Porque hoje foi o dia da mudança... da tal.
Foi o dia em que o confrontei com as palavras e as acções (mais uma vez tive de ser eu a confronta-lo para resolver algo).
Foi o dia em que percebi que eu é que sou burra, porque segundo as palavras dele eu é que o estou a pintar de mau da fita, porque as coisas entre nós não estavam bem há muito tempo (parva eu que não percebi ou pensei que era uma fase) e ele só tomou a decisão difícil que eu deveria ter tomado (ohhh, ainda devia agradecer).
Tanta coisa me passa/passou pela cabeça enquanto ele me dizia tudo isto... enquanto pensava como pude ser tão parva de achar que era uma fase e ia passar...
Então, no final eu devia perceber que até foi uma decisão conjunta e de mútuo acordo... queres lá ver isso?!
Lembrei-me de um iman que tenho no frigorífico há alguns anos e que diz - sou mulher, sou invencível... mas estou cansada!
Lembrei-me do quanto tentava fazer viver uma relação que pelos vistos estava mesmo moribunda, no quanto acreditava naqueles amo-te (que duraram até à véspera de me comunicar que queria estar sozinho)...
Lembrei-me do quanto me esforçava por o apoiar em tudo, inclusive passando os fins de semana (única altura de descanso do trabalho e de poder estar com a bebé) a ajudá-lo no trabalho dele...
Lembrei-me do esforço que fazia para estar acordada à espera que ele chegasse a casa e tivesse companhia para comer.
Lembrei-me dos inúmeros fins de semana em que estava de rastos do trabalho e mesmo assim acordava às 8 para ficar com a bebé enquanto ele dormia até às 11 (ou mais)...
Lembrei-me de tanta coisa que não vou aqui dizer... porque simplesmente já não vale a pena.
Hoje percebi que tenho duas coisas a agradecer-lhe.
Uma, a minha filha linda, o sol da minha vida e a quem nunca vai faltar nada.
A outra... o ter ido embora!
Analisando a situação, percebo que me dói e doeu muito a atitude dele.
Dói perceber que não lutou, que tomou a saída mais fácil (ou melhor, segundo ele lutou muito e não dava mais).
Dói perceber que o único tempo juntos foram os 9 meses de uma gravidez de alto risco e os primeiros meses da bebé
Dói saber que nem o Natal passou com a filha
Mas fico contente de perceber que estaremos melhor sozinhas.
Tem muitas qualidades, senão não seria o pai dela... mas neste momento percebo que aquilo que preferi ignorar ao longo do tempo prova que estaremos melhor sozinhas.
Sempre acreditei que quando já não se gosta, melhor separador que juntos.
Claro que também sempre acreditei que uma relação se faz com duas pessoas e que não basta uma a lutar e a remar para que ela funcione, e a prova está aí... acabou.
Diz-me que quer que sejamos amigos... e seremos... um dia...
Neste momento, a forma como as coisas foram feitas, a altura em que foram feitas, as palavras falsas e ocas que ouvi até ao dia em que saíu... não me fazem ter a mínima vontade disso.
Sei que pela bebé teremos de o ser... mas não me peçam isso agora, porque eu sou parva, muito parva, entrego-me a 100% às pessoas, mas quando me enganam, usam e mentem... não me peçam para ser amiga... que isso não funciona assim!!!
E fico triste, muito triste... foi preciso confrontá-lo (novamente) para assumir que está solteiro, porque pelos vistos o sr estava disposto a fazer a vidinha dele, cada um no seu canto, mas nas redes sociais continuavamos ligados!!!
Mas estamos a brincar?!
Enfim... hoje fechou-se essa porta.
Assumo que ao analisar tudo o que passei, o que vivi, a disparidade entre as palavras ditas (e escritas) e as acções... estaremos MUITO MELHOR as duas sózinhas!
Lamento o desabafo, mas prometo que é o último!
E não, não acho que seja o mau da fita, porque nenhuma relação acaba sem culpas de ambos os lados (e eu tenho um feitio de merda - mas sempre o disse e assumi).
A única coisa que sinto, de coração, é que é um fraco que não lutou por mim nem por nós (afinal, até pela anterior mulher lutou durante 8 anos e jurava a pés juntos que nunca a tinha amado, muito menos como me amava a mim).
E hoje em dia questiono se algum dia me terá amado como apregoava..
Porque amar quando as coisas estão fáceis... é simples e nem sei se chegará a ser amor.
O amor sente-se é quando as coisas não são fáceis, quando há problemas e se luta para os ultrapassar.
Amar quando é sempre o outro a dar é simples... quando estamos sempre a receber amor é muito fácil.
Complicado é amar quando estamos cansados e o outro ainda está mais... complicado é amar quando percebemos que o outro é fraco, não é o rochedo que pensávamos, e precisa de apoio.
Amar quando se está bem é fácil, complicado é amar quando se está em baixo... nós ou o outro.
Por isso... será que sonhei que amava e era amada?
Penso que sim, mas o que vale é que a realidade chegou e me mostrou como era a vida.
E os sinais estavam todos lá, eu é que preferi não os ver e acreditar que com amor tudo se resolve (sim, a estúpida aqui acreditava sinceramente que havia amor e vontade de resolver as coisas e viver como uma família normal - que nunca fomos)!
Mas deu-me a melhor razão para viver e ser feliz e isso nunca lhe poderei agradecer o suficiente, nem nada poderá pagar!
Está tudo confuso e misturado?
Não organizei as ideias e os pensamentos antes de escrever?
Temos pena... hoje é assim... para ver se sai tudo aqui de dentro e exorcizo de uma vez esta situação de merda!
Amanhã é um novo dia, com um novo sol a acordar em minha casa e uma nova razão para sorrir e ser feliz!
Mas hoje, agora... estou furiosa!!!
Então eu é que não queria assumir que estava tudo mal e que acabar é a melhor solução?!
Eu é que continuava a achar que uma relação tem altos e baixos e com comunicação, amor e compreensão tudo se ultrapassa?!
F#$%&.... sou mesmo estúpida, então ele no fundo até é um santo e eu é que não percebia isso?!!!
PS - e sim, se eu já tenho um feitio de merda, quando me magoam sou do piorio. Sou mesmo má... assumo isso! Se me magoaste posso garantir que vais acabar por sofrer mais ainda. Mas estou a trabalhar para melhorar nisso (nem que seja disfarçar melhor)