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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O baile da vida

Os anos passam...
As lembranças são eternas.
A saudade permanente e nossos olhos em busca de cenas de tempos vividos.

Os anos passam...
Vivemos lições de vida, aprendemos a vasculhar nas nossas recordações do coração e a acariciar lindos momentos que se foram para não mais voltar .

Os anos passam...

Crescemos na alma, mas sempre seremos frágeis no amor

Os anos passam...
muitos virão ou quem sabe... nossa estada nesta vida seja curta nada sabemos do amanhã... nem quando vamos...


Os anos continuam a desfilar na passarela do aprendizado e nós protagonistas da vida, enfrentamos os momentos que nos fazem infelizes e nos deliciamos com os felizes!

Resumimos que a vida é um grande baile em que almas se encontram, se esbarram, se unem e se separam... Cada qual bailando nos conflitos, nas esperanças e nas suavidades de momentos de amor.

De todos os anos que se foram, concluo que viver...

É ser cada qual, em sua essência adquirida.
Com todas as adversidades, com as lágrimas derramadas, ainda assim, a alegria de viver é o maior presente embrulhado em papéis de brilhos de momentos...


Relembrar é viver um pouco mais.
Viva a sua vida pois ela é curta.
Valorize e ame a você mesmo pois ninguém mais que você, te conhece.
E não se esqueça...
Ninguém lembrará o que fez de bem
Mas, ... Todos lembrarão dos seus erros.

autor desconhecido
Imagem:Quadro de Edvard Munch (http://www.flipchoa.com)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Porque não se devem procurar as memórias de tempos felizes

Um anúncio espectacular que exemplifica porque não se deve voltar atrás, porque não devemos procurar os momentos, pessoas, locais onde fomos felizes e devemos seguir em frente.
Sei que a base é comercial (afinal é um anúncio da lotaria), mas é um principio que devemos aplicar à nossa vida - deixar as memórias felizes onde estão... como memórias de tempos felizes!
Procurar repetir/reviver/recriar momentos felizes só nos vai causar desilusão, porque nada mais será tão genuíno ou verdadeiro como "aquele" momento ou aquela pessoa!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Barcelona

Hoje fiquei a pensar na última vez que estive em Barcelona, nas inúmeras vezes que lá estive e passei, nas pessoas que me acompanharam nalgumas dessas viagens, nos amigos que lá tenho, nas emoções que a cidade desperta em mim.
É uma cidade que desperta emoções e à qual ninguém fica indiferente. Do Parque Guell, dos edifícios Gaudi, das Ramblas, Sagrada Família, Montjuic, o Bairro Gótico, o Porto, e tanta coisa mais... não há quem lhe consiga resistir
Devo admitir que, embora não sendo a minha preferida, está no meu top 5.
Mas esta última vez foi realmente diferente em termos de emoções, sentimentos, vivência.
Talvez tenha sido por ter ido sozinha (o que é raro para Barcelona), por não ter parado de chover, por estar em recuperação... mas as emoções foram diferentes.
Para uma céptica em relação a tudo o que tem a ver com leituras de mãos, astrologia, auras, etc., desde Milão e do Sérgio/Ashley que não consigo deixar de pensar no que ele me disse e como as coisas se passaram.
E Barcelona serviu para confirmar isso - mesmo assumindo que sou eu a querer ver coisas onde não existem nem nunca existirão!
Mas deixando de lado estes apartes (sim B. um dia vou parar com os parêntesis e com a divagação no meio dos textos, mas ainda não é hoje), volto a Barcelona.
Depois de ter recusado um convite para ir como acompanhante de alguém, retomei o meu plano inicial de ir sozinha e passear, recuperar energias, ânimo, etc. E sem dever nada a ninguém, nem ter de vender a minha dignidade ou princípios.
O tempo não ajudou nada, pois não parou de chover o tempo todo que lá estive, mas ao mesmo tempo não foi impedimento para passear muito, conhecer a cidade sob outro aspecto (o cinzento e sombrio dos dias de chuva), fazer compras (isto de perder muito peso dá nisso - tem de se comprar roupa nova, apesar do pânico de estar a investir dinheiro em algo que vai deixar de servir) e conhecer pessoas novas.
Para variar, uma das razões de lá estar era ver uma importante prova de pólo aquático, mas a mais importante de todas era rever um grande amigo (Jordi) e conhecer uma ou duas pessoas que me davam muita informação e ajuda, que estavam ligadas a uma área com que me identifico e com quem só tinha falado por mail.
Foi bonito de ver, quando entraram os árbitros que tinham estado numa conferência antes do evento, a constatação que eu já conhecia uma boa parte deles e a recepção que fizeram quando me viram, que foi de encher o coração de alegria.
Nessa noite jantei com eles - uma mulher (ia dizer rapariga... mas já não é bem o caso) no meio de todos aqueles rapazes!!! Foi muito divertido e adorei conhecer todas as pessoas que participaram!
Acima de tudo adorei a possibilidade de "dar cara" às pessoas com quem falava por mail, de estar com pessoas que adoro e que raramente vejo, de me divertir fora do circulo tradicional de amigos e conhecidos. No final ainda fomos beber um copo, mas depois deixei os homens sozinhos e mais à vontade e eu voltei para o meu quartito.
No dia seguinte, mais um dia a passear à chuva, mais um dia de compras, mais um dia sem conseguir tirar as fotos que gostaria de ter tirado (por muito má que seja, será sempre uma paixão). E ao final do dia, ver as finais, ficar encharcada até aos ossos, mas receber um convite para jantar com as pessoas mais interessantes que lá conheci! Ainda por cima em casa, cozinhado, boa companhia... que mais podia esperar?!
E a casa?!
FABULOSA!!!
Aliás, foi a casa que me fez recordar o Sérgio/Ashley e tudo o que me tinha dito em Milão.
Mas adiante - foi um jantar divertido, onde claro que brilhei pelas asneiras que ia fazendo e por quase ter partido um lindíssimo copo de vinho (ainda antes de ter bebido... por isso... nada de comentários), onde a comida estava quase tão deliciosa como a companhia!
Foi com pena que me vim embora nessa noite, mas a verdade é que estava a tornar-se tarde e não gosto de prolongar a minha estadia, especialmente com pessoas fabulosas (mas que acabei de conhecer).
No dia seguinte era o dia de regresso. Oportunidade de tirar algumas fotos com sol, esperar horas no aeroporto por um voo atrasado e pensar em tudo o que tinha vivido nesta cidade lindíssima.
Foi uma viagem estranha... que me trouxe muitas emoções misturadas e contraditórias.
Ao mesmo tempo que me recordava que estava previsto ir a Barcelona com o meu ex, que me recordava das dezenas de mensagens que recebi quando ele ali esteve em Fevereiro e reconhecia os sítios onde esteve pelas fotos que tirou, pensava em como me sentia liberta e apreciava as pessoas que ia conhecendo, a amiga que visitei e já não via há anos, o prazer de passear livremente...
E quando conheci aquelas pessoas, o Paul (sim, é esse o nome do ex) saiu completamente da cabeça.
Foi uma viagem de recordações (Mr. Fuchs, que eu adoro e ficava num hotel pertíssimo do meu sempre que ia a Barcelona; Balazs que adoro e com quem estive em 2005 nos Mundiais, Carlos em casa de quem fiquei numas férias lá, Clara que trabalhou lá durante quase 2 anos e é uma das minhas amigas mais queridas, Nuno que levei a Marselha a conhecer a minha "família" e com quem fiquei uns dias em Barcelona, Jordi que é e será sempre um amigo muito querido e especial, ...) e de novas descobertas (sobre mim e sobre as pessoas que conheci e que são tão diferentes).
Foi uma viagem curta, molhada (nunca apanhei tanta chuva) mas que ficará para sempre na minha memória pela emoção e ternura com que revi velhos conhecidos, pelo rejuvenescimento de estar finalmente só de corpo e alma, pelo carinho e amizade das pessoas novas que conheci e pelo interesse que me despertaram aquelas pessoas tão especiais e que me ajudaram bastante.
Pode não ser a minha cidade preferida, mas depois desta viagem é, seguramente, uma das que nunca me sairá do coração, até pelos conhecimentos que fiz nesta viagem.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

AVÔ

Estive a trabalhar as fotos que a minha madrinha me enviou para preparar um álbum que represente os 88 anos de vida da minha avó.
E para bem ilustrar a sua história enviou-me fotos que foi buscar aos álbuns, com a minha avó e com o meu avô, desde os seus tempos de infância até quase ao dia da morte do meu avô (obrigada madrinha por todas as fotos).

Foi uma oportunidade para relembrar o quão importante ele foi para mim.
O que representou.

Com os seus defeitos e qualidades (como qualquer ser humano), foi um homem que conseguiu construir fortuna a partir do nada e sem a "educação" escolar a que hoje se dá tanta importância!
Mas mesmo sem a escolaridade a que hoje em dia se dá tanta importância, era uma das pessoas mais cultas que conheci, que adorava ler e adquirir conhecimentos.

Conseguiu criar 3 filhos e dar-lhes as oportunidades que nunca teve.
Foi expulso do país que considerava seu e para onde tinha ido com a família para construir uma nova vida, despojado de todos os seus bens na 2ª metade da sua existência, e forçado a reconstruir toda uma vida.
Mas conseguiu!!!
Sobreviveu a vários AVC e passou pela "humilhação" de ter de estar dependente de alguém (ele, que era e sempre foi até ao final, um homem extremamente orgulhoso) e, apesar de tudo, tentava sempre mostrar boa cara, dizer a sua piada e sempre, mas sempre, tentou que eu estivesse bem e feliz (afinal era o meu padrinho)!

Lembrei-me de tudo o que fez por mim, de andar de gatas comigo quando eu era bebé, de já quase não conseguir falar depois dos seus ataques e mesmo assim segurar a minha mão e fazer um esforço para falar (e ele detestava falar, pois detestava não conseguir exprimir-se correctamente) e saber como estava, como tinham corrido os meus jogos (era a única pessoa na minha família que me falava da minha vida desportiva) etc....
Sei o que passava por não conseguir falar correctamente e pela paralisia facial (detestava que o vissem assim "desfigurado") e de como os olhos brilhavam quando via os filhos ou os netos.
Do orgulho de ter conseguido reconstruir uma vida, de ver os seus filhos "bem".
Da dor que sentia por saber que nem todos estavam felizes ou bem e de não os poder ajudar mais (financeiramente ou pela presença física).
Do prazer e orgulho que ele sentiu de ter toda a família nas suas bodas de ouro (filhos e netos).

Foi bom rever as fotos, relembrar o meu avô (sei que a imagem que transparece é idealizada, mas é como escolho pensar nele), o carinho que tinha por ele, a amizade... e as saudades que tenho dele!
E finalmente perceber de quem herdei este famoso e legendário mau feitio (é mesmo do meu avô)!!!

Aqui fica uma imagem dele, já depois do regresso a Portugal, numa visita ao meu tio quando ele estava nos Açores.
Para se ver como sempre foi um homem bonito e elegante, com a sua paixão pelas balalaicas (será que é assim que se escreve?).
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