quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Canil de Aradik

Enganem-se todos os que pensavam que já tinha acabado por hoje... venho menos vezes, mas quando venho é para "durar".
Não posso deixar passar um caso de sucesso familiar de que muito me orgulho, o da minha irmã!
Pois é, além de estar a fazer o que sempre quis e a trabalhar no que sempre sonhou, conseguiu abrir o seu próprio canil e já tem o seu próprio site.
Depois de vários artigos e publicações em imprensa especializada a nível mundial, participação como oradora convidada em dezenas de congressos pelo mundo inteiro, depois de dar algumas aulas na faculdade, de fazer milhares e milhares de traduções de artigos científicos, técnicos, comerciais, jurídicos, enquanto preparar o seu doutoramento (depois de concluir um mestrado enquanto trabalhava e criava o seu sonho)... está a conseguir levar a bom porto o seu desejo de ser reconhecida pelas raças que cria.
Se gostam de cães "baixotes" (por comparação com os Serra da Estrela com quem partilham o espaço) e se querem ter garantias de qualidade (será que se pode usar este termo com animais?), não deixem de visitar o site do Canil de Aradik. Há Barbados, Drever, Teckel e muitas outras (assumo a minha ignorância nisto... pois sou gozada por confundir sempre a raça do meu "sobrinho" com outra qualquer).
E se tiverem dúvidas, questões ou algum tipo de sugestão, não hesitem em a contactar, pois é das maiores especialistas caninas que conheço, bem como uma excelente consultora e tradutora!
Se carregarem no cartão de visita dela aqui publicado podem ficar a conhecer um pouco mais do seu impressionante currículo (devo assumir que tenho inveja dos seus sucessos e do seu impressionante currículo)
Além de ter sido ela a conceber o site do seu canil, bem como o site do canil do namorado!!!
Já para não dizer a qualidade das fotos que tira, já publicadas em algumas revistas especializadas!!!
Parabéns mana por mais este sucesso (falta o bannerzito para alegrar o post e o blog... boa?) :)


P.S. - como o site dela ainda está em construção (pois é, isto de ter um anil, fazer doutoramento, traduções, artigos, fotos, familia... não dá para tudo quando se quer) podem visitar o Canil d'Alpetratínia e ter todas as informações.

LawRD - Muchbeta ao ataque

E aí está, mais um caso de sucesso na família!
Desta vez, o meu primo João (Braz Pereira).
Como se não bastasse ser filho de uma mulher como a minha madrinha, pai de duas meninas lindas como a Alice e a "minha" Clarinha, é sócio de uma nova empresa que promete já ser um caso de sucesso!!!
A MuchBeta lançou agora um conceito inovador (LawRD) e no própria dia de lançamento foram logo notícia de destaque num blog com grande visibilidade.
Aqui vos deixo a notícia:


O LawRD é um dos mais recentes e entusiasmantes projectos que tive oportunidade de observar nos últimos tempos. É, de forma sucinta, “uma ferramenta de apoio à gestão de escritórios de advogados, capaz de proporcionar aos seus responsáveis acesso à informação mais relevante e crítica para a performance do seu negócio”.

Está a ser desenvolvido pela MuchBeta, está a dar os primeiros passos em termos de exposição realmente pública mas já “circula” por aí, em situações de utilização bem real, há algum tempo.

A receptividade tem sido a melhor e a aposta no conceito de SaaS (Software as a Service) comprovou-se (como é esperado) uma excelente solução e orientação em termos de modelo de distribuição e rentabilização de um produto online.

Também com a intenção de lhe disponibilizar o melhor “serviço” possível, estive à conversa com o João Lopes Martins, CEO da MuchBeta, S.A. e uma das faces visíveis de um projecto empresarial do qual, aposto, ainda muito vamos ler e ouvir.

[2.0WM] Esta ideia do LawRD surgiu de onde? Como perceberam que o mercado tinha abertura suficiente para um produto desta natureza? Como perceberam que isto “estava a dar”?

[JLM] A nossa ideia inicial era fazer bons Serviços (SaaS desde o inicio). Os “advogados” surgiram pela necessidade de nós próprios virmos a ter a necessidade de ter bons serviços de apoio jurídico, que como sabes são muitos caros ! Nesse momento percebemos que o mercado não tinha uma ferramenta simples e dedicada de timetracking e report … começamos por aí !

[2.0WM] Quando é que iniciaram então o verdadeiro desenvolvimento do LawRD?

[JLM] O desenvolvimento do LawRD, propriamente dito, pode dizer-se que terá começado no último quadrimestre de 2008. A visão do futuro do nosso negócio passa pelo desenvolvimento de uma framework proprietária sobre a qual faremos todos os desenvolvimentos e o seguimento dos diferentes Serviços (internos e externos ) que possamos vir a criar.

[2.0WM] Dispuseram então de apoio /consultadoria técnica da parte de advogados ou outros profissionais da Justiça?

[JLM] Foi a partir do primeiro contacto com o potencial apoio jurídico futuro que decidimos criar o produto. Assim, foi com o apoio de duas excelentes sociedades de advogados do Porto que fizemos o levantamento de necessidades, o desenho da aplicação e mesmo um primeiro protótipo que uma dessas sociedades usa actualmente.

[2.0WM] Quais foram os maiores obstáculos e dificuldades com que se depararam ao longo do processo?

[JLM] Questão delicada ;) Apesar de 6 de nós já termos trabalhado juntos, de nos conhecermos bastante bem e estarmos alinhados na generalidade dos objectivos propostos: montar uma nova estrutura, com novos e grandes objectivos, novas responsabilidades e novos métodos, tem sido um processo de crescimento ex novo. Montar uma empresa que quer ser uma máquina estruturada, oleada, ágil e flexível … todo este processo está já identificado como o grande desafio !

O primeiro resultado está à vista: temos o LawRD online … continuaremos a aprender e a melhorar processos!

[2.0WM] Sentem que o target a que se destina o produto está receptivo a este tipo de tecnologia, i.e., o software já assusta muita gente, o software online não assusta ainda mais?

[JLM] Estamos certos que SaaS fará parte do futuro do software e da Internet ! E nós queremos lá estar !

A adopção do novo modo de fazer não será Universal, não será para todos, não será sequer, de inicio, uma facilidade, mas temos sinais que as vantagens apresentadas ultrapassarão muitas das dúvidas que vão surgir e que os testemunhos de ganhos de produtividade e rentabilidade irão quebrar muitas barreiras !

[2.0WM] E quanto ao modelo de comercialização? As pessoas entendem bem o “aluguer” de uma aplicação na web?

[JLM] A comercialização ainda vai começar. Optamos por não badalar, não ir falando antes de termos um bom produto para oferecer. Fomos sondando, e as perspectivas são animadoras, a principal critica até tem sido em relação ao preço (mensalidade): têm-no achado muito baixo !

Acredito que há já muitos profissionais à procura deste tipo de solução … iremos ter com eles, com estes early-adopters!

[2.0 WM] Tive oportunidade de reparar que o LawRD está muito bem organizado em termos da distribuição da informação. O acesso directo e cruzado a essa mesma informação parece ter sido umas das vossas preocupações. É assim? Houve uma preocupação especial que se prende de alguma forma com o target a que se destina? É essencial ter a informação à “mão-de-semear”?

[JLM] O LawRD foi pensado não para gerir processos judiciais mas como “produto anti-crise”! Para uma gestão efectiva das sociedades de advogados como negócio, para dar relatórios de situação de produtividade e rentabilidade. É claro que acaba por oferecer muito mais do que isso mas, essencialmente, está pensado para ser usado pelo utilizador médio de informática, altamente user-friendly, “sem instalações, formações ou outras confusões”, mas nem este público deixa de ser muito exigente.

Já fizemos de tudo para Internet! Sabemos que usabilidade e acesso imediato à informação são factores chave de sucesso para a utilização destas ou quaisquer outras ferramentas web. O LawRD está desenhado e arquitectado para ser intuitivo e agradável! O factor critico são os dados! Se não os inserirem não têm output!

lawrd004

[2.0WM] Expectativas em termos de utilizadores para o primeiro ano do LawRD?

[JLM] A nossa perspectiva passa por atingir um número próximo dos 5 000 utilizadores no primeiro ano de LawRD online.

[2.0WM] Quanto à segurança? Estão preparados para lidar com a responsabilidade que virá do facto de serem (até determinado ponto) os responsáveis pela salvaguarda do tipo de informação que os V/ clientes poderão vir a confiar ao LawRD?

[JLM] Estamos preparados e apostados em fazer desse factor crítico uma das maiores vantagens da nossa oferta. Temos competência interna a esse nível, trabalhamos “em cima” dos servidores da Amazon, assim como apostamos na certificação dos serviços por entidades externas internacionais, idóneas e reconhecidas.

[2.0WM] O vosso esforço de divulgação irá localizar-se apenas em Portugal ou já olham para outras terras?

[JLM] Para nós não faz sentido desenvolver este tipo de serviços SaaS exclusivamente para Portugal. Estamos certos que teremos por cá um bom território de teste e aprendizagem de mercado inicial, é, sem dúvida, o nosso mercado preferencial mas … estamos na Internet!

De início, lançámos o LawRD em 2 idiomas: português e inglês, mas brevemente apresentaremos maior oferta, a seguinte será por certo em castelhano. Temos como mercado alvo, de maior esforço comercial inicial, a Europa e a América Latina.

[2.0WM] Quantas pessoas são a MuchBeta e o que fazem por aí?

[JLM] Somos 9. Jogamos em 4×2x3 ;)

Na Pole-position o Nuno Santos (CTO), Jorge Oliveira (CISO), Nelson Teixeira (CDO) e o Fernando Martins (COO);

Na Linha Criativa: Luís Vaz (Creative Director) e Dionísio Souto Abreu (Copy).

Linha de Ataque: João Braz Pereira (CCO), Daniel Nunes (CFO) e João Lopes Martins (CEO)

[2.0WM] Têm já mais algum projecto “no molde” ou vão agora dedicar algum tempo exclusivamente ao LawRD e admirar a obra feita?

[JLM] O LawRD é “só” o primeiro projecto da mB, outros virão! Por agora vamos acompanhar o crescimento do LawRD, finalizar todo a sua estrutura de seguimento, facturação, feedback, gestão de “Afilliates”, e arrumar a nossa própria Intranet.

Mais informação em Bloguite.com

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pandora

Quando eu era mais nova, falava-se muito nas jóias Pandora, e sempre as tinha visto como algo elitista, das senhoras "bem", vips, que andavam sempre com as suas pulseiras cheias de "penduricalhos".
Durante muito anos deixei de ouvir falar nesta marca de joelharia, assim como deixei de reparar se nas fotos das revistas de "glamour" as nossas "estrelas" usavam estas pulseiras ou não (sinal de que não se viam "penduricalhos").
De há um ano para cá, o marketing da marca tornou-se bastante activo e a marca "democratizou-se".
De repente começaram-se a ver anúncios em tudo o que era paragens de autocarro, muppies por toda a parte, anúncios em revistas e jornais, comecei a ver colegas e amigas a usar pulseira Pandora... e a curiosidade venceu.
Andei a "estudar" um pouco a marca e as suas jóias e devo admitir que, para quem gosta do estilo, é uma forma bonita de ir criando as jóias à sua maneira e de acordo com o seu gosto ou com os momentos especiais.
Isto porque no caso das pulseiras, o artigo mais popular e democratizado da marca, cada pessoa pode ir criando a sua com as contas que for comprando, que lhe forem oferecendo, cada uma representando algo ou um momento especial.
E existem contas para tudo o que possam pensar desde aniversários, iniciais, nascimentos, bolos de aniversário, casas, namoros, casamentos, diários, morangos, trevos, ursinhos, corações, malas, sapatos, dados, carrinhos de bebé, pinheiro de natal, floco de neve ... sei lá...uma infinidade de coisas.
Nunca fui muito fã de pulseiras e sou mais apaixonada por Swatch e por linhas simples, mas devo confessar que se fosse o meu estilo, era uma ideia muito interessante para criar uma jóia que contasse uma história.
Sem ser as pulseiras, tem jóias lindíssimas, mas devo admitir que as achei demasiado caras para o que são (com excepção de um anel lindíssimo... que nunca encontrei no meu tamanho).
São linhas simples, modernas, mas que se enquadram bem nos dias de hoje e que se adequam à democratização que a marca está a fazer, lançando linhas para todos os gostos e bolsas - sim, porque uma jóia pandora é algo para se construir durante uma vida e não algo para se dar feito (pelo menos no meu entendimento simplista).
Estava a pesquisar o site e tem um simulador para se construir a nossa própria pulseira - mais uma ferramenta para criar o bichinho em quem gosta deste estilo.
Comecei a construir uma, procurando contas que pudessem ter significado e escolhendo entre as mais em conta... e a minha simples pulseira, no final, valia mais de 950€.
Li em alguns sites que esta era uma forma de atrair esposos, namorados e amantes a dar jóias e a abrir uma verdadeira "caixa de Pandora", pois quando se dá uma pulseira destas, nunca mais se pára de comprar contas, em todas as datas especiais para as mulheres.
Embora não discordando do principio, que é um poço sem fundo para as amantes deste tipo de simbologia, prefiro o aspecto romântico da coisa, o mesmo que lhes foi atribuído pelos seus criadores - uma forma simples e económica de construir a sua própria jóia, ao longo do tempo, com a história da pessoa/casal/família lá representada.
Um bonito investimento, mas que implica paciência, amor e... algum dinheiro.
Para as curiosas e curiosos, carreguem na imagem com o nome da marca e visitem o site onde podem encontrar simuladores e muitas informações interessantes.
Ia colocar algumas das minhas contas preferidas, mas depois apercebi-me que podia ser entendido como um desejo de aniversário... e como não tem nada a ver com isso, pois até nem sou de usar pulseiras... guardo-as para mim.
Mas atenção, cuidado com o vício, correm o risco de se tornar "Pandóricas".
Uma "Pandórica", segundo me contou uma amiga que recebeu a sua pulseira no seu aniversário oferecida pelo seu incauto namorado, é alguém que sabe perfeitamente quais são as contas que existem, as referências, cores, preços, novidades, etc... e nunca desiste até ter completado a sua pulseira.
Contava-me ela com orgulho que desde o Natal ele lhe tinha oferecido todos os meses uma conta e ela contava receber mais algumas no dia dos Namorados.
Agora que penso nisso, devo admitir que fiquei com pena do brilho e orgulho que vi no olhar dela, pois tinha pensado (mais uma vez ingenuamente) que era uma excelente ideia para ir construindo uma história, uma jóia de família, algo que se faz ao longo do tempo (se necessário anos, se bem que não sou muito paciente), mas se calhar esta democratização é apenas uma forma de as mulheres conseguirem ter um artigo seleccionável, uma forma de superarem as "rivais", uma forma de completar uma jóia antes de qualquer outra... Uma forma de testarem os companheiros e família a ver quem dá mais e mais rapidamente as famosas contas para fazer a pulseira.
Fica o pensamento final... uma forma de construir uma jóia com uma história de família/pessoal ou uma forma de coleccionismo que pode levar a autênticas loucuras e falências?

Estratégias de recrutamento

Finalmente um texto que me ajudou a ver como é feito o recrutamento e as promoções em algumas empresas que conheço (bem demais), na versão brasileira (ok, admito, não me apeteceu mudar alguns dos termos para português).
Pelo menos ajudou a perceber como chegaram ao seu posto alguns dos chefes que tive/tenho....

Como contratar um funcionário

O método consiste em:

1-Colocar todos os candidatos num galpão

2-Disponibilizar 200 tijolos para cada um.

3-Não dê orientação alguma sobre o que fazer.

4-Tranque-os lá.

*Após seis horas, volte e verifique o que fizeram.*

Segue a análise dos resultados:

1 - Os que contaram os tijolos, contrate como contadores.

2 - Os que contaram e em seguida recontaram os tijolos, são auditores.

3 - Os que espalharam os tijolos são engenheiros.

4 - Os que tiverem arrumado os tijolos de maneira muito estranha, difícil de entender, coloque-os no Planejamento, Projeto e Implantação Controle de Produção.

5 - Os que estiverem jogando tijolos uns nos outros, coloque-os em Operações.

6 - Os que estiverem dormindo, coloque-os na Segurança.

7 - Aqueles que picaram os tijolos em pedacinhos e estiverem tentando montá-los novamente, devem ir direto à Tecnologia da Informação.

8 - Os que estiverem sentados sem fazer nada ou batendo papo-furado, são dos Recursos Humanos.

9 - Os que disserem que fizeram de tudo para diminuir o estoque mas a concorrência está desleal e será preciso pensar em maiores facilidades, são vendedores natos.

10 - Os que já tiverem saído, são gerentes.

11 - Os que estiverem olhando pela janela com o olhar perdido no infinito, são os responsáveis pelo Planejamento Estratégico.

12 - Os que estiverem conversando entre si com as mãos no bolso demonstrando que nem sequer tocaram nos tijolos e jamais fariam isso, cumprimente- os com muito respeito e coloque-os na Diretoria.

13 - Os que levantaram um muro e se esconderam atrás são do Departamento de Marketing.

14 - Os que afirmarem não estar vendo tijolo algum na sala, são advogados, encaminhem ao Departamento Jurídico.

15 - Os que reclamarem que os tijolos 'estão uma porcaria, sem identificação, sem padronização e com medidas erradas', coloque na Qualidade.

16 - Os que começarem a chamar os demais de 'companheiros' , elimine-os imediatamente antes que criem um sindicato.

Atenciosamente,
Psicólogo Chefe

Mario Quintana

Alguns textos de Mario Quintana, autor brasileiro de que muito gosto.
Normalmente estes textos circulam o mundo nas intermináveis correntes de apresentações em PowerPoint que recebemos por mail, mas achei que estes merceiam ter o seu próprio espaço e destaque.

Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.

Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim...

Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível...
E que esse momento será inesquecível...

Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.

E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz
.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM.

Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

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Um Dia


Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra é bobagem.
Você só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela....

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...

Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Um dia percebemos que somos muito importantes para alguém,
mas não damos valor a isso...

Enfim... um dia descobrimos que apesar de viver quase um século
esse tempo todo não é suficiente
para realizarmos todos os nossos sonhos,
para beijarmos todas as bocas que nos atraem,
para dizer tudo
o que tem que ser dito naquele momento.

Não existe hora certa para dizer o que sentimos se quem estiver te ouvindo não te compreender, não te merecer...
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

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Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...

Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento...e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe...
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, .............
......................................................
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Imagem: http://assisbrasil.org

Gostava de...

Gostava ...
de ser feliz
de ter a minha familia
de ter o meu trabalho
de fazer o que gosto
de ser surpreendida nos meus anos e no Natal por coisas que não tenha dito a ninguém que queria ou gostava!
de poder fazer o que quero
de poder criar algo
de poder viajar
de pequenos gestos de ternura
de não me sentir sozinha
de poder ajudar a minha familia
de ver as pessoas à minha volta felizes
de ter uma familia unida
de dar saúde à minha familia
de poder realizar os sonhos e desejos dos que amo
de não me preocupar com o amanhã
de aprender a sufar
de me dedicar ao desporto
que me conhecessem como sou
de ter mais amigos verdadeiros
de não ser tão sensível
de mudar de casa
de não ter de falar ou explicar as coisas que penso ou sinto
de saber escrever
de ser mais próxima dos meus amigos
de não ter desperdiçado tantos anos a fazer o que não gosto
de poder viver na praia
de poder fazer voluntariado
de poder adoptar uma criança
de poder criar um projecto para o meu desporto que não fosse sempre boicotado
de saber estar no meio das pessoas
de tirar um curso de teatro
de fazer radio
de não ser tão timida e/ou introvertida
de ser professora, formadora, estar ligada ao ensino
de fazer mais trabalhos manuais
de cozinhar mais vezes (e lavar tudo a seguir)
de ser mais feminina
de ser mais ligada às lides da casa
de tirar um curso de fotografia
de ter a minha carrinha megane
de não ter saido de casa no dia 19/04/1984
de ter falado mais com o meu avô
de ter continuado a jogar
de aprender a jogar ténis
de aprender a fazer remo e canoagem
de parar de me queixar de tudo e de todos
de ser mais paciente
de ser mais tolerante
de ter paciência para sair mais à noite
de respostas sinceras
de me sentir diferente
de voltar a aprender a tocar viola
de saber escrever poemas
que as palavras não magoassem como magoam
de saber quem sou
de não viver numa nuvem
de agradar a gregos e troianos
de ter uma mulher-a-dias todos os dias para nem me preocupar com limpezas e arrumações
de poder oferecer aos meus pais, irmã e avó uma empregada de limpeza para terem tempo para eles
de não ter medo de nada nem de ninguém
....
sei lá... gostava de tanta coisa!!!

Pensamentos

Várias pessoas me tem dito que não encontram a mesma "alma" no blog que encontravam antes.
Outras que o encontram um um pouco triste...
Acho que todas podem ter razão e, simultaneamente, não ter.
A verdade é que estou triste, cansada...
De não fazer nada, dirão algumas más linguas...
Se calhar é isso mesmo.
De não parar, mas ao mesmo tempo não estar a sentir que sou produtiva, não estar a Trabalhar, estar a ser explorada, estar sem parar e sem sentir que estou a fazer algo...
É realmente muito tempo parada para quem não está parada um segundo desde os 16 anos.
É uma situação incómoda e incontrolável que não chega ao fim e não permite avançar...
Por outro lado é perceber que estava certa quando não queria aceitar a proposta que me fizeram de integrar um orgão federativo...
É perceber que se todos os meus sentidos dizem que não devo ir contra tudo o que sempre defendi e acreditei, não os devo ignorar com "racionalidades", pois os meus sentidos nunca me enganaram e a racionalidade sempre me fez sair magoada.
É perceber que pode existir um projecto, pode existir motivação, mas basta uma pessoa para destruir tudo.
Se calhar estou triste por andar a lutar contra moinhos de vento, por acreditar que as coisas podem mudar e perceber que foi apenas mais uma ilusão.
Sinto-me bem, sinto-me optimista... mas apercebo-me que é uma fachada, uma islusão.
Percebo que é como quero estar e sentir-me, mas como me irrito facilmente, com tudo e com todos, tenho de assumir que efectivamente não estou como gostava de estar ou pensava estar.
Pode ser a aproximação dos meus anos... o peso da idade que teimo em esquecer e ignorar, mas que está lá.
Pode ser a data que se aproxima, e que sempre me deprimiu (é como fazer anos no Natal).
Não sei explicar... nem sei se quero perder muito tempo a pensar nisso.
O tempo mudou e o sol regressou, pode ser que ajude a que o espirito esteja mais alegre, que o sorriso seja mais fácil em vez do stress das coisas por resolver.
Queria perceber... o que se passa, porque tenho de viver intensamente tudo o que faço, porque tenho de tentar fazer sempre tudo o melhor possivel, porque tenho de insistir em ver as diferentes tonalidades de cinzento em vez de aceitar as coisas a preto e branco?
Porque não consigo ser como as outras pessoas, compartimentar tudo e ignorar o que sai da minha esfera de acção ou o que tenta interferir com ela?
Enfim... melhores dias virão... e com eles a vontade de escrever, de passar para o papel o que sinto e vivo, as experiências por que passarei e/ou que me marcaram.
De momento... sinto-me mais cansada que nunca... deve ser dos 40 a aproximarem-se... e da casa vazia!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

50 coisas boas da vida

AS COISAS BOAS DA VIDA:

1. Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio (pode ser electrónico.....)
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Batido de chocolate (baunilha ou morango).
13. Uma chamada de longa distância.
14. Um banho de espuma.
15. Rir baixinho.
16. Uma boa conversa.
17. A praia.
18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
19. Rir-se de si mesmo.
20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
22. Rir por nenhuma razão especial.
23. Alguém que te diz que és o máximo.
24. Rir de uma anedota que vem à memória.
25. Amigos.
26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo parceiro).
29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
30. Brincar com um cachorrinho.
31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
32. Belos sonhos.
33. Chocolate quente.
34. Fazer-se à estrada com os amigos.
35. Balancear-se num balancé.
36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e
bebendo a bebida favorita.
37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos
sentirmos estúpidos.
38. Ir a um bom concerto.
39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.
40. Ganhar um jogo renhido.
41. Fazer bolachas de chocolate.
42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
43. Passar tempo com amigos íntimos.
44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
45. Andar de mão dada com quem gostamos.
46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas ( boas ou más) nunca mudam.
47. Patinar sem cair.
48. Observar o contentamento de alguem que está a abrir um presente que lhe ofereceste.
49. Ver o nascer do sol.
50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Máscaras

Sem palavras... será que me conhece?

Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, fingindo não ser o que sou, faço-o para atrair o outro e logo decubro que só atraio a outros mascarados distanciando-se dos outros devido a um estorvo: a máscara.
Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.
Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.
Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.
Faço-o convencido de que é o melhor que posso fazer para ser amado e logo descubro o triste paradoxo: o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas.
Gilbert Brenson Lazan

Capuchinho Vermelho

Uma fabulosa explicação/interpretação desta história do nosso imaginário infantil, na sua versão brasileira.
Recomendo a todos os pais e professores a sua leitura, para a poderem explicar devidamente às crianças.

Chapéuzinho Vermelho

Era uma vez (admitindo-se aqui o tempo como uma realidade palpável, estranho, portanto, à fantasia da história) uma menina, linda e um pouco tola, que se chamava Chapeuzinho Vermelho. (Esses nomes que se usam em substituição do nome próprio chamam-se alcunha ou vulgo). Chapeuzinho Vermelho costumava passear no bosque, colhendo Sinantias, monstruosidade botânica que consiste na soldadura anômala de duas flores vizinhas pelos invólucros ou pelos pecíolos, Mucambés ou Muçambas, planta medicinal da família das Caparidáceas, e brincando aqui e ali com uma Jurueba, da família dos Psitacídeos, que vivem em regiões justafluviais, ou seja, à margem dos rios. Chapeuzinho Vermelho andava, pois, na Floresta, quando lhe aparece um lobo, animal selvagem carnívoro do gênero cão e... (Um parêntesis para os nossos pequenos leitores — o lobo era, presumivelmente, uma figura inexistente criada pelo cérebro superexcitado de Chapeuzinho Vermelho. Tendo que andar na floresta sozinha, - natural seria que, volta e meia, sentindo-se indefesa, tivesse alucinações semelhantes.).

Chapeuzinho Vermelho foi detida pelo lobo que lhe disse: (Outro parêntesis; os animais jamais falaram. Fica explicado aqui que isso é um recurso de fantasia do autor e que o Lobo encarna os sentimentos cruéis do Homem. Esse princípio animista é ascentralíssimo e está em todo o folclore universal.) Disse o Lobo: "Onde vais, linda menina?" Respondeu Chapeuzinho Vermelho: "Vou levar estes doces à minha avozinha que está doente. Atravessarei dunas, montes, cabos, istmos e outros acidentes geográficos e deverei chegar lá às treze e trinta e cinco, ou seja, a uma hora e trinta e cinco minutos da tarde".

Ouvindo isso o Lobo saiu correndo, estimulado por desejos reprimidos (Freud: "Psychopathology Of Everiday Life", The Modern Library Inc. N.Y.). Chegando na casa da avozinha ele engoliu-a de uma vez — o que, segundo o conceito materialista de Marx indica uma intenção crítica do autor, estando oculta aí a idéia do capitalismo devorando o proletariado — e ficou esperando, deitado na cama, fantasiado com a roupa da avó.

Passaram-se quinze minutos (diagrama explicando o funcionamento do relógio e seu processo evolutivo através da História). Chapeuzinho Vermelho chegou e não percebeu que o lobo não era sua avó, porque sofria de astigmatismo convergente, que é uma perturbação visual oriunda da curvatura da córnea. Nem percebeu que a voz não era a da avó, porque sofria de Otite, inflamação do ouvido, nem reconheceu nas suas palavras, palavras cheias de má-fé masculina, porque afinal, eis o que ela era mesmo: esquizofrênica, débil mental e paranóica pequenas doenças que dão no cérebro, parte-súpero-anterior do encéfalo. (A tentativa muito comum da mulher ignorar a transformação do Homem é profusamente estudada por Kinsey em "Sexual Behavior in the Human Female". W. B. Saunders Company, Publishers.) Mas, para salvação de Chapeuzinho Vermelho, apareceram os lenhadores, mataram cuidadosamente o Lobo, depois de verificar a localização da avó através da Roentgenfotografia. E Chapeuzinho Vermelho viveu tranqüila 57 anos, que é a média da vida humana segundo Maltus, Thomas Robert, economista inglês nascido em 1766, em Rookew, pequena propriedade de seu pai, que foi grande amigo de Rousseau.

Extraído do livro "Lições de Um Ignorante", José Álvaro Editor - Rio de Janeiro, 1967, pág. 31
imagem: www.mkgeventos.com.br

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Amor e Perseguição

Várias vezes na minha vida me cruzei com pessoas que não sabiam a diferença entre amor e perseguição, entre o fim do amor e o fim de um romance.
Tinham a obsessão pelo amor, por ser amados, por estarem com alguém, por viverem para alguém.
Ficam obcecados pela "amada", vivem em função dela e depois acabam por sufocar a relação e vivem em depressão por não compreenderem o que se passou... procurando incessantemente uma nova "vítima" da sua paixão e do seu amor desmedido e incontrolável.
E quase sempre idealizaram a pessoa amada, formaram uma ideia e esperam que a pessoa se adapte a essa ideia, corresponda a esse ideal que criaram.
E quando a pessoa se aperecebe que tem de corresponder a uma imagem, que toda a sua vida poderá vir a ser um faz-de-conta para satisfazer o ideal da outra, chega a percepção que não é amor o que se sente, mas sim algum tipo de carência, que foi suprida por uns tempos, enquanto se vivia na ilusão de amar, mas que não é verdadeiro, não é real ou perpétuo.
Não se pode exigir do outro o que entendemos que é certo, correcto. Não se pode pedir uma forma de amar, de ser amado, de ser feliz, infeliz!
O que era amor acaba por se tornar perseguição, obsessão, acaba por se tornar irreal, neurótico.
E muitas vezes, seja no caso da pessoa abandonada ou seja no da pessoa que abandona a relação, é necessário reconstruir-se, reconstruir o coração, analisar o que existiu na relação na pessoa que outrora foi amada e aprender a recomeçar.
É preciso aprender a despedir-se de quem antes amámos ou por quem formos amados, pois só assim conseguiremos seguir em frente, libertar a cabeça, a alma e o coração para outro amor, talvez "o" amor, talvez apenas outra tentativa, mas sem pressões, sem expectativas elevadas, sem ilusões, obsessões e perseguições... apenas um amor tranquilo!
Aqui vos deixo alguns pequenos textos de uma autora que descobri recentemente, mas de que muito gosto e admiro, Martha Medeiros, relacionados com o amor, despedida, ilusão...

DESPEDIDA

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente,
seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro,
com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva,
já que ainda estamos tão embrulhados na dor
que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.

A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços,
a dor de virar desimportante para o ser amado.
Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida:
a dor de abandonar o amor que sentíamos.
A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre,
sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também…

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou.
Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém.
É que, sem se darem conta, não querem se desprender.
Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir,
lembrança de uma época bonita que foi vivida…
Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual
a gente se apega. Faz parte de nós.
Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis,
mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo,
que de certa maneira entranhou-se na gente,
e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível.
Talvez, por isso, costuma durar mais do que a ‘dor-de-cotovelo’
propriamente dita. É uma dor que nos confunde.
Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos
deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por
ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos,
que nos colocava dentro das estatísticas: “Eu amo, logo existo”.

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.
É o arremate de uma história que terminou,
externamente, sem nossa concordância,
mas que precisa também sair de dentro da gente…
E só então a gente poderá amar, de novo.

Desconstruções

Quando a gente conhece uma pessoa, construímos uma imagem dela. Esta imagem tem a ver com o que ela é de verdade, tem a ver com as nossas expectativas e tem muito a ver com o que ela "vende" de si mesma. É pelo resultado disso tudo que nos apaixonamos. Se esta pessoa for bem parecida com a imagem que projetou em nós, desfazer-se deste amor, mais tarde, não será tão penoso. Restará a saudade, talvez uma pequena mágoa, mas nada que resista por muito tempo. No final, sobreviverão as boas lembranças. Mas se esta pessoa "inventou" um personagem e você caiu na arapuca, aí, somado à dor da separação, virá um processo mais lento e sofrido: a de desconstrução daquela pessoa que você achou que era real.

Desconstruindo Flávia, desconstruindo Gilson, desconstruindo Marcelo. Milhares de pessoas estão vivendo seus dias aparentemente numa boa, mas por dentro estão desconstruindo ilusões, tudo porque se apaixonaram por uma fraude, não por alguém autêntico. Ok, é natural que, numa aproximação, a gente "venda" mais nossas qualidades que defeitos. Ninguém vai iniciar uma história dizendo: muito prazer, eu sou arrogante, preguiçoso e cleptomaníaco. Nada disso, é a hora de fazer charme. Mas isso é no começo. Uma vez o romance engatado, aí as defesas são postas de lado e a gente mostra quem realmente é, nossas gracinhas e nossas imperfeições. Isso se formos honestos. Os desonestos do amor são aqueles que fabricam idéias e atitudes, até que um dia cansam da brincadeira, deixam cair a máscara e o outro fica ali, atônito.

Quem se apaixonou por um falsário, tem que desconstruí-lo para se desapaixonar. É um sufoco. Exige que você reconheça que foi seduzido por uma fantasia, que você é capaz de se deixar confundir, que o seu desejo de amar é mais forte do que sua astúcia. Significa encarar que alguém por quem você dedicou um sentimento nobre e verdadeiro não chegou a existir, tudo não passou de uma representação – e olha, talvez até não tenha sido por mal, pode ser que esta pessoa nem conheça a si mesma, por isso ela se inventa.

O amor não acaba, nós é que mudamos

Um homem e uma mulher vivem uma intensa relação de amor, e depois de alguns anos se separam, cada um vai em busca do próprio caminho, saem do raio de visão um do outro. Que fim levou aquele sentimento? O amor realmente acaba?

O que acaba são algumas de nossas expectativas e desejos, que são subtituídos por outros no decorrer da vida. As pessoas não mudam na sua essência, mas mudam muito de sonhos, mudam de pontos de vista e de necessidades, principalmente de necessidades. O amor costuma ser amoldado à nossa carência de envolvimento afetivo, porém essa carência não é estática, ela se modifica à medida que vamos tendo novas experiências, à medida que vamos aprendendo com as dores, com os remorsos e com nossos erros todos. O amor se mantém o mesmo apenas para aqueles que se mantém os mesmos.

Se nada muda dentro de você, o amor que você sente, ou que você sofre, também não muda. Amores eternos só existem para dois grupos de pessoas. O primeiro é formado por aqueles que se recusam a experimentar a vida, para aqueles que não querem investigar mais nada sobre si mesmo, estão contentes com o que estabeleceram como verdade numa determinada época e seguem com esta verdade até os 120 anos. O outro grupo é o dos sortudos: aqueles que amam alguém, e mesmo tendo evoluído com o tempo, descobrem que o parceiro também evoluiu, e essa evolução se deu com a mesma intensidade e seguiu na mesma direção. Sendo assim, conseguem renovar o amor, pois a renovação particular de cada um foi tão parecida que não gerou conflito.

O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa.

Faz de Conta

Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.

Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.

Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.

Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.

A minha felicidade não é a sua

No mais recente livro de Carlos Moraes, o ótimo Agora Deus vai te pegar lá fora, há um trecho em que uma mulher ouve a seguinte pergunta de um major: "Por que você não é feliz como todo mundo?". A que ela responde mais ou menos assim: "Como o snhor ousa dizer que não sou feliz? O que o senhor sabe do que eu digo para o meu marido depois do amor? E do que eu sinto quando ouço Vivaldi?E do que eu rio com meu filho? E por que mundos viajo quando leio Murilo Mendes? A sua felicidade, que eu respeito, não é minha, major".
E assim é. Temos a pretensão de decretar quem é feliz ou infeliz de acordo com nossa ótica particular, como se felicidade fosse algo que pudesse ser visualizado. Somos apresentados a alguém com olheiras profundas e imediatamente passamos a lamentar suas prováveis noites insones causadas por problemas tortuosos. Ou alguém faz uma queixa infantil da esposa e rapidamente decretamos que é um fracassado no amor, que seu casamento deve ser um inferno, pobre sujeito. É nessas horas que junto as pontas dos cinco dedos da mão e sacudo-a no ar, feito uma italiana indignada: mas que sabemos nós da vida dos ouitros, catzo?
Nossos momentos felizes se dão, quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo. O barulho da chave da porta, de madrugada, trazendo um adolescente de volta pra casa. O cálice de vinho oferecido por uma amiga com quem acabamos de fazer as pazes. Sentar no cinema, sozinha, para assistir o filme tão esperado. Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações. Os acordos secretos que temos com com filhos, netos, amigos. A emoção provocada por uma frase de um livro. A felicidade de uma cura. E a infelicidade aceita como parte do jogo - ninguém é tão feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades.
O que sei eu sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio? Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas. Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter - juízes indefectíveis que somos da vida alheia-, mas é um atrevimento nos outorgarmos o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã. Toda felicidade é construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só se permitirmos.

Amor e perseguição

“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”. Norman Mailer. Copiem. Decorem. Aprendam.
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na interner, buscamos o amor na parada de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará,e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza,ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
“As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas”. Normal Mailer. Divulguem. Repitam. Convençam-se.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.
A gente resiste muito a aceitar que alguém que amamos não é, e nem nunca foi, especial. Que sorte quando a gente sabe com quem está lidando: mesmo que venha a desamá-lo um dia, tudo o que foi construído se manterá de pé
Foto: René Cabrales in http://www.sinprors.org.br

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Existirá sempre o sol

Uma música optimista a ver se os ânimos melhoram e a chuva acaba!

How many times have you woken up and prayed for the rain?
How many times have you seen the papers apportion the blame?
Who gets to say?
Who gets to work and who gets to play?
I was always told at school, everybody should get the same.

How many times have you been told if you don't ask you don't get?
How many liars have taken your money? your Mother said you shouldnt bet.
Who has the fun?
Is it always a man with a gun?
Someone must have told you if you work too hard you can sweat

There's always the sun.
mmmm
There's always the sun.
Always, always, always the sun.

How many times has the weatherman told you stories that made you laugh?
You know its not upto the Politicians and leaders, when they do things by half.
Who gets the job?
Of pushing the knob.
Thats what responsibility you draw straws for if your mad enough.

There's always the sun.
mmmm
There's always the sun.
Always, always, always the sun.

There's always the sun.
mmmm
There's always the sun.
Always, always, always the sun.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Blandinne (Faustine)

Hoje encontrei alguns textos desta autora.
Depois de intensa pesquisa pela Internet (por vezes aparecem como Blandine e outras como Blandinne) cheguei à conclusão de que ninguém sabe quem é, quando viveu (ou vive), existem fotos... nada (daí a opção de ilustrar este post com uma das fotos que tirei em Budapeste, uma das cidades da minha vida, em Novembro de 2007).
Apenas inúmeros textos, uns mais profundos outros mais superficiais, mas todos excelentes.
Aqui vos deixo três dos textos que mais gostei - e que me mais me tocaram:

A Vida
A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo,
Sem tira-las do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim,
Para mostra-las que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade,
Para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir;
Aprender com meus erros .
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças;
Sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo,
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhosa com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me machucam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafectos;
Perdoar incondicionalmente,
Pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
Pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordada;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;(Já fiz demais esse ano)
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas", embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro;
Me ensinou e esta me ensinando a aproveitar o presente, como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesma tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher.

Aprendi
Aprendi que se aprende errando;
Que crescer não significa fazer aniversário;
Que o silencio às vezes é a melhor resposta;
Que amigos conquistamos sendo nós mesmos;
Que os verdadeiros amigos estão connosco até o fim;
Que não se espera a felicidade chegar,mas se procura ela;
Que quando penso saber tudo,ainda não aprendi nada;
Que a natureza é uma das coisas mais perfeitas na vida;
Que amar significa se dar por inteiro;
Que apenas um dia pode ser mais importante do que muitos anos;
Que se pode conversar com as estrelas;
Que se pode confessar com a lua;
Que se pode viajar além do infinito;
Que sonhar é preciso e procurar realizar esses sonhos é ainda mais necessário;
Que se deve ser criança a vida toda".
Que nosso ser é livre!!!
Que Deus não proíbe nada em nome do amor;
Que o julgamento alheio não é importante;
Que o que realmente importa é a paz interior

Viver
Nem a tristeza, nem a desilusão.
Nem a incerteza, nem a solidão...
... Nada me impedirá de sorrir...
Nem o medo, nem a depressão.
Por mais que sofra meu coração...
Nada me impedirá de sonhar...
Nem o desespero nem a descrença.
Muito menos o ódio ou alguma ofensa...
Nada me impedirá de viver...
Mesmo errando e aprendendo.
Tudo me será favorável...
Para que eu possa sempre evoluir.
Preservar, servir, cantar, agradecer.
Perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje.
Como se fosse o primeiro...
Como se fosse o último.
Como se fosse o único...
Quero viver o momento de agora.
Como se ainda fosse cedo.
Como se nunca fosse tarde...
Quero manter o optimismo.
Conservar o equilíbrio e fortalecer
a minha esperança...
Quero recompor minhas energias.
Para prosperar na minha missão,
e viver alegremente todos os dias...
Quero caminhar na certeza de chegar...
Quero lutar na certeza de vencer...
Quero buscar na certeza de alcançar.
Quero saber esperar para poder realizar,
os ideais do meu ser...

Quase

Um texto muito bom, de Luis Fernando Veríssimo, escritor brasileiro:

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do
talvez, é a desilusão de um "quase". É o quase que me
incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo
que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda
estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não
amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos
dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias
que nunca sairão do papel por essa maldita mania de
viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma
vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A
resposta eu sei de cor, está estampada na distância e
frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na
indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra
covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a
alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas,
os dias seriam nublados e
o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as
estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não
podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém,
preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é
desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros
amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um
coração vazio ou economizar alma.

Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é
romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina
acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais
horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!!!
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