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sábado, 6 de novembro de 2010

Paixão em tempos de cólera

Depois de algum tempo sem aqui vir (é o que dá o regresso ao trabalho e ter uma nuvenzinha que gosta de estar com a mamã nos tempos livres), não podia deixar de partilhar mais um texto que amei (enquanto não me dedico a escrever um texto meu...)
Há quem goste dele e quem não goste, mas a verdade é que por trás do seu humor muito particular, o Fernando Alvim revela por vezes sentimentos profundos e escreve textos que nos deixam a pensar. Especialmente quando falar de amor e de paixão.
E tenho de concordar com ele... o amor sem a chama da paixão acaba por ser algo muito monótono... aquele estilo casal de velhotes em casa, enrolados na cadeira (cada um na sua), a ver a novela e a beberricar um chá! E eu prefiro o casal de velhotes que vai surfar, passear, que é activo e cúmplice e apaixonado.
Aqui fica o último texto dele, tirado do seu blog Espero bem que não:

Paixão em tempos de cólera

Chegou a hora de falar de paixão e deixar de bajular o amor. Se me permitem - e com verdade não está aqui ninguém que me impeça - tem que ser feita justiça em relação à paixão. Mas uma justiça de milícia popular, com archotes e enxadas na mão, uma justiça que nos ponha roucos, de cara ruborizada, com as veias dilatadas como nos discursos de tomada de posse do Valentim Loureiro. Por mim, corta-se já uma estrada, uma avenida central, a pista do Jamor.
Por mim é já hoje, um buzinão na ponte, nas portagens, uma greve geral, o que for, mas assim é que não pode continuar. E digo-vos já porquê, deixem-me só beber um copo de água. A paixão tem sido de forma sistemática, ao longo dos anos, de forma quase velhaca, prejudicada pela equipa de arbitragem. Não há jogo nenhum, em que o amor não seja levado mais a sério do que a paixão. E eu não posso concordar com isto. E não me venham aqui os amorosos do costume dizer que a paixão é a primeira fase e que depois se desenvolve o amor e tal e coiso, que é algo progressivo e que assim é que bonito. O tanas, é que é bonito. A paixão pode durar uma vida. A paixão mete o amor num chinelo e levanta um estádio inteiro com uma jogada de génio. O amor quando muito passa a bola, mas não faz aquela jogada que leva as pessoas ao estádio. O amor é Moutinho, a paixão é Hulk. A paixão é o toque de calcanhar do Madjer, o amor é um remate certeiro mas só isso. As pessoas festejam o golo, mas o da paixão, o da paixão é outra coisa. O da paixão é marcado no último minuto, é o penalty que nos leva à final do campeonato europeu quando já todos roíamos as unhas. A paixão rói as unhas, o amor passa a vida a tratá-las para não partirem. E esta é a principal diferença, a paixão não tem tempo para pedicura. A paixão tem pressa e corre para apanhar o autocarro. O amor espera que venha outro. A paixão não é nada disto, é outra gente.
Ouçam, a paixão não faz fretes, ninguém quando está apaixonado liga para a outra pessoa porque tem que ser. Na paixão não tem que ser, é. Já o amor é o que se sabe, uma folha de cálculo, organizadinho, com a camisa aos quadradinhos, risquinho ao meio no cabelo, um exemplo para a família, bravo, bravo! Pois a paixão também o pode ser. E está na altura de não a subestimarmos mais. Alguém que diga que está apaixonado por outra, não pode ser tratado como se fosse um amante. A paixão pode também nunca morrer, pode ser para sempre, sem precisar dessa coisa do amor. A paixão é independente, é música alternativa. O amor é hit parade, é sucesso na rádio cidade. O amor dificilmente viverá sem a paixão e não me venham dizer que o contrário também é verdade, porque pode muito bem ser e daria cabo de toda esta minha tese que conclui precisamente agora.
Imagem retirada da Internet

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Paixão - Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

Uma música intemporal, na voz de um grande artista.
Com uma letra sempre actual!

Tu eras aquela que eu mais queria
P'ra me dar algum conforto e companhia
Era só contigo que eu sonhava andar
P'ra todo o lado e até quem sabe?
Talvez casar
Ai o que eu passei, só por te amar
A saliva que eu gastei para te mudar
Mas esse teu mundo era mais forte do que eu
E nem com a força da música ele se moveu

Mesmo sabendo que não gostavas
Empenhei o meu anel de rubi
Para te levar ao concerto
Que havia no Rivoli
Era só a ti que eu mais queria
Ao meu lado no concerto nesse dia
Juntos no escuro de mão dada a ouvir
Aquela música maluca sempre a subir
Mas tu não ficaste nem meia-hora
Não fizeste um esforço p'ra gostar e foste embora
Contigo aprendi uma grande lição
Não se ama alguém que não ouve a mesma canção

Foi nesse dia que percebi
Nada mais por nós havia a fazer
A minha paixão por ti era um lume
Que não tinha mais lenha por onde arder

domingo, 8 de junho de 2008

Triste

Parece incrível!!!
Quando estava a ficar bem, estava alegre, a fazer coisas que gosto e me apaixonam... conseguem fazer com que fique realmente triste, desiludida, decepcionada - nem sei descrever o estado.
A minha paixão, desde muito nova, sempre foi o pólo aquático.
Por esta modalidade demorei mais anos a tirar o meu curso (pois estudava, trabalhava e jogava) e coloquei em espera e atrasei muitos projectos pessoais e profissionais que interferissem com ela.
Mais tarde dediquei-me à arbitragem e locução (inicialmente apoiando como oficial e locutora, mais tarde através do curso de árbitro) e pela arbitragem deixei inclusive de jogar, tendo retomado a actividade como jogadora quando percebi que era chamada mais vezes como oficial do que como árbitro e que para isso não precisava estar sem jogar.
Como locutora cheguei a ser convidada para eventos no estrangeiro, nomeadamente um europeu e alguns torneios, sem falar nos inúmeros eventos nacionais e internacionais em que participei aqui, no nosso Portugal.
De uma forma geral, sempre coloquei de lado compromissos familiares, com namorados, amigos, etc... para estar disponível sempre que precisassem de mim. Prescindi de gozar férias durante anos, pois trabalhando numa empresa privada não podia ser "requisitada" e a única forma de poder colaborar ou ajudar era em período de férias, acumulei dias de folga para poder ir a torneios, gastei fortunas em deslocações.... e sempre tive o maior prazer nisso, orgulho, vaidade, divertimento.
Era para mim uma oportunidade de conhecer pessoas diferentes, rever alguns amigos que de outra forma não revia, conhecer novas realidades, etc.
No início deste ano a minha situação profissional alterou-se, bem como a pessoal logo a seguir.
Isto deu-me o tempo e a liberdade de fazer algo que há muitos anos desejava - criar alguma coisa que servisse para ajudar a modalidade e especificamente a arbitragem.
Nunca tendo tomado partidos em "politiquices" e "guerras" (e por muitos sendo criticada por isso), procurava e procuro trabalhar em prol da modalidade. Seja expondo casos menos claros, dando voz àqueles que não querem ou podem ser identificados, apoiando os menos experientes, criando manuais ou usando contactos internacionais para se ver a realidade internacional e como a podemos adoptar algumas práticas correntes no nosso país, a minha ideia sempre foi ter um espaço de debate ou um espaço onde poderia colocar propostas e sugestões - que poderiam ou não ser usadas ou adoptadas (não é nem nunca foi minha intenção que esse espaço fosse um local de "guerras" ou auto-promoção, pois o que eu penso pode estar certo ou errado, pode ser usado ou não, mas reservo-me o direito a uma opinião e de a transmitir).
Ao mesmo tempo, nunca censurei comentários nem ideias, pois acredito na liberdade de expressão e acho que não se pode nem deve confundir a opinião de uma pessoa com as suas acções ou profissionalismo.
O facto de eu acreditar numa coisa, ou pensar de determinada forma, não faz de mim uma pior profissional.
E sou tão estúpida que nem o facto de pensar que as coisas estão mal, nem o facto de saber que sou usada para tapar buracos ou que estou a investir o meu dinheiro sem retorno me faz parar, me faz recuar, me faz deixar as pessoas que me "usam" em maus lençóis. Sou estúpida porque adoro isto e adoro que as coisas corram bem.
Mas decididamente cada pessoa tem a sua "medida de água" e a minha transbordou!
E não querendo tornar públicos os factos que originaram o meu desencanto ao fim de tantos anos (a pedido de uma pessoa que muito respeito), sou atacada e difamada!
Não basta o desrespeito com que sou tratada... ainda me difamam e denigrem em público!!!
Mas estou triste porque percebo que não tive mais do que merecia, por acreditar nas pessoas, pelos anos e anos de estupidez e investimento pessoal e profissional!!!
Estou triste porque percebo que um dia vou ter de descer da minha nuvem e deixar de acreditar nas pessoas, deixar de acreditar que as pessoas são fundamentalmente boas para perceber que já tenho idade de deixar de acreditar no Pai Natal e perceber que há pessoas que só pensam nelas e que se não se concorda com elas ou se expõe as suas fraquezas nos vão atacar de forma infame e má-fé.
Estou triste porque, apesar de tudo, tentava acreditar que o desrespeito com que fui tratada e que me levou a deixar (pelo menos a nível federativo) a coisa que mais me apaixonava na vida tinha sido um mal entendido meu, um excesso de sensibilidade... e acordo com a prova que mais uma vez estava a ser ingénua!
Estão muito triste e desiludida porque acreditava que se podia fazer algo para tirar esta modalidade (arbitragem) do buraco em que estava, mas percebi que mereci este ataque pessoal por ser tão ingénua de acreditar nisso! Por tentar ser honesta para comigo e com os meus valores em vez de me associar a algo em que não acredito ou me auto-promover.
Fui denegrida e difamada por me recusar a manter um relacionamento pessoal ou mais intímo com alguém que não me diz nada? Por não lamber as botas a quem devo? Por expor situações que deviam estar enterradas? Por não perceber como as coisas funcionam e mesmo assim falar delas? Por ter uma opinião própria e não a calar? Por dar a cara pelo que acredito? Por lançar para o ar propostas e alternativas à situação actual?
Não sei!!!
Só sei que fui desrespeitada, ofendida, difamada, denegrida... e por muito que não ligue, que ache que a vida segue em frente... estou triste!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

A diferença entre amor e paixão

Mais do escrever sobre isto, deixo aqui um pequeno texto transcrito de um dos meus blogs preferidos - http://psycneuro.blogspot.com/:

E... honestamente... para quê inventar, para quê escrever sobre o assunto, quando está tudo... aqui:

"A DIFERENÇA ENTRA AMOR E PAIXÃO

Uma grande amiga tinha vivido, durante três anos, um relacionamento muito turbulento cheio de ciúmes, término e voltas súbitas.

Onde o sofrimento era maior do que a felicidade.
Onde o ciúme imperava.
Onde a insegurança era maior do que a certeza.
E como não podia ser diferente, a história chegou ao fim.

No auge do seu sofrimento ela me disse que a vida sem ele não tinha mais graça e que nunca mais iria amar outra pessoa!

Foi aí que eu perguntei se o que ela sentia por ele era amor de verdade ou uma daquelas paixões avassaladoras que nos deixa sem rumo, sem chão, sem visão, sem identidade e que nos faz passar a gostar mais do outro do de nós mesmos.
Ela me respondeu, com toda certeza do mundo, que era amor verdadeiro.

Aquela resposta não me surpreendeu em nada, pois quem nunca teve um relacionamento como este tão avassalador?

Quem nunca cometeu uma loucura por alguém por achar que aquela era pessoa da sua vida?
Quem nunca abriu mão do que mais gostava pra viver o que o outro mais gostava?
Quem nunca achou que se ele ou ela te deixasse a vida não valeria mais a pena?
Muitas pessoa costumam acreditar que isto é amor.
Mas definitivamente não é.
E digo com conhecimento de causa.

Existe uma grande diferença entre paixão e amor.
Paixão é euforia, amor é calmaria.
Paixão é rápida, amor é duradouro.
Paixão é súbita, amor é progressivo.
Paixão é agressiva, amor é delicado.
Paixão é vendaval, amor é brisa.
Paixão detrói, amor contrói.
Paixão vinga, amor perdoa.
Paixão é doença, amor é saúde.
Paixão é dor, amor é alívio.
Paixão é dúvida, amor é certeza.
Paixão é loucura, amor é cura.

O amor faz a gente querer ser mais, querer aprender mais para poder trocar com quem amamos novas lições de vida.
O amor ajuda a superar dificuldades enquanto que a paixão cria obstáculos.
A paixão é totalmente egocêntrica, passional, escandalosa.
O amor é cuidadoso, atencioso e cúmplice. Ele nos faz acreditar que a felicidade não está nas mãos de outra pessoa e sim nas nossas mãos. Que só podemos ser felizes com alguém se conseguirmos ser felizes com nós mesmos.
O amor é aceitar que o outro tem defeitos, que somos diferentes, mas que podemos conviver com estas diferenças, pois o que atrai duas pessoas é exactamente o que um tem e o outro não.

Há quem acredite que é necessário viver cegamente uma paixão já que as pessoas hoje em dia não se permitem mais sofrer.
Mas quem disse que quem ama não sofre, não chora, não erra, não sente ciúmes e não se decepciona às vezes?

Apesar da paixão ter mais contras do que prós em relação ao amor ainda acho que não há vida sem um pouco de paixão. Portanto o melhor seria viver a vida apaixonadamente para que possamos ter um amor de verdade!!!

autora: Dani Duarte"

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