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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

11/365 - Gratidão

Mudar!
Pensar positivo (ainda mais do que as pessoas acreditam que penso)!
Ser Grata!
Esquecer/Ignorar o que não me faz feliz!

Alguns dos lemas de vida que tem sido descurados nos últimos anos, seja pelo cansaço extremo a que me deixei chegar (mental e físico), seja pelo desgaste emocional e financeiro das situações vividas nesse período.
É uma opção, nem sempre bem entendida e que nem sempre eu própria consigo cumprir, pois é fácil ceder ao facilitismo da "vitimização". Mas tenho tantos exemplos assim, de pessoas que culpam tudo e todos pelo que lhes acontece, em vez de assumirem os erros e lutarem para se erguerem que me recuso a ser esse tipo de pessoa, ou esse tipo de modelo, para a minha filha!
Não vivo de aparências, mas não apregoo as minhas desgraças ou as mágoas. Se as tenho, ou quando existem, faço como os cães e vou para o meu canto remoer um pouco, para depois regressar alegre e feliz como sempre, "esquecendo/ignorando" tudo o resto, pois é irrelevante.
Se é uma máscara? Sim, muitas vezes é uma máscara! Porque não gosto de andar a reclamar de tudo, porque não gosto de me queixar e sobrecarregar os outros com os meus problemas, mas sobretudo porque acredito piamente que tudo tem um propósito e uma solução e que com o tempo tudo de resolve! E também porque aprendi, com o tempo, que não é por nos queixarmos que as coisas se resolvem, nem as pessoas ficam melhores...
Há algum tempo, num almoço, perguntaram-me "Como estás?"
Respondi que estava bem, como sempre respondo. A reacção que recebi (a esperada de quem fez a pergunta) nunca deixa de me surpreender " Bem?! Bem?! Como podes dizer que estás bem se estás desempregada e tens uma filha para sustentar e uma casa para pagar? Achas que isso é estar bem?..."
A verdadeira "mentalidadezinha" de merda! Parece que se espera que as pessoas chorem os seus males e andem para aí a queixar-se a torto e a direito ou sempre de má cara. É que nem se tenta ver mais além...
Quando fiz as duas biópsias com uma remoção de tumor pelo meio, também me perguntavam como estava, e também ficavam com uma cara estranha quando respondia que estava muito bem.
Não sei se é um hábito tipicamente português, se faz parte da cultura ou tradição, ou se é algo das pessoas que me rodeiam... mas só estão bem a queixar-se ou a chafurdar na desgraça dos outros - é tudo uma desgraça. Como é que chegámos a este ponto?
Porque é que diria que é algo que me preocupa (ainda) não ter O trabalho, se posso ver pelo lado positivo como uma forma de me cultivar através dos cursos que faço, melhorar o meu CV, encontrar um novo rumo, fazer voluntariado, estar com a minha filha e, acima de tudo, recuperar energias física e mentais?
Há que ser honesta, são muitos mais os motivos para agradecer e ser positiva do que os que existem para enterrar a cabeça na areia: tenho uma filha linda que me adora, uma casa, comida na mesa, o que vestir e calçar, uma família (imperfeita, mas que existe e está lá para o melhor e o pior, nem que seja como exemplo do que não fazer), poucos mas bons amigos, o mar perto de casa, estou a fazer um curso que é interessante e um excelente complemento para a minha carreira, tenho saúde e dois braços para trabalhar... o que mais se pode pedir?
Não digo que se tenha de andar todo o dia, ou todos os dias, sorridente e a cantar! Não sejamos extremistas. Nem que se tenha de andar todo o dia com uma máscara colocada, para que os outros não percebam os nossos problemas. O segredo é mesmo esse - é que não deve ser uma máscara!
Os problemas existem, vão existir sempre enquanto não lidarmos com eles e os resolvermos, ou enquanto os ignorarmos ou não tivermos forças de os enfrentar. Temos é de conseguir ver o lado positivo da coisa (o que nem sempre é fácil, especialmente quando existem "estrelinhas" pelo meio), aproveitar o momento e não focar no negativo.
Simplista? Talvez. Nem sempre eu consigo, ainda há muito trabalho pela frente.
Mas muito possível. Porque estamos rodeados de pessoas das quais dependemos e que dependem de nós e energia positiva atrai energia positiva (sempre acreditei nisso).
Alguns exemplos:
Se estou no parque a brincar com a minha filha, porque é que vou estar a remoer no stress que algumas situações familiares me causam, em vez de aproveitar estes momentos com ela para ser feliz e criar memórias felizes?
Se estou a almoçar com uma amiga, porque é que vou perder tempo a queixar-me da vida, quando podemos estar a falar de coisas tão mais agradáveis e a fazer projectos futuros?
Se  estou a namorar, porque é que me vou focar em tudo o que pode dar errado, ou tudo o que ele tem de mal, ou todos os problemas que eu possa ter ou na nossa bagagem, em vez de me focar no quão felizes somos juntos e no que podemos construir?

GRATIDÃO!
Praticar, hoje e sempre - ser grata pelo que tenho! Porque é preciso tão pouco para ser(mos) feliz(es)! 
E o desafio deste ano é, também, praticar a gratidão. Diariamente escrever 3 coisas pelas quais estou grata e ver, no final do ano, a evolução!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

11-1-11

E nesta data tão simbólica, aqui vão os meus votos para 2011 (na versão inglesa, que foi a que recebi).
E atendendo a que o pai da Laia já me "concedeu" a nova vida, parece que até já vou bem lançada na realização de alguns destes votos.
No final do ano fazemos o balanço e vemos como correram...


A GUIDE FOR LIVING IN 2011

Health:
1.     Drink plenty of water.
2.     Eat breakfast like a king, lunch like a prince and dinner like a beggar.
3.     Eat more foods that grow ON trees and plants and eat less food that is manufactured IN plants..
4.     Live with the 3 E's -- Energy, Enthusiasm and Empathy.
5.     Make time to pray.
6.     Play more games & Read more books than you did in 2010 .
7.     Have more sex than you did in 2010 (ps. Only for married people)
8.     Sit in silence for at least 10 minutes each day
9.     Sleep at least 7 hours.
10. Take a 10-30 minute walk daily.  And while you walk, smile.

Personality:
11. Don't compare your life to others. You have no idea what their journey is all about.
12. Don't have negative thoughts on things you cannot control. Instead invest your energy in the positive present moment.
13. Don't over do.  Keep your limits.
14. Don't take yourself so seriously.  No one else does.
15. Don't waste your precious energy on gossip.
16. Dream more while you are awake.
17. Envy is a waste of time.  You already have all you need.
18. Forget issues of the past.  Don't remind your partner of his/her mistakes in the past, that will ruin your present happiness.
19. Life is too short to waste time hating anyone.  Don't hate others.
20. Make peace with your past so it won't spoil the present.
21. No one is in charge of your happiness except you.
22. Realize that life is a school and you are here to learn.  Problems are simply part of the curriculum that appear and fade away but the lessons you learn will last a lifetime.
23. Smile and laugh more.
24. You don't have to win every argument.  Agree to disagree...

Society:
25. Call your family often.
26. Each day give something good to others.
27. Forgive everyone for everything.
28. Spend time with people over the age of 70, and under the age of 6.
29. Try to make at least three people smile each day.
30. What other people think of you is none of your business.
31. Your job won't take care of you when you are sick.  Your friends will.  Stay in touch.

Life:
32. Do the right thing!
33. Get rid of anything that isn't useful, beautiful, or joyful.
34. GOD heals everything.
35. However good or bad a situation is, it will change.
36. No matter how you feel, get up, dress up, and show up.
37. The best is yet to come...
38. When you awake alive in the morning, thank GOD for it.
39. Your Inner most is always happy. So, be happy. 

Last but not the least:

40. Consider forwarding this guide to those you care about.

sábado, 1 de janeiro de 2011

1-1-11

1º dia do Ano
1º dia da Nova Vida
1º dia com retomar de bons e velhos hábitos

Acordar tarde (10h com a bebé é "tarde", certo?)...
Brincar com a pipoquita e ver o que cresceu e descobrir que já tem mais 3 dentinhos a sair em cima...
Passear com ela e com a avó dela pela serra de Sintra e pela beira-mar...
Almoçar fora com as meninas e ter a visita do avô (para ver e mimar a neta)...
Ida à praia...
Visita da tia Clara...
Muita brincadeira a duas...

Um dia em cheio, para marcar esta data especial!

terça-feira, 17 de junho de 2008

Peter - e como a vida é tão curta para tristezas

Sei que tenho escrito pouco, que tenho usado mais as músicas para tentar transcrever sentimentos ou emoções, mas a verdade é que durante o dia passo a vida a pensar em coisas que gostava de escrever e partilhar... mas quando chega a altura de me sentar em frente ao computador... é a "branca" total.

No entanto hoje recebi uma mensagem do meu ex (sim, aquele que me estilhaçou o coração e a alma) que me fez repensar novamente as minhas prioridades.
Ele escreveu para me contar que um dos melhores amigos dele, que eu tinha conhecido numa das minhas estadias na Holanda, tinha falecido esta noite com um cancro fulminante!
Tinha 43 anos, casado, 2 filhos e, desde o momento que descobriu acidentalmente que tinha cancro nos intestinos (o mais mortal de todos) até à data em que faleceu, viveu menos de 3 meses.
O cancro é uma doença traiçoeira, que nos apanha desprevenidos, sem dar sinal até ser, na maior parte das vezes, fatal. E causa devastação nas suas vitimas e em todos os que lhes estão mais próximos.
E sei disso por experiência própria, pois tenho vários casos na família, dos quais o da minha madrinha representa um exemplo de sucesso e coragem.

Mas voltando à mensagem dele, fez-me pensar em quão tola eu sou, ou tão mesquinha, em estar triste, desiludida com ele, sabendo que ele, já na altura em que decidiu acabar tudo por mail, estava preocupado com o amigo.
Fez-me pensar na inutilidade de guardar tristezas e mágoas (mesmo nos casos de grandes mágoas), pois a vida é tão curta! Hoje estamos aqui, amanhã já não estamos.
Uma das minhas citações preferidas sempre foi "Não faças da vida um rascunho, pois podes não ter tempo de passar a limpo".
A morte do Peter e a dor dos amigos e família só fizeram com que me relembrasse disso.
Como poderia não dar o meu apoio, não estar ao lado dele no momento em que perde o amigo de mais de 35 anos de vida? Como não apoiar uma pessoa que sofre profundamente pela rapidez do processo, uma pessoa que estava esperançada nas melhoras do seu amigo, visto o tratamento estar a resultar, e que de repente o vê falecer em menos de uma semana?
Sou doida? Louca? Ingénua? Parva?
Devia ignorar esta pessoa e a sua dor e esquecer que o conheci?
Não consigo!!!
Por muita dor que me tenha causado, sei o que é perder um amigo, sei o que é perder um elemento da família (para ele o Peter era quase família) e sei como todos os apoios são importantes.
Também sei o que é um cancro, o que é saber que alguém que amamos tem cancro, o que são tratamentos a um cancro, o que é acreditar nas melhoras e depois descobrir que era ilusão....
E por isso, chega de tristezas pelas minhas "mágoas" e "dores de coração", pois comparadas com a morte não são nada.
Chega de afastar quem me magoou e está na altura de encarar tudo o que vivi como mais uma forma de aprendizagem e crescimento.
Estou muito, muito triste pela morte do Peter (apesar de o ter conhecido pouco), mas ainda mais triste pela dor que o Paul está a sentir neste momento e não o poder apoiar mais.
E por isso a minha actual mudança de vida (já em curso).
Acabaram as tristezas, os choradinhos, o trabalho que me deixa infeliz, estar triste com o que acontece aos outros, sofrer com as dores alheias, olhar para trás, etc.
Está na altura de aproveitar a vida ao máximo, fazer o que quero, quando quero, o que me deixa feliz, olhar para as infelicidades e quedas da nuvem como formas de encontrar alguma felicidade que de outra forma nunca veria.
Hoje estou aqui, amanhã posso ser levada por um cancro, por um acidente estranho, por qualquer acaso do destino!!!
E se vou continuar a precisar de tempo para digerir as minhas tristezas e quedas, vou tentar que ele seja sempre o mais curto possível e que possa continuar a seguir em frente.
O Paul já me tinha contactado algumas vezes e eu sempre recusei manter contacto (a mágoa era muito grande).
Mas depois de hoje, da sua rápida mensagem (e das que se seguiram), da dor que se sentia nas entrelinhas, só posso dizer que ele é humano, com defeitos e qualidades. Ele já na altura em que soube da notícia ficou de rastos e repensou muito as suas prioridades (se calhar foi uma das razões que o levou a tomar a decisão que tomou...), e se calhar eu fui demasiado egoísta para perceber ou dar mais apoio...
E assumir que eu só tenho de deixar de ser mesquinha e pequenina e de olhar para o meu umbigo e devo começar a viver a vida ao máximo enquanto aqui estou e apoiar os meus amigos, aproveitar a sua amizade, a sua companhia ao máximo!!!
E se isso significa abdicar de mim e do que sinto para ajudar os outros (como tantas vezes fui "acusada"), assim seja!
Mas não suporto a ideia de que alguém de quem gosto ou gostei esteja a sofrer... especialmente quando é por ter perdido alguém próximo!
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