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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Funcionários públicos ou....

Recebi esta piada sobre o funcionalismo público, mas mais uma vez acho que quem a escreveu tinha trabalhado nos mesmos locais que eu e conheceu algumas chefias e "futuras chefias" com quem colaborei... e nunca trabalhei no funcionalismo público...

ERA UMA VEZ... 4 Funcionários públicos chamados Toda-a-Gente, Alguém, Qualquer-Um e Ninguém.

Havia um trabalho importante para fazer e Toda-a-Gente tinha a certeza que Alguém o faria. Qualquer-Um podia fazê-lo, mas Ninguém o fez. Alguém se zangou porque era um trabalho para Toda-a-Gente. Toda-a-Gente pensou que Qualquer-Um podia tê-lo feito, mas Ninguém constatou que Toda-a-Gente não o faria. No fim, Toda-a-Gente culpou Alguém, quando Ninguém fez o que Qualquer-Um poderia ter feito.

Foi assim que apareceu o Deixa-Andar, um 5º funcionário para evitar todos estes problemas.

Hoje que morri

Um texto interessante para pensar nas prioridades da vida de cada um.
Eu, graças ao ano que terminou, apercebi-me verdadeiramente (na pele) da veracidade do que está escrito...
Hoje que morri

LawRD - Muchbeta ao ataque

E aí está, mais um caso de sucesso na família!
Desta vez, o meu primo João (Braz Pereira).
Como se não bastasse ser filho de uma mulher como a minha madrinha, pai de duas meninas lindas como a Alice e a "minha" Clarinha, é sócio de uma nova empresa que promete já ser um caso de sucesso!!!
A MuchBeta lançou agora um conceito inovador (LawRD) e no própria dia de lançamento foram logo notícia de destaque num blog com grande visibilidade.
Aqui vos deixo a notícia:


O LawRD é um dos mais recentes e entusiasmantes projectos que tive oportunidade de observar nos últimos tempos. É, de forma sucinta, “uma ferramenta de apoio à gestão de escritórios de advogados, capaz de proporcionar aos seus responsáveis acesso à informação mais relevante e crítica para a performance do seu negócio”.

Está a ser desenvolvido pela MuchBeta, está a dar os primeiros passos em termos de exposição realmente pública mas já “circula” por aí, em situações de utilização bem real, há algum tempo.

A receptividade tem sido a melhor e a aposta no conceito de SaaS (Software as a Service) comprovou-se (como é esperado) uma excelente solução e orientação em termos de modelo de distribuição e rentabilização de um produto online.

Também com a intenção de lhe disponibilizar o melhor “serviço” possível, estive à conversa com o João Lopes Martins, CEO da MuchBeta, S.A. e uma das faces visíveis de um projecto empresarial do qual, aposto, ainda muito vamos ler e ouvir.

[2.0WM] Esta ideia do LawRD surgiu de onde? Como perceberam que o mercado tinha abertura suficiente para um produto desta natureza? Como perceberam que isto “estava a dar”?

[JLM] A nossa ideia inicial era fazer bons Serviços (SaaS desde o inicio). Os “advogados” surgiram pela necessidade de nós próprios virmos a ter a necessidade de ter bons serviços de apoio jurídico, que como sabes são muitos caros ! Nesse momento percebemos que o mercado não tinha uma ferramenta simples e dedicada de timetracking e report … começamos por aí !

[2.0WM] Quando é que iniciaram então o verdadeiro desenvolvimento do LawRD?

[JLM] O desenvolvimento do LawRD, propriamente dito, pode dizer-se que terá começado no último quadrimestre de 2008. A visão do futuro do nosso negócio passa pelo desenvolvimento de uma framework proprietária sobre a qual faremos todos os desenvolvimentos e o seguimento dos diferentes Serviços (internos e externos ) que possamos vir a criar.

[2.0WM] Dispuseram então de apoio /consultadoria técnica da parte de advogados ou outros profissionais da Justiça?

[JLM] Foi a partir do primeiro contacto com o potencial apoio jurídico futuro que decidimos criar o produto. Assim, foi com o apoio de duas excelentes sociedades de advogados do Porto que fizemos o levantamento de necessidades, o desenho da aplicação e mesmo um primeiro protótipo que uma dessas sociedades usa actualmente.

[2.0WM] Quais foram os maiores obstáculos e dificuldades com que se depararam ao longo do processo?

[JLM] Questão delicada ;) Apesar de 6 de nós já termos trabalhado juntos, de nos conhecermos bastante bem e estarmos alinhados na generalidade dos objectivos propostos: montar uma nova estrutura, com novos e grandes objectivos, novas responsabilidades e novos métodos, tem sido um processo de crescimento ex novo. Montar uma empresa que quer ser uma máquina estruturada, oleada, ágil e flexível … todo este processo está já identificado como o grande desafio !

O primeiro resultado está à vista: temos o LawRD online … continuaremos a aprender e a melhorar processos!

[2.0WM] Sentem que o target a que se destina o produto está receptivo a este tipo de tecnologia, i.e., o software já assusta muita gente, o software online não assusta ainda mais?

[JLM] Estamos certos que SaaS fará parte do futuro do software e da Internet ! E nós queremos lá estar !

A adopção do novo modo de fazer não será Universal, não será para todos, não será sequer, de inicio, uma facilidade, mas temos sinais que as vantagens apresentadas ultrapassarão muitas das dúvidas que vão surgir e que os testemunhos de ganhos de produtividade e rentabilidade irão quebrar muitas barreiras !

[2.0WM] E quanto ao modelo de comercialização? As pessoas entendem bem o “aluguer” de uma aplicação na web?

[JLM] A comercialização ainda vai começar. Optamos por não badalar, não ir falando antes de termos um bom produto para oferecer. Fomos sondando, e as perspectivas são animadoras, a principal critica até tem sido em relação ao preço (mensalidade): têm-no achado muito baixo !

Acredito que há já muitos profissionais à procura deste tipo de solução … iremos ter com eles, com estes early-adopters!

[2.0 WM] Tive oportunidade de reparar que o LawRD está muito bem organizado em termos da distribuição da informação. O acesso directo e cruzado a essa mesma informação parece ter sido umas das vossas preocupações. É assim? Houve uma preocupação especial que se prende de alguma forma com o target a que se destina? É essencial ter a informação à “mão-de-semear”?

[JLM] O LawRD foi pensado não para gerir processos judiciais mas como “produto anti-crise”! Para uma gestão efectiva das sociedades de advogados como negócio, para dar relatórios de situação de produtividade e rentabilidade. É claro que acaba por oferecer muito mais do que isso mas, essencialmente, está pensado para ser usado pelo utilizador médio de informática, altamente user-friendly, “sem instalações, formações ou outras confusões”, mas nem este público deixa de ser muito exigente.

Já fizemos de tudo para Internet! Sabemos que usabilidade e acesso imediato à informação são factores chave de sucesso para a utilização destas ou quaisquer outras ferramentas web. O LawRD está desenhado e arquitectado para ser intuitivo e agradável! O factor critico são os dados! Se não os inserirem não têm output!

lawrd004

[2.0WM] Expectativas em termos de utilizadores para o primeiro ano do LawRD?

[JLM] A nossa perspectiva passa por atingir um número próximo dos 5 000 utilizadores no primeiro ano de LawRD online.

[2.0WM] Quanto à segurança? Estão preparados para lidar com a responsabilidade que virá do facto de serem (até determinado ponto) os responsáveis pela salvaguarda do tipo de informação que os V/ clientes poderão vir a confiar ao LawRD?

[JLM] Estamos preparados e apostados em fazer desse factor crítico uma das maiores vantagens da nossa oferta. Temos competência interna a esse nível, trabalhamos “em cima” dos servidores da Amazon, assim como apostamos na certificação dos serviços por entidades externas internacionais, idóneas e reconhecidas.

[2.0WM] O vosso esforço de divulgação irá localizar-se apenas em Portugal ou já olham para outras terras?

[JLM] Para nós não faz sentido desenvolver este tipo de serviços SaaS exclusivamente para Portugal. Estamos certos que teremos por cá um bom território de teste e aprendizagem de mercado inicial, é, sem dúvida, o nosso mercado preferencial mas … estamos na Internet!

De início, lançámos o LawRD em 2 idiomas: português e inglês, mas brevemente apresentaremos maior oferta, a seguinte será por certo em castelhano. Temos como mercado alvo, de maior esforço comercial inicial, a Europa e a América Latina.

[2.0WM] Quantas pessoas são a MuchBeta e o que fazem por aí?

[JLM] Somos 9. Jogamos em 4×2x3 ;)

Na Pole-position o Nuno Santos (CTO), Jorge Oliveira (CISO), Nelson Teixeira (CDO) e o Fernando Martins (COO);

Na Linha Criativa: Luís Vaz (Creative Director) e Dionísio Souto Abreu (Copy).

Linha de Ataque: João Braz Pereira (CCO), Daniel Nunes (CFO) e João Lopes Martins (CEO)

[2.0WM] Têm já mais algum projecto “no molde” ou vão agora dedicar algum tempo exclusivamente ao LawRD e admirar a obra feita?

[JLM] O LawRD é “só” o primeiro projecto da mB, outros virão! Por agora vamos acompanhar o crescimento do LawRD, finalizar todo a sua estrutura de seguimento, facturação, feedback, gestão de “Afilliates”, e arrumar a nossa própria Intranet.

Mais informação em Bloguite.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Estratégias de recrutamento

Finalmente um texto que me ajudou a ver como é feito o recrutamento e as promoções em algumas empresas que conheço (bem demais), na versão brasileira (ok, admito, não me apeteceu mudar alguns dos termos para português).
Pelo menos ajudou a perceber como chegaram ao seu posto alguns dos chefes que tive/tenho....

Como contratar um funcionário

O método consiste em:

1-Colocar todos os candidatos num galpão

2-Disponibilizar 200 tijolos para cada um.

3-Não dê orientação alguma sobre o que fazer.

4-Tranque-os lá.

*Após seis horas, volte e verifique o que fizeram.*

Segue a análise dos resultados:

1 - Os que contaram os tijolos, contrate como contadores.

2 - Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.

3 - Os que espalharam os tijolos são engenheiros.

4 - Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação Controle de Produção.

5 - Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.

6 - Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.

7 - Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.

8 - Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado, são dos Recursos Humanos.

9 - Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores natos.

10 - Os que já tiverem saído, são gerentes.

11 - Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.

12 - Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente- os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.

13 - Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.

14 - Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são advogados, encaminhem ao Departamento Jurídico.

15 - Os que reclamarem que os tijolos 'estão uma porcaria, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas', coloque na Qualidade.

16 - Os que começarem a chamar os demais de 'companheiros' , elimine-os imediatamente antes que criem um sindicato.

Atenciosamente,
Psicólogo Chefe

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Portugal visto de Espanha

Mais uma vez, sem entrar em politiquice, eis um texto que nos faz acordar para a realidade e para o distanciamento que temos, hoje em dia, do resto da Europa.
Infelizmente, tendo trabalhado no estrangeiro durante bastante tempo e conhecendo a realidade em diversos países, quando comparo com a realidade que encontro aqui, mesmo nas multinacionais por onde já passei, não posso deixar de dar razão ao texto.
Vivemos num país em que é importante é ser Chefe, não se pensa em liderar ou liderança, o que conta são as aparências, os sinais exteriores de riqueza.
Um país em que sobe quem vai para os copos, quem vive do e para o social em vez de trabalhar, em que as pessoas idealistas são pisadas e ignoradas, em que ter princípios e valores é sinal de despromoção... só pode ter o futuro que lhe vaticinam "nuestros hermanos".
Não digo isto por ser uma daquelas pessoas que está sempre a denegrir o seu próprio país, pois há sempre excepções, mas infelizmente vivo as situações aqui descritas e já vivi noutras empresas.
Já estive numa empresa que fechou portas e desapareceu sem dizer nada a ninguém. Onde deixaram pessoas sem salários durante meses, pais de família que tinham o único rendimento da casa a terem de trabalhar "de graça" durante meses até finalmente desistirem... e onde o director comercial ser foi embora com uma "indemnização" de milhares, quando os restantes colaboradores ficaram sem salários, compensação de rescisão... com uma mão à frente e outra atrás!!!
Já estive numa empresa onde era mais importante andar de TT ou Porsche e andar nas festas que gerir a retenção e fidelização dos clientes...
Enfim... já estive a trabalhar em Portugal, em "multinacionais" que em vez de trazerem uma mentalidade evoluida para o nosso país, acham melhor e mais fácil adaptarem-se à nossa "mentalidadezinha" e às nossas condições, em que uns trabalham e outros passeiam com o dinheiro por eles gerado.

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el 'club de los ricos' del continente.
Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales.
A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del 'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.
En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.
'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona', afirma la organización.
En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas', afirma la OCDE.
'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que lostrabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental', señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria
. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.
También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos.
El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.
En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia', explicó Cravinho.
Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos', lamentó el ex ministro.
La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.
El último es el de la crisis del sector automotriz.
Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares.
Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil,tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia.
Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.
Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay excepciones.
Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país', opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa.
Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.
'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno (conservador)decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin
coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales liberales.
Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararons), los arquitectos de ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólaree 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.
Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con sarcasmo.
Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos
automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.

foto: Gettyimages

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Corrida de Canoa

Já recebi várias vezes esta apresentação, mas cada dia que passa e à medida que me vou dando conta do que se passa em meu redor, cada vez mais a acho pertinente e actualizada.
Infelizmente eu vivi isto pessoalmente e ao falar com os meus amigos e colegas apercebo-me que é a realidade em muitas das empresas portuguesas (e mundiais).
Trabalhar, ser produtivo e feliz não nos leva a nenhum lado.
É necessário ser completamente improdutivo, viver de aparências e coisas inúteis para se subir e ser reconhecido.
E depois admiram-se da crise mundial!!!
Se vivemos numa era em que os que não fazem nada são premiados com salários milionários e todo o tipo de regalias, enquanto os que viviam e trabalhavam felizes são cada vez mais soterrados em problemas, trabalho, reclamações até chegarem à exaustão, infelicidade e finalmente saírem ou serem despedidos do local onde outrora eram felizes... que esperar senão uma crise económica?!
Alguns, como eu, que acreditam no Pai Natal, até tem de experimentar duas vezes para terem a certeza que são mesmo explorados e infelizes em vez de não fazerem nada e serem reconhecidos "competentes"... é a triste realidade dos nossos dias!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fábula Moderna

Quem escreveu esta fábula, não só trabalha numa empresa portuguesa, como possivelmente trabalha numa empresa que eu cá sei... onde quem não aprende à primeira volta para repetir a dose...

terça-feira, 20 de maio de 2008

O elogio dos porcos

Como este texto me parece familiar...
Como conheço isto...
E até gosto de porcos, como sabe quem me conhece.
Se pensar bem, reflecte perfeitamente o que estou a viver!!!

Um agricultor coleccionava cavalos e só lhe faltava uma determinada raça.
Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha esse determinado cavalo e atazanou-o até conseguir comprá-lo.

Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:

- Bem, o seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e, caso ele não esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.

Ali perto, o porco escutava a conversa toda...

No dia seguinte deram o medicamento e foram-se embora.
O porco aproximou-se do cavalo e disse:

- Força amigo! Levanta-te daí, senão serás sacrificado!!!

No segundo dia, deram-lhe o medicamento e foram-se embora.
O porco aproximou-se do cavalo e disse:

- Vamos lá amigo, levanta-te senão vais morrer!
Vamos lá, eu ajudo-te a levantar... Upa! Um, dois, três.
No terceiro dia deram-lhe o medicamento e o veterinário disse:

- Infelizmente, vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.

Quando se foram embora, o porco aproximou-se do cavalo e disse:

- É agora ou nunca, levanta-te depressa! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Óptimo, vamos, um, dois, três, agora mais depressa, vá... Fantástico! Corre, corre mais! Upa! Upa! Upa!!! Tu venceste, Campeão!!!
Então, de repente o dono chegou, viu o cavalo a correr no campo e gritou:

- Milagre!!! O cavalo melhorou! Isto merece uma festa... para comemorar Vamos matar o porco!!!

Reflexão:
Isto acontece com frequência no ambiente de trabalho e na vida também.

Dificilmente se percebe quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso, por isso saber viver sem ser reconhecido é uma arte.

Se algum dia alguém lhe disser que o seu trabalho não é de um profissional, lembra-te:

'Amadores construíram a Arca de Noé e os profissionais, construíram o Titanic'.
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