
To brighten up even your darkest night

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend

If the sky above you
Grows dark and full of clouds
And that old north wind begins to blow
Keep your head together
And call my name out loud
Soon you'll hear me knocking at your door

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there

Ain't it good to know that you've got a friend
When people can be so cold
They'll hurt you, and desert you
And take your soul if you let them
Oh, but don't you let them

You just call out my name
And you know wherever I am
I'll come running to see you again
Winter, spring, summer or fall
All you have to do is call
And I'll be there
You've got a friend

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Amigos e Amizade

Hoje gostava de divagar (sim, porque li e reli e continuo a não conseguir dar ordem aos pensamentos que aqui exponho, por isso só posso falar em divagação) sobre a amizade e o conceito de amigos.
Tenho assistido ultimamente a tantas variações do conceito que estou absolutamente confusa sobre o que se considera hoje em dia um amigo e o que é um simples conhecido.

Pessoalmente, não me considero uma boa amiga, não como algumas pessoas e amigas que tenho.
Não sou pessoa de estar sempre a ligar aos amigos, de saber sempre como estão, de andar sempre em festas e farras com eles, saber as suas datas de aniversários e dos filhos e família, etc, etc.
No entanto, sempre que sei que uma das pessoas que eu considero amigo(a) está mal ou a precisar de algum tipo de ajuda ou apoio, largo tudo e todos para estar com ela.
Pelos meus amigos, ou aqueles que eu considero amigos, faço qualquer coisa para os apoiar, seja em que situação for.

Claro está que já me enganei inúmeras vezes e vou continuar a enganar ao longo da vida sobre as pessoas que são verdadeiramente minhas amigas.
Muitas das pessoas que eu considerava amigas, quando chegou o momento de o demonstrarem... provaram ser apenas simples conhecidos.
Assumo que uma das culpadas sou eu, pois sou muito fechada e procuro resolver as coisas sozinha, sem incomodar ninguém - afinal, um dos papeis/funções para os quais devia usar os meus amigos.
Mas faz parte da minha natureza e quem me conhece e é verdadeiramente meu amigo compreende e aceita isso, pois não é algo que os vá afectar nas suas vidas pessoais ou profissionais.
No entanto, nunca me escondi de amigos e nunca tive medo de lhes dizer as coisas cara a cara, como as penso e sinto.
E nunca enganaria um amigo ou alguém que considere como tal, ou o usaria para benefício próprio.

Isto vem a propósito de uma frase que ouvi ontem, e que me ficou no ouvido:
Nos bons momentos vemos a quantidade dos nossos amigos; nos maus vemos a qualidade deles!

E realmente, nestes últimos tempos tenho analisado a qualidade de algumas amizades que me rodeiam e o conceito de amigos.
Cuidado que com isto não estou a querer julgar ninguém nem o valor dessas amizades (quem sou eu para o fazer, especialmente sendo como sou!).
Mas custa-me ver amigos que se afastam por rumores que não procuram resolver, amigos que deixam de se falar porque terceiros infestaram de mentiras a sua relação, amigos que nos momentos de crise desaparecem e abandonam o barco da amizade, amigos que realmente só o querem ser quando precisam ou quando as coisas estão bem, etc., etc., etc..
Custa-me ver as pessoas que sofrem com estas "amizades", pois muitas vezes as acções destes pretensos amigos abalam no só as relações pessoais entre as pessoas, mas igualmente relações familiares e/ou pessoais.

Sei que não sou, novamente, o bom exemplo, pois tenho tendência a perdoar tudo aos meus amigos (incluindo aqueles que acreditava serem amigos até se provarem simples conhecidos).
Talvez por isso, apesar de usar a palavra Amigos quando me refiro a muitas pessoas que me rodeiam, na verdade não passam, para mim, de simples conhecidos, pois quem não sabe nada de mim nem da minha maneira de ser e só está comigo quando eu organizo algo ou precisa... não pode verdadeiramente ser considerado Amigo.
E é por isso que Amigos... só tenho, se muito, 1/2 dúzia - apesar de acreditarem que estou sempre rodeada de gente e de amigos.

Voltando ao assunto... eu sei que perdoo tudo aos meus amigos (reais ou virtuais), mas quando pisam no risco ou quando abusam de mim ou da minha vontade... sai da frente!
Quando descubro que a "amizade" era puramente interesseira ou só para a farra e não se preocupam comigo ou com o que me acontece, por norma depois de perdoar inùmeras situações que teriam alertado qualquer outra pessoa para a realidade - sai da frente!
Até posso perdoar a pessoa que me maltratou ou abusou da minha confiança ou relação de amizade, até posso desculpar dizendo que ela é assim e não sabe o que faz - mas quando me prejudicam profissionalmente ou na minha vida pessoal.... passam a ser simples conhecidos.
Por norma, consigo separar o pessoal do profissional, mas quando me afectam no aspecto profissional... não consigo perdoar no pessoal.

Por vezes penso que gostava de ser como algumas das pessoas que me rodeiam, que são pisadas, abusadas pelos amigos e... conseguem continuar a perdoar, a dizer que as pessoas são assim mesmo.
Mas será que um verdadeiro amigo deve ser assim?
Perdoar tudo dizendo que é o feitio do outro(a)?
Ficar sozinho(a) quando precisa, abandonada(o)¨pelos "amigos" e mesmo assim justificar dizendo que eles são assim?

Porque eu sou muito má amiga, mas também... quem tem amigos assim não precisa de inimigos.
Onde acaba a amizade e começa o interesse pessoal, o benefício próprio?
Onde acaba o egoísmo e começa a partilha de bons e maus momentos que para mim caracteriza uma amizade real?
E quando falo de amizade, falo de companheirismo, de ajuda, de tolerância (com limites).

Hoje em dia as pessoas acham que os amigos são para sair, para ir de férias, para estar nos bons momentos.
Não vejo as pessoas a preocuparem-se com os amigos que estão a passar maus momentos.
Acham que um telefonema, um e-mail de solidariedade chega!
Mas se calhar as acções falariam mais alto que quaisquer palavras!
Se calhar aquela pessoa que nos vem ver quando sabe que estamos mal, que nos estende uma mão porque sabe que precisamos de ajuda... aquela pessoa que sem dizer nada ou fazer alarido do facto nos dá apoio ou oferece soluções... se calhar essa pessoa a quem nem dávamos importância, que considerávamos um bom conhecimento... é e será sempre muito mais nossa amiga que todos aqueles que desapareceram quando souberam que estávamos a passar um mau bocado!

Enfim... mudam-se os tempos, se calhar mudaram os conceitos de amizade.
Decididamente a PDI começa a dar sinal, porque para mim os meus poucos e raros amigos não precisam de falar comigo todos os dias, se calhar nem todas as semanas ou mesmo meses, mas sei que estão lá!
Que posso contar com eles quando precisar, da mesma forma que eles contam comigo nos momentos de crise!
Sei que são amigos para toda a vida e não para este Verão ou para esta época desportiva ou mesmo para este ano ou mês.
Posso estar dias, meses, anos sem falar com eles, ou trocando os esporádicos telefonemas ou e-mails, mas quando nos encontramos é como se nos tivéssemos separado na noite anterior, e tudo segue normalmente sem interrupções.
São amigos a quem posso ligar para desabafar (se um dia aprender a fazer isso), que me ligam para contar a sua vida, que me ligam para fazer propostas... são completamente diferentes de mim e entre si em feitios, mas é isso que complementa a nossa amizade.
Acima de tudo são pessoas que estão presentes nos momentos difíceis, são honestos quando falam comigo e me criticam as atitudes, gestos, acções, etc.!
Não fogem, não se escondem, não mentem "para não ferir os meus sentimentos" ou para ficarem bem vistos... são AMIGOS!

Talvez seja antiquada, mas para mim Amizade (com maiúscula) é isso mesmo!!!
Será que o novo conceito é diferente?
Que Amigo hoje é só para partilhar bons momentos ou para nos proporcionar boas oportunidades (de saídas, profissionais, etc)?
Quem me pode ajudar a entender o que é a Amizade e o Amigo???

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Amizade e Amigos

Conhecem o relacionamento entre os 2 olhos que temos na cara?
Eles piscam juntos, movem-se juntos, choram juntos, observam o mundo e as coisas juntos e dormem juntos.
E tudo isto sem se verem um ao outro!
A Amizade devia ser assim!
Mesmo separados, mesmo longe, mesmo sem se verem, os amigos estão sempre presentes, choram connosco, observam as coisas connosco, partilham as alegrias e dormem sempre no nosso coração.

Os amigos sabem sempre quando são verdadeiramente amigos, ou quando serão, pois:
  • Compartilham momentos
  • Dão força
  • Estarão sempre ao nosso lado nas conquistas, nas horas boas, mas especialmente nas horas difíceis
  • Mesmo que não pensem da mesma forma que nós, cedem de vez em quando para nos ver bem
  • São como irmãos que não moram na mesma casa
  • Compartilham segredos, emoções, diversão e acima de tudo compreensão
  • Podemos contar com eles sempre que precisarmos
  • Pois mesmo não tendo absolutamente nada em comum connosco, tem mais em comum do que o que se pode imaginar
  • Sentem saudades de estar connosco ou de falar connosco
  • Dão preferência a estar com os amigos
  • Tem algum ciuminho da namorada (namorado) e da atenção que lhes damos
  • Quando a amizade é verdadeira nunca acaba, mesmo que as pessoas cresçam, mesmo que apareçam outras pessoas e amizades no caminho
  • Os verdadeiros amigos não nos consolam ou dizem aquilo que queremos ouvir, mas dizem a verdade e ajudam a ultrapassar as dificuldades
Mas acima de tudo, sabemos que um amigo é um verdadeiro amigo... quando não conseguimos explicar o porquê!
Porque a amizade não se explica, existe, sente-se!!!
A Amizade simplesmente ACONTECE!!!

Dedico estes pensamentos a todos os meus amigos verdadeiros, presentes ou ausentes, próximos ou distantes, mas que sempre estão no meu coração e com quem posso contar quando estou mal!
E que sabem que estou e sempre estarei presente nas suas vidas quando precisam e acima de tudo, quando não precisam!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Peter - e como a vida é tão curta para tristezas

Sei que tenho escrito pouco, que tenho usado mais as músicas para tentar transcrever sentimentos ou emoções, mas a verdade é que durante o dia passo a vida a pensar em coisas que gostava de escrever e partilhar... mas quando chega a altura de me sentar em frente ao computador... é a "branca" total.

No entanto hoje recebi uma mensagem do meu ex (sim, aquele que me estilhaçou o coração e a alma) que me fez repensar novamente as minhas prioridades.
Ele escreveu para me contar que um dos melhores amigos dele, que eu tinha conhecido numa das minhas estadias na Holanda, tinha falecido esta noite com um cancro fulminante!
Tinha 43 anos, casado, 2 filhos e, desde o momento que descobriu acidentalmente que tinha cancro nos intestinos (o mais mortal de todos) até à data em que faleceu, viveu menos de 3 meses.
O cancro é uma doença traiçoeira, que nos apanha desprevenidos, sem dar sinal até ser, na maior parte das vezes, fatal. E causa devastação nas suas vitimas e em todos os que lhes estão mais próximos.
E sei disso por experiência própria, pois tenho vários casos na família, dos quais o da minha madrinha representa um exemplo de sucesso e coragem.

Mas voltando à mensagem dele, fez-me pensar em quão tola eu sou, ou tão mesquinha, em estar triste, desiludida com ele, sabendo que ele, já na altura em que decidiu acabar tudo por mail, estava preocupado com o amigo.
Fez-me pensar na inutilidade de guardar tristezas e mágoas (mesmo nos casos de grandes mágoas), pois a vida é tão curta! Hoje estamos aqui, amanhã já não estamos.
Uma das minhas citações preferidas sempre foi "Não faças da vida um rascunho, pois podes não ter tempo de passar a limpo".
A morte do Peter e a dor dos amigos e família só fizeram com que me relembrasse disso.
Como poderia não dar o meu apoio, não estar ao lado dele no momento em que perde o amigo de mais de 35 anos de vida? Como não apoiar uma pessoa que sofre profundamente pela rapidez do processo, uma pessoa que estava esperançada nas melhoras do seu amigo, visto o tratamento estar a resultar, e que de repente o vê falecer em menos de uma semana?
Sou doida? Louca? Ingénua? Parva?
Devia ignorar esta pessoa e a sua dor e esquecer que o conheci?
Não consigo!!!
Por muita dor que me tenha causado, sei o que é perder um amigo, sei o que é perder um elemento da família (para ele o Peter era quase família) e sei como todos os apoios são importantes.
Também sei o que é um cancro, o que é saber que alguém que amamos tem cancro, o que são tratamentos a um cancro, o que é acreditar nas melhoras e depois descobrir que era ilusão....
E por isso, chega de tristezas pelas minhas "mágoas" e "dores de coração", pois comparadas com a morte não são nada.
Chega de afastar quem me magoou e está na altura de encarar tudo o que vivi como mais uma forma de aprendizagem e crescimento.
Estou muito, muito triste pela morte do Peter (apesar de o ter conhecido pouco), mas ainda mais triste pela dor que o Paul está a sentir neste momento e não o poder apoiar mais.
E por isso a minha actual mudança de vida (já em curso).
Acabaram as tristezas, os choradinhos, o trabalho que me deixa infeliz, estar triste com o que acontece aos outros, sofrer com as dores alheias, olhar para trás, etc.
Está na altura de aproveitar a vida ao máximo, fazer o que quero, quando quero, o que me deixa feliz, olhar para as infelicidades e quedas da nuvem como formas de encontrar alguma felicidade que de outra forma nunca veria.
Hoje estou aqui, amanhã posso ser levada por um cancro, por um acidente estranho, por qualquer acaso do destino!!!
E se vou continuar a precisar de tempo para digerir as minhas tristezas e quedas, vou tentar que ele seja sempre o mais curto possível e que possa continuar a seguir em frente.
O Paul já me tinha contactado algumas vezes e eu sempre recusei manter contacto (a mágoa era muito grande).
Mas depois de hoje, da sua rápida mensagem (e das que se seguiram), da dor que se sentia nas entrelinhas, só posso dizer que ele é humano, com defeitos e qualidades. Ele já na altura em que soube da notícia ficou de rastos e repensou muito as suas prioridades (se calhar foi uma das razões que o levou a tomar a decisão que tomou...), e se calhar eu fui demasiado egoísta para perceber ou dar mais apoio...
E assumir que eu só tenho de deixar de ser mesquinha e pequenina e de olhar para o meu umbigo e devo começar a viver a vida ao máximo enquanto aqui estou e apoiar os meus amigos, aproveitar a sua amizade, a sua companhia ao máximo!!!
E se isso significa abdicar de mim e do que sinto para ajudar os outros (como tantas vezes fui "acusada"), assim seja!
Mas não suporto a ideia de que alguém de quem gosto ou gostei esteja a sofrer... especialmente quando é por ter perdido alguém próximo!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Para os meus amigos e para "Ele"

Especialmente dedicado àquela pessoa que já devia ter "morrido", pois fez com que eu "morresse" e conseguiu fazer o que nunca ninguém fez até hoje (despedaçar o meu coração). Aquela pessoa a quem pedi para esquecer que me tinha conhecido e que não consigo perceber porque não desliga e me deixa em paz!!!
E também a todos os "amigos" que só se lembram de mim quando precisam de algo.
Para aquele que só fala comigo quando imagina que vai acontecer algo mais que amizade e depois foge como um cobarde sem explicações e sem responder a mensagens, telefonemas, etc...
E, já agora... para todos a quem a carapuça servir!
Para quem não percebeu, dedico esta oração a todos os que me estragaram o dia, a semana, o mês, o ano e a vida!
E como boa católica, com esta oração posso esquecer o passado, perdoar e seguir em frente!

domingo, 18 de maio de 2008

Amigos


UM AMIGO...

Ajuda-te

Valoriza-te


Respeita-te


Acredita em ti


Nunca te goza


Compreende-te


Nunca se ri de ti


Aceita-te como és


Eleva o teu espírito


Caminha a teu lado


Perdoa os teus erros


Admira-te no teu todo


Acalma os teus medos


Oferece-te o seu apoio


Ajuda-te a levantares-te


Diz coisas lindas sobre ti


Ama-te por aquilo que és


Explica-te o que não entendes


Diz-te tudo sobre o teu coração


Entrega-se-te incondicionalmente


Diz-te a verdade, quando precisas ouvi-la


Grita-te, se necessário quando não queres 'ver' a realidade


E pensa em ti sempre que te envia e-mails com mensagens bonitas (mesmo que os recebas milhares de vezes).
Obrigada PP por te lembrares de mim

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Procura-se Amigo

PROCURA-SE UM AMIGO:

  • Não precisa ser honesto, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração.
  • Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir.
  • Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, do sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa.
  • Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.
  • Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo.
  • Deve guardar segredo sem se sacrificar.
  • Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.
  • Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados.
  • Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar.
  • Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
  • Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo.
  • Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.
  • Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
  • Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo.
  • Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
  • Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para se contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
  • Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira da estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
  • Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
  • Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
  • Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
  • Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para se ter a consciência que ainda se vive.
Este lindíssimo texto é de Vinícius de Moraes.
Está tudo dito... não é preciso comentar mais... não é preciso falar de amizade...
Quem sabe escrever - escreve assim e diz tudo!!!
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