sexta-feira, 14 de novembro de 2008

As mulheres inteligentes dizem como amar sem sofrer

Nas minhas pesquisas nos blogs encontrei este texto fenomenal, extraído do site do grupo MADA (Mulheres que Amam Demasiado Anónimas).
Não me considero uma "MADA", mas assumo que ao ler o texto o meu único desejo é conseguir um dia transformar-me numa "mulher inteligente".
Apreciem!

Há uma grande diferença entre obcecar-se e amar, entre viver ao redor de um homem e ter identidade própria. Vincular-se, viver e amar com sabedoria é o tema do "O que sabem as mulheres inteligentes" resumido no seguinte artigo.
Uma mulher pode ser brilhante e sem embaraços, e, não saber proteger-se em suas relações; uma mulher pode ter uma carreira com muito êxito, e sem impedimentos, e, não saber como ser inteligente a nível emocional.
Por quê?
Porque ser inteligente na vida e no amor é muito diferente de ser inteligente em física nuclear.
Então, quais são as qualidades básicas que fazem uma mulher verdadeiramente inteligente e que lhe dê as melhores possibilidades de felicidade pessoal e emocional?

UMA MULHER INTELIGENTE SABE QUE SER INTELIGENTE SIGNIFICA:
  • Ser racional;
  • Permitir que a inteligência controle as emoções, não o inverso;
  • Confiar nos valores mais que nas hormonas;
  • Eleger relacionamentos que a faça feliz e que a permita crescer;
  • Buscar e aceitar pessoas positivas que lhe dêem apoio;
  • Fugir de relacionamentos que só trazem problemas, nada mais;
  • Separar-se de pessoas que a controlam;

O mais importante:
Uma mulher inteligente nunca jamais duvida que é uma pessoa completa, tenha ou não um homem em sua vida.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE ....

As obsessões não tem lugar na vida da mulher inteligente . Em algum momento, toda a mulher já esteve a mercê de uma paixão obsessiva.

Que mulheres são em particular vulneráveis as obsessões? Qualquer uma que tenha expectativas pouco realista no que diz respeito ao amor. Neste item pode incluir aquelas mulheres com uma vida activa de fantasia e um forte sentido de drama e de romance, assim como aquelas que tem antecedentes de modelos pouco sólidos em termos de dar e receber afecto e amor.

Que tem de mau as obsessões ? Nada, se não se importar em sentir-se miserável três quartos de todo o tempo.

O problema é que o amor obsessivo reflecte, em geral numa situação caracterizada por separações, sentimentos que não são recompensados (ou não são recompensados do modo que um quer), conflitos irreconciliáveis e ansiedades pelo compromisso. Estes são os elementos que tendem a converter uma pessoa em um ser obsessivo e que gera um terrível estilo de vida.

AS MULHERES INTELIGENTES CONHECEM A DIFERENÇA ENTRE........

- Amor e melancolia;
- Alegria e diversão;
- Amor e obsessão;
- Ter uma grande paixão e viver uma boa vida.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.........

Confortável, agradável, tranquila e prosaica são todas qualidades comuns de uma vida e relacionamentos normais; são o tipo de adjectivos que uma mulher inteligente quer em sua vida.

Dramático, agonizante, torturado, rebuscado, irreconciliável, horrível e obsessivo são palavras que pertencem ao texto de uma novela que se lê na praia. Uma mulher inteligente não quer que esses adjectivos descrevam a sua própria vida.

Se descobrem que estão passando uma quantidade excessiva de tempo sós, recostadas no sofá, fantasiando ou sonhando, não esta enamorada, estás obstinada.

Se encontrarem-se em constante estado de perturbação, preocupada pelos detalhes de tua relação, em busca de chaves que te ajudem a entender o que esta sucedendo, então não esta enamora estas obstinada.

Abandonar um amor obsessivo nunca será indolor, porém o quanto antes o deixar, antes começará curar-se.

As obsessões podem, e certamente provocam; dores de cabeça, mal estares, desarranjos gastro-intestinais, palpitações, ataque de ansiedade, vontades e raivas.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

Deus criou as cidades para que as mulheres possam descobrir as características negativas de um homem antes de enclausurar-se com ele, não depois.

Uma mulher inteligente também sabe que nunca deve estar tão cega pelo desejo, que não lhe permita prestar atenção nas características do homem que tem em sua frente.

  • Sua atitude frente as mulheres em geral;
  • Sua atitude frente ao dinheiro;
  • Sua atitude frente a sua profissão;
  • Sua atitude frente a sua carreira;
  • Sua capacidade de compartilhar;
  • Sua capacidade de jogar limpo;
  • Sua capacidade de rir;
  • Sua capacidade de tornar-se suficientemente sério;
  • Seus vícios;
  • Suas aversões potenciais (a teus animais, teus gostos, teus amigos, tua religião...);
  • Seus valores;
  • Suas neuroses;
  • Sua história com as mulheres.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

A primeira refeição em um restaurante é mais que uma refeição: é um micro-cosmos do que poderá ser a vida com esta pessoa.

A primeira noite lhe dará uma enorme quantidade de chaves do tipo de conduta que poderá esperar, deste homem, na próxima semana, no ano que vem ou na década seguinte......se a relação continuar.

UMA MULHER INTELIGENTE...

Sabe que antes de começar a fantasiar sobre a vida que levará em comum , deverá pensar duas vezes em:

  • Qualquer homem que seduz a todas as mulheres que se apresentam;
  • Qualquer homem que não se compromete com nada;
  • Qualquer homem que escolhe um bom restaurante e depois espera que divida a conta pela metade;
  • Qualquer homem que troca de pedido mais que uma vez;
  • Qualquer homem que pergunta se o couvert é cobrado em separado;
  • Qualquer homem que bebe demais;
  • Qualquer homem que tenta controlar-te dizendo o que deve comer ou beber;
  • Qualquer homem que presta mais atenção ao que passa nas mesas ao redor que em você;
  • Qualquer homem que sempre pede o mesmo, sem importar onde esteja comendo;
  • Qualquer homem que examina os vasos e móveis a procura de pó ou sujeira;
  • Qualquer homem que não fala de si mesmo;
  • Qualquer homem que fala só de si mesmo e de seus interesses;
  • Qualquer homem que parece completamente desinteressado em escutar qualquer coisa sobre você, sua vida ou seus interesses.

UMA MULHER INTELIGENTE SABE QUE.......

O homem ideal nem sempre é o mais atraente. Existe homens maravilhosos que caminham pelas ruas mas nem sempre se destacam entre a multidão. Isto não significa que um bom homem tenha que ser impecável ou ordinário. Só significa que necessita tempo para descobrir seu modo de ser fascinante e especial.

Ás vezes, a única chave que você tem para saber se um homem é autentico e sincero, é que não responde a tuas fantasias românticas:

  • Não necessita ser ajudado em nada absolutamente;
  • Não necessita ajuda para encontrar-se a si mesmo;
  • Não é excessivamente elegante;
  • Não é espectacularmente rico;
  • Não é um macho absoluto;
  • Não é completamente fascinante;
  • Não diz o tipo de coisas românticas que sonhas escutar... ao menos as que você já conheça bem;

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE É TEMPO DE TERMINAR UM RELACIONAMENTO QUANDO:

  • Ele frequentemente a faz sentir-se mais mal do que bem.
  • Teu medo de perdê-lo a faz esquecer de tuas necessidades reais.
  • Sua conduta esta minando a tua auto-estima.
  • Você lhe diz estar se sentindo triste e deprimida, e ele não faz nada para mudar este sentimento;
  • Você se sente melhor recordando o passado do que vivendo o presente.
  • Suas condutas te preocupam .
  • Ele começa a dizer-lhe que "necessita de mais espaço".

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE EM UM RELACIONAMENTO :

  • Os dois tem espaço para crescer.
  • A auto-estima se vê reforçada, não amenizada.
  • Os dois tem o mesmo direito.
  • O sexo nem sempre é perfeito, mas não importa.
  • Os interesses separado, não são consideradas uma ameaça.
  • As diferenças se negociam.
  • Ninguém ganha ou perde.

UMA MULHER INTELIGENTE SABE COMO DISTINGUIR OS BONS DOS MAUS TIPOS DE HOMENS:

Um bom tipo de homem tem o estilo de vida realista. Tem um verdadeiro lugar, um verdadeiro trabalho, verdadeiras contas, verdadeiros animais, uma verdadeira família e uma verdadeira forma de tratar todas estas coisas e pessoas.

Um bom tipo de homem tem metas realistas. Este homem pode não querer conquistar o mundo, mas desejará maximizar seu potencial e ser o melhor que pode.

Um bom tipo de homem quer como companheira uma mulher que possa compartilhar tudo com ele. Este homem não quer uma relação na qual um dos dois seja excessivamente dependente ou completamente dominador.

Um bom tipo de homem não manipula ou usa a mulher. Este homem não permitirá que sua companheira se exponha para depois roubá-la o que tem. Como sua sedução não é ensaiada, pode não ser muito bem armada, mas esse é o seu atractivo.

Um bom tipo de homem apoia a mulher sem controlá-la. Este homem quer que sua companheira se sinta feliz e satisfeita e a ajuda alcançar as suas metas.

Um bom tipo de homem sabe escutar quando uma mulher fala. Este homem não é tão egocêntrico que só seja capaz de concentrar-se em seus problemas e em seus pontos de vista .

Um bom tipo de homem é honesto. Este homem prioriza a honestidade em tudo, incluindo seus sentimentos, seus temores e suas necessidades.

Um bom tipo de homem não tem limites irracionais. Este homem não te faz sentir mal excluindo-te de aspectos significativos de sua vida, não tem regras irracionais sobre os caminhos que a relação terá e permitirá que você achegue-se.

Um bom tipo de homem é capaz de comprometer-se totalmente. Este homem quer ter uma relação sólida e comprometida e tem um estilo de vida que reflecte sua ampla capacidade para criar vínculos permanentes.

UMA MULHER INTELIGENTE CONHECE A DIFERENÇA ENTRE....

casadouro e casado... intimidade e sedução... uma verdadeira relação e uma verdadeira dor de cabeça... alguém que vai abandonar a sua esposa e alguém que não fará isso. E sabe que:

Uma semana no Hawai não compensa um só fim de semana imaginando o teu amante com sua esposa e seus filhos enquanto, você espera em sua casa que o telefone toque.

Se um homem casado está interessado de verdade em você, continuará estando depois de deixar a sua esposa....... que é o único momento em que você deve começar a considerar a possibilidade de sair com ele. Uma desculpa como "tenha a sua própria vida" é a versão dos anos 2000 para "minha esposa não me entende".

Às vezes os homens casados, usam a mulher solteira disponível que tem mais a mão para diminuir a dor de terminar um casamento; uma vez que o casamento esta terminado, o mesmo ocorrerá com a relação.

Quando um homem diz que fica num casamento por "propriedades, filhos e culpa", significa, em geral, que depende totalmente de sua esposa.

AS MULHERES INTELIGENTES CONHECEM.........

A diferença entre um marido em potencial e um potencial desastre:

  • Tem filhos que se negam a vê-lo;
  • Tem filhos que ele não quer ver;
  • Quer te levar num cirurgião plástico para refazer-te de algum modo;
  • Tem mais credores que amigos;
  • Tem mais ex-esposas e amantes que você vestidos de festa;
  • Conhece os empregados das casas de jogos pelos apelidos;
  • Pede dinheiro emprestado a você e teus amigos;
  • Não deixar você visitá-lo em sua casa;
  • Nunca deixa de falar de sua ex-esposa ou sua ex-noiva a quem "em verdade odeia";

Se pensas que ele vai ser diferente com você então não és inteligente. Todo o homem que "está buscando a si mesmo" não esta buscando uma aliança de casamento.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

  • Se os homens errados sempre te encontram é porque você dá sinais errados;
  • Os defeitos de um homem "os defeitos fatais" devem-te fazer perder o interesse, não te estimular;
  • Tem uma diferença entre ser protectora e ser co-dependente;
  • Se você esta sempre tratando de "solucionar" seus problemas, é hora de começar a olhar para você mesma.

UMA MULHER SABE QUE NÃO É INTELIGENTE QUANDO:

  • Pensa que ter uma má relação é melhor que estar só;
  • Necessita que um homem valide a sua sensação de poder pessoal;
  • Põe sua vida em compasso de espera até o dia que tenha uma relação comprometida;
  • Não pode desfrutar da praia, da música, dos crepúsculos, dos bons filmes, das compras, da cozinha, de receber amigos......... a menos que tenha um homem com que compartilhar;
  • Esquece que ter uma relação pode criar tantos problemas como os que já resolve;
  • Pensa que necessita de um homem que a faça se sentir especial.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

Depois de romper um relacionamento não se deve pensar em:

  • Como ele se sente neste momento;
  • O que ele estará fazendo neste momento;
  • O que poderia ter sido feito para impedir o rompimento;
  • Como poderá se vingar dele;
  • Como poderá lhe pedir para voltar.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

Depois de romper um relacionamento se deve pensar em:

  • Umas férias;
  • Todas as qualidades positivas que vai encontrar nos homens que vai conhecer no futuro, qualidades que ele não tinha;
  • Tua liberdade;
  • A coisa mais estúpida ou ruim que ele tenha feito;
  • As coisas maravilhosas que tem e que ele jamais apreciou;
  • Todas as coisas que tenha sacrificado por estar nesta relação. (Os lugares que desejou conhecer, as coisas que quis fazer)

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

Pedir que ele lhe dê uma explicação razoável sobre o rompimento do relacionamento é perda de tempo....... nunca você estará satisfeita com o que ele lhe diga.

O tipo de relacionamento que quer recuperar é com frequência, o tipo de relacionamento que nunca tiveram, e nem chegará a ter.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

A dependência faz com que o homem perca o interesse , não estimula, portanto:

  • Você não tem de provar o seu valor;
  • Você não tem de provar que é inteligente;
  • Você não tem de provar que é uma maravilhosa cozinheira;
  • Você não tem de provar que é compreensiva;
  • Você não tem de provar que pode dar-lhe apoio, deve faze-lo notar que não o necessita.

UMA MULHER INTELIGENTE SABE QUANDO TERMINAR COM UM RELACIONAMENTO:

Tem momentos em que a relação parece quase idílica, mas com mais freqüência parece um inferno. Sem importar o que faça , o que fale, o que sinta, a relação não esta indo a nenhuma parte. As mulheres inteligentes sabem que... é doloroso renunciar a um sonho, mas às vezes é a única coisa inteligente que pode fazer.

AS MULHERES INTELIGENTES SABEM QUE.......

Esperar que um homem mude é como esperar ganhar na loteria, as possibilidades são realmente remotas;

Nos filmes de hollywood os homens "caem em si" e correm atrás da "boa mulher" que os ama, e deixa a "má mulher". No mundo real, as coisas não funcionam assim;

Alguns homens mudam, mas quando o fazem, em geral trocam também de mulher;

Se um homem te diz que não sabe como o suportas, sabe o que esta dizendo.

UMA MULHER INTELIGENTE TEM JUIZO SUFICIENTE PARA APRECIAR UM HOMEM QUE:

  • Permite que a relação cresça pouco a pouco;
  • Não apressa o desenvolvimento da intimidade sexual;
  • Está seguro na realidade não na fantasia;
  • Sabe o que é o amor, sabe o que é o compromisso a longo prazo, e não toma nenhuma das decisão impulsivamente;
  • Não faz promessas antes de saber que pode cumprí-las;
  • Sabe como desenvolver um relacionamento sem se apoiar em poemas de amor, chamadas telefônicas torturadas, presentes inadequados, entreterimentos sofisticados ou confissões da alma. As palavras "te quero" ou "te amo" não saem com facilidade ou rapidez da boca de um homem sincero.
imagem: Gettyimages

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Reflexões sobre a vida e a amizade

Alguns pensamentos e reflexões que recebi hoje, sobre a vida, a forma como a encaramos e, acima de tudo, como nos relacionamos connosco, com os outros e com a amizade.
Espero que gostem, pois assumo que de vez em quando fico com esta disposição de partilhar pensamentos, "chavões", "clichés", ... mas todos eles se referem a coisas e situações deveríamos aplicar e que, na correria de cada dia, esquecemos.
E nunca é demais relembrar.
  • Ter problemas na vida é INEVITÁVEL.
    Ser derrotado por eles é OPCIONAL!
  • Seja mais CARINHOSO do que o necessário,
    porque todos os que conhece estão a enfrentar uma BATALHA!
  • Um LÍNGUA afiada
    pode cortar a própria GARGANTA!
  • Se eu quiser que os meus SONHOS se realizem,
    não devo DORMIR demais!
  • De todas as coisas que USO,
    a minha expressão é a mais IMPORTANTE!
  • Sabe qual é a melhor VITAMINA para a vida?
    É ter a certeza que a nossa FELICIDADE depende da qualidade dos nossos pensamentos!
  • A busca da FELICIDADE é constante!
    NUNCA é TARDE para começar o que poderia ter sido feito!
  • A coisa mais PESADA que carregamos
    é a VINGANÇA!
  • Existe ALGO que posso oferecer e ainda possuir:
    minhas próprias PALAVRAS!
  • Mentimos mais ALTO
    quando mentimos para NÓS MESMOS!
  • Se não tenho CORAGEM para começar,
    então JÁ acabei!
  • Uma coisa que não se pode RECICLAR
    é o tempo PERDIDO!
  • Nossa MENTE é como um par- quedas:
    só funciona ABERTO!
  • As IDEIAS não funcionam
    sem a nossa AJUDA!
  • A vida é MUITO CURTA para termos do que nos arrepender!
    Portanto: vamos AMAR aqueles que nos tratam BEM!
  • Nada acontece por ACASO.
    TUDO tem uma razão de ser.
  • Se tiver uma segunda oportunidade, AGARRE-A com as duas mãos.
    Se isto mudar a sua vida, DEIXE acontecer!
  • Ninguém disse que a vida é FÁCIL,
    apenas se disse que ela VALE A PENA!
  • Os amigos são como balões.
    Se os deixar ir, poderá nunca os ter de volta!
  • Ás vezes ocupamo-nos tanto com as nossas PRÓPRIAS vidas,
    que NÃO notamos que os deixámos ir...
  • Outras vezes preocupamo-nos tanto com QUEM está certo ou errado,
    que nos esquecemos do que é CERTO e do que é ERRADO.
  • Ás vezes esquecemo-nos do que é a AMIZADE, até que é tarde demais.
    Porque não é isso o que quero, e para que não aconteça, estou a amarrar os meus amigos ao meu coração!
    Assim sei que não os vou perder!

Carta a um filho

Apesar de ter estado ausente, as coisas que gosto de partilhar, as ideias que fervilham na cabeça e imploram ser transferidas para o papel, continuam bem presentes.
O tempo e a disposição é que não tem ajudado muito.
De qualquer forma, aqui vos deixo uma das mensagens que circulam na Internet há anos e que sempre me emocionou.
Temos tendência a esquecer o quanto os nossos pais e família nos apoiaram quando crescíamos.
Fazemos tudo pelos nossos filhos, mas perdemos a paciência e a disponibilidade quando se trata dos nossos pais e avós.
Porque não nos lembramos daquela máxima intemporal "de velho se solta a menino"?
Eis um testemunho que gostava de passar a todos os que por aqui passam, e que tentarei aplicar na minha vida diária e com os que me rodeiam (pois eu também já falhei em muitos dos aspectos aqui mencionados):

Simplesmente Maravilhoso
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

Sonho? Realidade?

Era incrível!
Sentia-se como se estivesse num filme, numa cena de uma história inventada por algum cientista maluco.
Parecia aquele filme, com aquele actor que ela sempre adorara... aquele que era realizador, o do "Braveheart"... o Mel Gibson!
Sim, era quase como ele, naquele filme em que ele conseguia ouvir o pensamento das pessoas com quem se cruzava.
Só que ela não ouvia os pensamentos, ela lia o que as pessoas realmente sentiam.
Sim, lia!
Os pensamentos das pessoas que a rodeavam pairavam por cima das cabeças delas, quais balões de banda-desenhada, como nos livros da Mafaldinha, ou do Cebolinha & Cascão, ou nos Patinhas da sua infância.
Devia estar a sonhar!!!
Beliscou-se até gritar de dor, para ter a certeza que estava acordada.
E no entanto... ali estava ela, sentada a um canto da sala, tranquilamente, como se estivesse a ler atentamente o livro que tinha nas mãos, mas na realidade seguindo a dicotomia entre o que ouvia as pessoas falarem, e o que os balões suspensos tinham escrito, sobre o que pensavam na realidade.
Um psicólogo analisaria as posturas corporais, as entoações, mas ela nem precisava disso, pois conseguia ler o que elas pensavam!!!
Prestou mais atenção ao que a rodeava, as conversas que decorriam nos diferentes grupinhos que sempre se formam nestas ocasiões, mas passado um pouco começou a sentir-se triste, até deprimida, por conseguir ler o que as pessoas realmente pensavam e por se aperceber da diferença entre o que diziam/faziam e o que lia nos seus balões.
Enquanto apenas ouvira as conversas e escutara as banalidades e observara os sorrisos, tinha tido a ilusão que todos estavam bem, que se tinham reunido para celebrar, para dar energia positiva, e que todas as pequenas "questiúnculas" eram coisas do passado.
Iludira-se com a ideia que há males que até vem por bem e estava feliz de ver que finalmente se tinham superado todas aquelas pequenas crises que acontecem nos pequenos núcleos em que estamos inseridos.
Mas agora, ao ler todos aqueles balões, que aparentemente só ela conseguia ver, pois todos estavam tão tranquilos e continuavam na sua conversa de circunstância, sentia-se triste.
Preferia não os ler, preferia poder ignorar o que diziam, nas suas letras, tão nitidas!
Ouvia alguém abrir a boca e rir, enquanto falava sobre um acontecimento recente, mas o balão por cima dizia o contrário do que lhe saia pela boca "Mas será que não me vão falar? Deve ser porque eu também não lhes ligo nenhuma. Devem achar que se não conseguem nada de mim também não vale a pena perder tempo a falar comigo".
Olhou para outro lado e observou um casal que conversava com outro grupo. Uma das mulheres sorria e acenava com a cabeça, mas o seu balão dizia "Que seca! E eu com tanta coisa para tratar! O que estou aqui a fazer? Será que pertenço aqui?". Mas continuava a sorrir, com um sorriso que se tornava cada vez mais forçado - ou seria ela que o ia assim por ter lido o balão que lhe pairava sobre a cabeça?
Tentou mudar a disposição que a começava a afectar e olhou para a sua família, aquela que sempre lhe dera ânimo e pela qual faria qualquer sacrifício.
Certamente que ali não encontraria diferenças entre o que se dizia e o que se sentia.
Mas até aqui os balões eram tão diferentes do que se observava...
Viu aquela mulher linda e forte que era a sua tia sorrir e brincar com a neta, enquanto o balão dela pingava/chovia com as lágrimas que ela tentava esconder de todos.
Leu no seu balão "Sorri, tens de ser forte. Ninguém pode perceber o que se passa e como estás".
Viu-a olhar para o marido, para o filho e leu no seu balão "É injusto pensar isto, com o amor e carinho que recebo deles, mas como eu gostava que ele aqui estivesse também!".
Olhou para a sua mãe, sorrindo, falando... mas com o balão a dizer "Quem me dera poder fazer mais. Quem me dera poder dar algum tipo de apoio. Quem me dera poder tirar este peso de cima dela, fazer algo para que não sofra sozinha. O que posso fazer para que ela fique bem!".
Mais adiante conseguia ver um balão, não percebia bem de quem (estava um pequeno grupo), mas conseguia ler perfeitamente "Mas porque é que ela não se arranja. Olha que roupa a daquela mulher. Eu teria vergonha de sair assim à rua. Olha aquele a um canto, nem fala com ninguém, é mesmo anti-social... deve achar que é melhor que os outros. E estas crianças todas, já não se dá educação? Fazem o que querem. Mas até são engraçadas!".
Levantou-se... chegava de ler balões!
Mas enquanto caminhava para a janela, para apanhar um pouco de ar, ainda apanhou com um balão, eventualmente que se tinha desprendido da cabeça de alguém... que dizia simplesmente "Será que isto não acontece por causa .... Tenho de perguntar, porque só pode ser.... Ah, mas eu vou saber, ah se vou!"
Sentiu-se muito cansada... porque será que lhe tinham dado aquele "poder"?
Ela não o queria, preferia manter-se na ignorância do que as pessoas realmente pensavam e ser feliz na sua ilusão de que tudo estava bem!!!
Queria poder fechar os olhos e não ler! Queria ignorar todos aqueles balões, aquelas frases, aquelas letras que se atravessavam em frente dos seus olhos.
Mas não conseguia parar de ler, não conseguia deixar de ver como era diferente o que via acontecer e o que lia em cada balão.
Preferia poder continuar a acreditar que o que diziam, o que faziam era sentido e não apenas actos de circunstância, simbolismos politicamente correctos.
Ela queria continuar a acreditar que os pensamentos acompanhava os gestos e palavras de quem os proferia.
Mas aqueles balões continuavam a persegui-la, a mostrar-lhe a ilusão em que tinha escolhido viver.
Nesse momento uma corrente de ar gelado entrou na sala e todos aqueles balões se desprenderam das cabeças das pessoas e voaram em direcção a ela.
Sentiu-se encurralada... tentou escapar, mas não conseguia. Não a deixavam avançar, bloqueando o caminho.
E o pior é que ninguém parecia dar por nada!!!
Tentou agarrar naqueles balões, naqueles pensamentos... tentou destruir tudo aquilo que lhe bloqueava o caminho, mas todos eles se escapavam por entre os dedos, misturando frases soltas e pensamentos diversos.
O pior é que quase nenhum daqueles balões podia ser considerado "positivo"...
Havia um que dizia "Porquê ela??? Porque não eu?? Não é justo!!! O que posso fazer? Com quem posso falar?", outro que dizia "Hoje tenho de ir tratar das plantas, ainda tenho de acabar um trabalho, não esquecer de dar de comer ao cão", aquele que dizia "Queria tanto que não fosse nada, que amanhã acordasse e tudo isto tivesse sido apenas um sonho mau!", ainda um que dizia "E eu a dizer que um raio não cai duas vezes no mesmo sítio!!! Como posso reunir todos para ajudar? Que dizer para mostrar que estou aqui para o que for preciso?". No meio de todos estes, havia os mais pequeninos, que deviam ser das crianças que corriam de um lado para o outro, onde se lia "Quero colo!" ou "Quero ir brincar com o João ao novo jogo da playstation que o pai me deu", "Quero pessego"....
Desistiu de os apanhar... ainda a considerariam louca se a vissem a gesticular pelo meio da casa, pois era óbvio que mais ninguém os via.
Sentou-se e fechou os olhos, assim não tinha de os ler, não precisava de se sentir inundada com aquelas frases e pensamentos soltos, tão difícieis, tão pesados na sua dor escondida ou nas suas questões egocêntricas.
Nisto sentiu que um braço a estava a abanr e ouviu uma voz que lhe dizia:
- Adormeceste? No meio deste barulho todo?
Era uma das suas primas.
Sem perceber muito bem onde estava, olhou primeiro para cima da cabeça dela e depois em volta.
Uffffaaaaaa!!!!
Tinha apenas sido um sonho mau. Um daqueles pesadelos de romance de cordel barato.
Tinha-se sentado um pouco no sofá e devia ter adormecido.
É o que dá não ter horários para dormir ou para acordar!!!
Mas não conseguia afastar aqueles balões que lera, não conseguia afastar aqueles pensamentos, expostos assim por cima da cabeça de pessoas que ela tão bem conhecia, e que tanto contrastavam com o que o exterior fisico deixava ver ou as suas palavras deixavam transparecer.
Será que estava rodeada de pessoas tão "pequeninas", tão viradas para si que não eram capazes de dizer o que realmente pensavam?
Será que era necessário viver naquele mundo de aparências, de ser, dizer, fazer o que era socialmente aceite, ou o que esperavam delas?
Não queria acreditar que todos aqueles sorrisos (ou ausência deles), não tivessem correspondência nos sentimentos de cada uma daquelas pessoas.
Ao longo do dia aquele sonho, aquela imagem não a largava, e decidiu prestar mais atenção às pessoas e ao que diziam e como diziam, pois sentia que havia uma razão de ser para aquele sonho, naquele momento.
E realmente, mesmo que não fosse generalizado, apercebeu-se que vivia numa familia "de aparências".
Todos aparentavam uma coisa... mas sentia-se que era só a camada exterior, a fachada.
Havia amor entre todos eles, isso era óbvio, senão nem estavam ali reunidos naquele momento, mas esse sentimento de amor estava isolado dos outros sentimentos, preso nas teias das pequenas tricas e questões mal resolvidas, estava espartilhado por sentimentos de "ódios" mal resolvidos, invejas não assumidas, tristezas escondidas, dores camufladas.
E, tal como já acontecera no seu sonho, voltou a sentir uma profunda tristeza!
Acreditara que numa situação de crise as pessoas esqueceriam as suas diferenças e desavenças e colocariam uma pedra no assunto, passando para uma nova etapa.
Acreditara que o amor familiar, maternal, fraternal, ...., era superior a qualquer questão de somenso importância!
Mas tal como no seu brusco acordar, que a tirara daquele pesadelo de balões de banda-desenhada cheios de penamentos ocultos, a realidade atingiu-a de chofre, quase a derrubando.
Ninguém ali se apercebia que a vida é demasiado curta para não dizer o que se pensa, para se ficar agarrado a mágoas durante anos!
Todos se agarravam a coisas do passado, próximo ou longíncuo, recusando-se a largar aquele "peso" extra para melhor e mais honestamente viverem o presente!
Todos aqueles balões do seu sonho, eram as divergências ocorridas no passado, com mais ou menos importância, mas a que as pessoas que a rodeavam insistiam em se agarrar, impedindo-as de ver a realidade, de apreciar a vida, de serem verdadeiramente solidários e unidos e, mais importante, impedindo-as de RECOMEÇAR!
Ninguém ali, exceptuando as crianças, com a sua doce inocência, conseguia ter consciência do peso que é carregar aqueles "balões" cheios de pensamentos negativos, intrigas, tricas, mágoas, tristezas, dores e sofrimento.
Juntou-se a um grupo e integrou-se na conversa, mas com a plena consciência que um dia alguém veria o peso do SEU balão, e leria nele a tristeza de perceber como temos tendência a deixar que as pequenas coisas do passado continuem a ganhar peso, transformando-se em gigantescas bolas de neve que nos arrastam com elas, em vez de as encararmos como os sacos de lastro de um balão, que devem ser cortados para nos permitir voar!
E sorriu e brincou com tudo e com todos, sentindo na alma a dor de saber que não podia chegar ao pé dos outros e abaná-los, espancá-los, gritar-lhes "Nada disso interessa!!! Passou!!! Interessa é o hoje e o que podemos fazer para ser unidos!!! Para nos ajudarmos e apoiarmos!!!"
E teve esperança que um dia, em qualquer altura, alguém conseguisse também ler os "balões" e percebesse que nada importa mais do que apoiar a familia e os entes amados, e ser apoiado por ela(es)!!!

sábado, 1 de novembro de 2008

Recomeçar

Num momento mais complicado da vida, num momento de tantas dúvidas e incertezas, estes pensamentos para o fim de semana relembram que cada dia é ... um dia!
A cada por-do-sol segue-se sempre um novo nascer do sol.
Cada dia que começa é uma nova oportunidade de recomeçar, se mudar, de crescer e evoluir.
Eis o que nos diz Carlos Drummond de Andrade sobre "Recomeçar":

Não importa onde você parou…

em que momento da vida você cansou…
o que importa é que sempre é possível e necessário “Recomeçar”.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…
é renovar as esperanças na vida e o mais importante…
acreditar em você de novo.
Sofreu muito nesse período?
foi aprendizado…
Chorou muito?
foi limpeza da alma…
Ficou com raiva das pessoas?
foi para perdoá-las um dia…
Sentiu-se só por diversas vezes?
é porque fechaste a porta até para os anjos…
Acreditou que tudo estava perdido?
era o início da tua melhora…
Pois é…agora é hora de reiniciar…de pensar na luz…
de encontrar prazer nas coisas simples de novo.
Que tal
Um corte de cabelo arrojado…diferente?
Um novo curso…
ou aquele velho desejo de aprender a
pintar…desenhar…dominar o computador…
ou qualquer outra coisa…
Olha quanto desafio…
quanta coisa nova nesse mundão de meu Deus te
esperando.
Tá se sentindo sozinho?
besteira…tem tanta gente que você afastou com o seu “período de isolamento”…
tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu para “chegar” perto de você.
Quando nos trancamos na tristeza…
nem nós mesmos nos suportamos…
ficamos horríveis…
o mal humor vai comendo nosso fígado…
até a boca fica amarga.
Recomeçar…hoje é um bom dia para começar novos desafios.
Onde você quer chegar?
Ir alto…sonhe alto…
queira o
melhor do melhor…
queira coisas boas para a vida…
pensando assim
trazemos prá nós aquilo que desejamos…
se pensamos pequeno…

coisas pequenas teremos…
já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente lutarmos pelo melhor…
o melhor vai se instalar na nossa vida.
E é hoje o dia da faxina mental…
joga fora tudo que te prende ao passado…
ao mundinho
de coisas tristes…
fotos…peças de roupa, papel de bala…
ingressos de
cinema, bilhetes de viagens…
e toda aquela tranqueira que guardamos
quando nos julgamos apaixonados…
jogue tudo fora…
mas principalmente…
esvazie seu coração…
fique pronto para a vida…
para um novo amor…
Lembre-se somos apaixonáveis…
somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes…
afinal de contas…
Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do tamanho da minha altura.”
Foto: www.medonline.com.br

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Eu Temia

Eu temia ficar sozinha
Até que aprendi a GOSTAR DE MIM MESMA.

Eu temia fracassar
Até perceber que só fracasso se desistir.

Eu temia o que as pessoas pudessem pensar de mim
Até perceber que o que conta realmente é O QUE EU PENSO DE MIM MESMA.

Eu temia ser rejeitada
Até perceber que devo ter fé em mim mesma.

Eu temia a dor
Até perceber que o sofrimento só me ajuda a crescer.

Eu temia a verdade
Até descobrir a fealdade de uma mentira.

Eu temia a morte
Até aprender que a morte não é um fim mas um começo.

Eu temia o ódio
Até aprender que o ÓDIO É APENAS "IGNORÂNCIA"

Eu temia o ridículo
Até aprender a rir de mim mesma.

Eu temia ficar velha
Até compreender que ganho sabedoria a cada dia que passa.

Eu temia ser ferida nos meus sentimentos
Até aprender que NINGUÉM CONSEGUE ME FERIR SEM A MINHA PERMISSÃO.

Eu temia a escuridão
Até entender a luz e a beleza de uma estrela.

Eu temia mudanças
Até perceber as mudanças por que tem de passar uma bela borboleta antes de poder voar.

Acima de tudo aprendi que não vale a pena temer nada, pois vou enfrentar cada obstáculo à medida que aparecer na minha vida, com coragem e confiança pois...
No final existirá sempre mais uma esperança...
Se vivermos a vida sem temor!
foto: gettyimages

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Shalom

Para a minha "gémea" mais velha,
Para um dos pilares da minha vida,
Para a mulher que tem vivido nos últimos anos os momentos mais difíceis de uma vida inteira,
Para a mulher que nunca desiste,
Para a esposa adorada,
Para a mãe carinhosa,
Para a avó extremosa e dedicada,
Para melhor tia/madrinha do mundo,
Para um exemplo na minha vida,
Para a escritora que transmite com tanta emoção os sentimentos da alma e do coração,
Para a poetisa,
Para a mulher que suporta tudo em silêncio para não perturbar os mais próximos,
Para a pessoa que encontrou no voluntariado um objectivo,
Para a mulher que dá mais de si do que alguém algum dia verá,
Para uma das mulheres que me dá animo para crescer e evoluir como pessoa,
Para a esposa de quem invejo o amor do seu casamento e que espero encontrar um dia,
Para ti... que eu adoro,
Pelo exemplo de força e coragem que tens sido,
SHALOM
E a certeza que não há motivos de preocupação,
Pois um raio não cai duas vezes no mesmo sitio!
Sempre estarei ao teu lado!!!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Quem compreende as mulheres

Sei que sou mulher, mas também sei admitir que somos complexas, cheias de contradições e de inseguranças.
E por mais que sejamos fortes, independentes, tenhamos uma imagem de segurança... as complexidades e contradições mantêm-se.
Algumas dizem que deve ser hormonal, outras TPM, mas a verdade é... que somos como somos.
Há uma autora que adoro, que faz uma banda desenhada sobre todas as contradições femininas e todos os nossos pequenos "problemas" do dia-a-dia, mas mesmo ela nunca conseguiu fazer um cartoon que definisse tão bem a relação homem/mulher como o que aqui vos apresento.
Sem comentários - mais real não existe!

carreguem na imagem para verem com mais qualidade!

Portugal visto de Espanha

Mais uma vez, sem entrar em politiquice, eis um texto que nos faz acordar para a realidade e para o distanciamento que temos, hoje em dia, do resto da Europa.
Infelizmente, tendo trabalhado no estrangeiro durante bastante tempo e conhecendo a realidade em diversos países, quando comparo com a realidade que encontro aqui, mesmo nas multinacionais por onde já passei, não posso deixar de dar razão ao texto.
Vivemos num país em que é importante é ser Chefe, não se pensa em liderar ou liderança, o que conta são as aparências, os sinais exteriores de riqueza.
Um país em que sobe quem vai para os copos, quem vive do e para o social em vez de trabalhar, em que as pessoas idealistas são pisadas e ignoradas, em que ter princípios e valores é sinal de despromoção... só pode ter o futuro que lhe vaticinam "nuestros hermanos".
Não digo isto por ser uma daquelas pessoas que está sempre a denegrir o seu próprio país, pois há sempre excepções, mas infelizmente vivo as situações aqui descritas e já vivi noutras empresas.
Já estive numa empresa que fechou portas e desapareceu sem dizer nada a ninguém. Onde deixaram pessoas sem salários durante meses, pais de família que tinham o único rendimento da casa a terem de trabalhar "de graça" durante meses até finalmente desistirem... e onde o director comercial ser foi embora com uma "indemnização" de milhares, quando os restantes colaboradores ficaram sem salários, compensação de rescisão... com uma mão à frente e outra atrás!!!
Já estive numa empresa onde era mais importante andar de TT ou Porsche e andar nas festas que gerir a retenção e fidelização dos clientes...
Enfim... já estive a trabalhar em Portugal, em "multinacionais" que em vez de trazerem uma mentalidade evoluida para o nosso país, acham melhor e mais fácil adaptarem-se à nossa "mentalidadezinha" e às nossas condições, em que uns trabalham e outros passeiam com o dinheiro por eles gerado.

LISBOA, 21 sep (IPS) - Indicadores económicos y sociales periódicamente divulgados por la Unión Europea (UE) colocan a Portugal en niveles de pobreza e injusticia social inadmisibles para un país que integra desde 1986 el 'club de los ricos' del continente.
Pero el golpe de gracia lo dio la evaluación de la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE): en los próximos años Portugal se distanciará aún más de los países avanzados.
La productividad más baja de la UE, la escasa innovación y vitalidad del sector empresarial, educación y formación profesional deficientes, mal uso de fondos públicos, con gastos excesivos y resultados magros son los datos señalados por el informe anual sobre Portugal de la OCDE, que reúne a 30 países industriales.
A diferencia de España, Grecia e Irlanda (que hicieron también parte del 'grupo de los pobres' de la UE), Portugal no supo aprovechar para su desarrollo los cuantiosos fondos comunitarios que fluyeron sin cesar desde Bruselas durante casi dos décadas, coinciden analistas políticos y económicos.
En 1986, Madrid y Lisboa ingresaron a la entonces Comunidad Económica Europea con índices similares de desarrollo relativo, y sólo una década atrás, Portugal ocupaba un lugar superior al de Grecia e Irlanda en el ranking de la UE. Pero en 2001, fue cómodamente superado por esos dos países, mientras España ya se ubica a poca distancia del promedio del bloque.
'La convergencia de la economía portuguesa con las más avanzadas de la OCE pareció detenerse en los últimos años, dejando una brecha significativa en los ingresos por persona', afirma la organización.
En el sector privado, 'los bienes de capital no siempre se utilizan o se ubican con eficacia y las nuevas tecnologías no son rápidamente adoptadas', afirma la OCDE.
'La fuerza laboral portuguesa cuenta con menos educación formal que lostrabajadores de otros países de la UE, inclusive los de los nuevos miembros de Europa central y oriental', señala el documento.
Todos los análisis sobre las cifras invertidas coinciden en que el problema central no está en los montos, sino en los métodos para distribuirlos.
Portugal gasta más que la gran mayoría de los países de la UE en remuneración de empleados públicos respecto de su producto interno bruto, pero no logra mejorar significativamente la calidad y eficiencia de los servicios.
Con más profesores por cantidad de alumnos que la mayor parte de los miembros de la OCDE, tampoco consigue dar una educación y formación profesional competitivas con el resto de los países industrializados.
En los últimos 18 años, Portugal fue el país que recibió más beneficios por habitante en asistencia comunitaria
. Sin embargo, tras nueve años de acercarse a los niveles de la UE, en 1995 comenzó a caer y las perspectivas hoy indican mayor distancia.
Dónde fueron a parar los fondos comunitarios?, es la pregunta insistente en debates televisados y en columnas de opinión de los principales periódicos del país. La respuesta más frecuente es que el dinero engordó la billetera de quienes ya tenían más.
Los números indican que Portugal es el país de la UE con mayor desigualdad social y con los salarios mínimos y medios más bajos del bloque, al menos hasta el 1 de mayo, cuando éste se amplió de 15 a 25 naciones.
También es el país del bloque en el que los administradores de empresas públicas tienen los sueldos más altos.
El argumento más frecuente de los ejecutivos indica que 'el mercado decide los salarios'. Consultado por IPS, el ex ministro de Obras Públicas (1995-2002) y actual diputado socialista João Cravinho desmintió esta teoría. 'Son los propios administradores quienes fijan sus salarios, cargando las culpas al mercado', dijo.
En las empresas privadas con participación estatal o en las estatales con accionistas minoritarios privados, 'los ejecutivos fijan sus sueldos astronómicos (algunos llegan a los 90.000 dólares mensuales, incluyendo bonos y regalías) con la complicidad de los accionistas de referencia', explicó Cravinho.
Estos mismos grandes accionistas, 'son a la vez altos ejecutivos, y todo este sistema, en el fondo, es en desmedro del pequeño accionista, que ve como una gruesa tajada de los lucros va a parar a cuentas bancarias de los directivos', lamentó el ex ministro.
La crisis económica que estancó el crecimiento portugués en los últimos dos años 'está siendo pagada por las clases menos favorecidas', dijo.
Esta situación de desigualdad aflora cada día con los ejemplos más variados.
El último es el de la crisis del sector automotriz.
Los comerciantes se quejan de una caída de casi 20 por ciento en las ventas de automóviles de baja cilindrada, con precios de entre 15.000 y 20.000 dólares.
Pero los representantes de marcas de lujo como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Maserati y Lotus (vehículos que valen más de 200.000 dólares), lamentan no dar abasto a todos los pedidos, ante un aumento de 36 por ciento en la demanda. Estudios sobre la tradicional industria textil lusa, que fue una de las más modernas y de más calidad del mundo, demuestran su estancamiento, pues sus empresarios no realizaron los necesarios ajustes para actualizarla.
Pero la zona norte donde se concentra el sector textil,tiene más autos Ferrari por metro cuadrado que Italia.
Un ejecutivo español de la informática, Javier Felipe, dijo a IPS que según su experiencia con empresarios portugueses, éstos 'están más interesados en la imagen que proyectan que en el resultado de su trabajo'.
Para muchos 'es más importante el automóvil que conducen, el tipo de tarjeta de crédito que pueden lucir al pagar una cuenta o el modelo del teléfono celular, que la eficiencia de su gestión', dijo Felipe, aclarando que hay excepciones.
Todo esto va modelando una mentalidad que, a fin de cuentas, afecta al desarrollo de un país', opinó.
La evasión fiscal impune es otro aspecto que ha castrado inversiones del sector público con potenciales efectos positivos en la superación de la crisis económica y el desempleo, que este año llegó a 7,3 por ciento de la población económicamente activa.
Los únicos contribuyentes a cabalidad de las arcas del Estado son los trabajadores contratados, que descuentan en la fuente laboral. En los últimos dos años, el gobierno decidió cargar la mano fiscal sobre esas cabezas, manteniendo situaciones 'obscenas' y 'escandalosas', según el economista y comentarista de televisión Antonio Pérez Metello.
'En lugar de anunciar progresos en la recuperación de los impuestos de aquellos que continúan riéndose en la cara del fisco, el gobierno (conservador)decide sacar una tajada aun mayor de esos que ya pagan lo que es debido, y deja incólume la nebulosa de los fugitivos fiscales, sin
coherencia ideológica, sin visión de futuro', criticó Metello.
La prueba está explicada en una columna de opinión de José Vitor Malheiros, aparecida este martes en el diario Público de Lisboa, que fustiga la falta de honestidad en la declaración de impuestos de los lamados profesionales liberales.
Según esos documentos entregados al fisco, médicos y dentistas declararons), los arquitectos de ingresos anuales promedio de 17.680 euros (21.750 dólares), los abogados de 10.864 (13.365 dólaree 9.277 (11.410 dólares) y los ingenieros de 8.382 (10.310 dólares).
Estos números indican que por cada seis euros que pagan al fisco, 'le roban nueve a la comunidad', pues estos profesionales no dependientes deberían contribuir con15 por ciento del total del impuesto al ingreso por trabajo singular y sólo tributan seis por ciento, dijo Malheiros.
Con la devolución de impuestos al cerrar un ejercicio fiscal, éstos 'roban más de lo que pagan, como si un carnicero nos vendiese 400 gramos de bife y nos hiciese pagar un kilogramo, y existen 180.000 de estos profesionales liberales que, en promedio, nos roban 600 gramos por kilo', comentó con sarcasmo.
Si un país 'permite que un profesional liberal con dos casas y dos
automóviles de lujo declare ingresos de 600 euros (738 dólares) por mes, año tras año, sin ser cuestionado en lo más mínimo por el fisco, y encima recibe un subsidio del Estado para ayudar a pagar el colegio privado de sus hijos, significa que el sistema no tiene ninguna moralidad', sentenció.

foto: Gettyimages

Carta de uma mãe a Sócrates

Sendo de uma família de professores e formadores, e tendo como paixão o ensino e aprendizagem e a constante inovação e motivação no ensino, não podia deixar de partilhar esta carta, que recebi hoje.
Não sou dada a políticas (como sabe quem me conhece), nem a estratégias de marketing político, e não quero entrar em debates sobre os computadores para escolas/alunos/professores, mas acho que esta carta vale a pena:
foto: gettyimages

Sr. Engº José Sócrates,

Antes de mais, peço desculpa por não o tratar por Excelência nem por Primeiro-Ministro, mas, para ser franca, tenho muitas dúvidas quanto ao facto de o senhor ser excelente e, de resto, o cargo de primeiro-ministro parece-me, neste momento, muito pouco dignificado.

Também queria avisá-lo de antemão que esta carta vai ser longa, mas penso que não haverá problema para si, já que você é do tempo em que o ensino do Português exigia grandes e profundas leituras. Ainda pensei em escrever tudo por tópicos e com abreviaturas, mas julgo que lhe faz bem recordar o prazer de ler um texto bem escrito, com princípio, meio e fim, e que, quiçá, o faça reflectir (passe a falta de modéstia).

Gostaria de começar por lhe falar do 'Magalhães'. Não sobre os erros ortográficos, porque a respeito disso já o seu assessor deve ter recebido um e-mail meu. Queria falar-lhe da gratuitidade, da inconsequência, da precipitação e da leviandade com que o senhor engenheiro anunciou e pôs em prática o projecto a que chama de e-escolinhas.

O senhor fala em Plano Tecnológico e, de facto, eu tenho visto a tecnologia, mas ainda não vi plano nenhum. Senão, vejamos a cronologia dos factos associados ao projecto 'Magalhães':
  • No princípio do mês de Agosto, o senhor engenheiro apareceu na televisão a anunciar o projecto e-escolinhas e a sua ferramenta: o portátil Magalhães.
  • No dia 18 de Setembro (quinta-feira) ao fim do dia, o meu filho traz na mochila um papel dirigido aos encarregados de educação, com apenas quatro linhas de texto informando que o 'Magalhães' é um projecto do Governo e que, dependendo do escalão de IRS, o seu custo pode variar entre os zero e os 50 euros. Mais nada! Seguia-se um formulário com espaço para dados como nome do aluno, nome do encarregado de educação, escola, concelho, etc. e, por fim, a oportunidade de assinalar, com uma cruzinha, se pretendemos ou não adquirir o 'Magalhães'.
  • No dia 22 de Setembro (segunda-feira), ao fim do dia, o meu filho traz um novo papel, desta vez uma extensa carta a anunciar a visita, no dia seguinte, do primeiro-ministro para entregar os primeiros 'Magalhães' na EB1 Padre Manuel de Castro. Novamente uma explicação respeitante aos escalões do IRS e ao custo dos portáteis.
  • No dia 23 de Setembro (terça-feira), o meu filho não traz mais papéis, traz um 'Magalhães' debaixo do braço.
Ora, como é fácil de ver, tudo aconteceu num espaço de três dias úteis em que as famílias não tiveram oportunidade de obter esclarecimentos sobre a futura utilização e utilidade do 'Magalhães'. Às perguntas que colocámos à professora sobre o assunto, ela não soube responder. Reunião de esclarecimento, nunca houve nenhuma.

Portanto, explique-me, senhor engenheiro: o que é que o seu Governo pensou para o 'Magalhães'? Que planos tem para o integrar nas aulas? Como vai articular o seu uso com as matérias leccionadas? Sabe, é que 50 euros talvez seja pouco para se gastar numa ferramenta de trabalho, mas, decididamente, e na minha opinião, é demasiado para se gastar num brinquedo. Por favor, senhor engenheiro, não me obrigue a concluir que acabei de pagar por uma inutilidade, um capricho seu, uma manobra de campanha eleitoral, um espectáculo de fogo de artifício do qual só sobra fumo e o fedor intoxicante da pólvora.

Admita que fez tudo tão à pressa que nem teve tempo de esclarecer as escolas e os professores. E não venha agora dizer-me que cabe aos pais aproveitarem esta maravilhosa oportunidade que o Governo lhes deu e ensinarem os filhos a lidar com as novas tecnologias. O seu projecto chama-se e-escolinha, não se chama e-familiazinha! Faça-lhe jus! Ponha a sua equipa a trabalhar, mexa-se, credibilize as suas iniciativas!

Uma coisa curiosa, senhor engenheiro, é que tudo parece conspirar a seu favor nesta sua lamentável obra de empobrecimento do ensino assente em medidas gratuitas.

Há dias arrisquei-me a ver um episódio completo da série ‘Morangos com Açúcar’. Por coincidência, apanhei precisamente o primeiro episódio da nova série que significa, na ficção, o primeiro dia de aulas daquela miudagem. Ora, nesse primeiro dia de aulas, os alunos conheceram a sua professora de matemática e o seu professor de português. As imagens sucediam-se alternando a aula de apresentação de matemática por contraposição à de português. Enquanto a professora de matemática escrevia do quadro os pressupostos da sua metodologia - disciplina, rigor e trabalho - o professor de português escrevia no quadro os pressupostos da sua - emoção, entrega e trabalho. Ora, o que me faz espécie, senhor engenheiro, é que a personagem da professora de matemática é maldosa, agressiva e antiquada, enquanto que o professor de português é um tipo moderno e bué de fixe. Então, de acordo com os princípios do raciocínio lógico, se a professora de matemática é maldosa e agressiva e os seus pressupostos são disciplina e rigor, então a disciplina e o rigor são coisas negativas. Por outro lado, se o professor de português é bué de fixe, então os pressupostos da emoção e da entrega são perfeitos. E de facto era o que se via. Enquanto que na aula de matemática os alunos bufavam, entediados, na aula de português sorriam, entusiasmados.

Disciplina e rigor aparecem, assim, como conceitos inconciliáveis com emoção e entrega, e isto é a maior barbaridade que eu já vi na minha vida. Digo-o eu, senhor engenheiro, que tenho uma profissão que vive das emoções, mas onde o rigor é 'obstinado', como dizem os poetas. Eu já percebi que o ensino dos dias de hoje não sabe conciliar estes dois lados do trabalho. E, não o sabendo, optou por deixar de lado a disciplina e o rigor. Os professores são obrigados a acreditar que para se fazer um texto criativo não se pode estar preocupado com os erros ortográficos. E que para se saber fazer uma operação aritmética não se pode estar preocupado com a exactidão do seu resultado. Era o que faltava, senhor engenheiro!

Agora é o momento em que o senhor engenheiro diz de si para si: mas esta mulher é um Velho do Restelo, que não percebe que os tempos mudaram e que o ensino tem que se adaptar a essas mudanças? Percebo, senhor engenheiro. Então não percebo? Mas acontece que o que o senhor engenheiro está a fazer não é adaptar o ensino às mudanças, você está a esvaziá-lo de sentido e de propósitos. Adaptar o ensino seria afinar as metodologias de forma a torná-las mais cativantes aos olhos de uma geração inquieta e voltada para o imediato. Mas nunca diminuir, nunca desvalorizar, nunca reduzir ao básico, nunca baixar a bitola até ao nível da mediocridade.

Mas, por falar em Velho do Restelo...

... Li, há dias, numa entrevista com uma professora de Literatura Portuguesa, que o episódio do Velho do Restelo foi excluído do estudo de 'Os Lusíadas’. Curioso, porque este era o episódio que punha tudo em causa, que questionava, que analisava por outra perspectiva, que é algo que as crianças e adolescentes de hoje em dia estão pouco habituados a fazer. Sabem contrariar, é certo, mas não sabem questionar. São coisas bem diferentes: contrariar tem o seu quê de gratuito; questionar tem tudo de filosófico. Para contrariar, basta bater o pé. Para questionar, é preciso pensar.

Tenho pena, porque no meu tempo (que não é um tempo assim tão distante), o episódio do Velho do Restelo, juntamente com os de Inês de Castro e da Ilha dos Amores, era o que mais apaixonava e empolgava a turma. Eram três episódios marcantes, que quebravam a monotonia do discurso de engrandecimento da nação e que, por isso, tinham o mérito de conseguir que os alunos tivessem curiosidade em descodificar as suas figuras de estilo e desbravar o hermetismo da linguagem. Ainda hoje me lembro exactamente da aula em que começámos a ler o episódio de Inês de castro e lembro-me das palavras da professora Lídia, espicaçando-nos, estimulando-nos, obrigando-nos a pensar. E foi há 20 anos.

Senhor engenheiro José Sócrates: vejo que acabo de confiar o meu filho ao sistema de ensino onde o senhor montou a sua barraca de circo e não me apetece nada vê-lo transformar-se num palhaço. Bem, também não quero ser injusta consigo. A verdade é que as coisas já começaram a descarrilar há alguns anos, mas também é verdade que o senhor está a sobrealimentar o crime, com um tirinho aqui, uma facadazinha ali, uma desonestidade acolá.

Lembro-me bem da época em que fiz a minha recruta como jornalista e das muitas vezes em que fui cobrir cerimónias e eventos em que o senhor participava. Na altura, o senhor engenheiro era Secretário de Estado do Ambiente e andava com a ministra Elisa Ferreira por esse Portugal fora, a inaugurar ETAR's e a selar aterros. Também o vi a plantar árvores, com as suas próprias mãos. E é por isso que me dói que agora, mais de dez anos depois, esteja a dar cabo das nossas sementes e a tornar estéreis os solos que deveriam ser férteis.

Sabe, é que eu tenho grandes sonhos para o meu filho. Não, não me refiro ao sonho de que ele seja doutor ou engenheiro. Falo do sonho de que ele respeite as ciências, tenha apreço pelas artes, almeje a sabedoria e valorize o trabalho. Porque é isso que eu espero da escola. O resto é comigo.

Acho graça agora a ouvir os professores dizerem sistematicamente aos pais que a família deve dar continuidade, em casa, ao trabalho que a escola faz com as crianças. Bem, se assim fosse eu teria que ensinar o meu filho a atirar com cadeiras à cabeça dos outros e a escrever as redacções em linguagem de ‘sms’. Não. Para mim, é o contrário: a escola é que deve dar continuidade ao trabalho que eu faço com o meu filho. Acho que se anda a sobrevalorizar o papel da escola. No meu tempo, a escola tinha apenas a função de ensinar e fazia-o com competência e rigor. Mas nos dias que correm, em que os pais não têm tempo nem disposição para educar os filhos, exige-se à escola que forme o seu carácter e ocupe todo o seu tempo livre. Só que, infelizmente, ela tem cumprido muito mal esse papel.

A escola do meu tempo foi uma boa escola. Hoje, toda a gente sabe que a minha geração é uma geração de empreendedores, de gente criativa e com capacidade iniciativa, que arrisca, que aposta, que ambiciona. E não é disso que o país precisa? Bem sei que apanhámos os bons ventos da adesão à União Europeia e dos fundos e apoios que daí advieram, mas isso por si só não bastaria, não acha? E é de facto curioso: tirando o Marco cigano, que abandonou a escola muito cedo, e a Fatinha que andava sempre com ranhoca no nariz e tinha que tomar conta de três irmãos mais novos, todos os meus colegas da primária fizeram alguma coisa pela vida. Até a Paulinha, que era filha da empregada (no meu tempo dizia-se empregada e não auxiliar de acção educativa, mas, curiosamente, o respeito por elas era maior), apesar de se ter ficado pelo 9º ano, não descansou enquanto não abriu o seu próprio Pão Quente e a ele se dedicou com afinco e empenho. E, no entanto, levámos reguadas por não sabermos de cor as principais culturas das
ex-colónias e éramos sujeitos a humilhação pública por cada erro ortográfico. Traumatizados? Huuummm... não me parece. Na verdade, senhor engenheiro, tenho um respeito e uma paixão pela escola tais que, se tivesse tempo e dinheiro, passaria o resto da minha vida a estudar.

Às vezes dá-me para imaginar as suas conversas com os seus filhos (nem sei bem se tem um ou dois filhos...) e pergunto-me se também é válido para eles o caos que o senhor engenheiro anda a instalar por aí. Parece que estou a ver o seu filho a dizer-lhe: ó pai, estou com dificuldade em resolver este sistema de três equações a três incógnitas... dás-me uma ajuda? E depois, vejo-o a si a responder com a sua voz de homilia de domingo: não faz mal, filho... sabes escrever o teu nome completo, não sabes? Então não te preocupes, é perfeitamente suficiente...

Vendo as coisas assim, não lhe parece criminoso o que você anda a fazer?

E depois, custa-me que você apareça em praça pública acompanhado da sua Ministra da Educação, que anda sempre com aquele ar de infeliz, de quem comeu e não gostou, ambos com o discurso hipócrita do mérito dos professores e do sucesso dos alunos, apoiados em estatísticas cuja real interpretação, à luz das mudanças que você operou, nos apresenta uma monstruosa obscenidade. Ofende-me, sabe? Ofende-me por me tomar por estúpida.

Aliás, a sua Ministra da Educação é uma das figuras mais desconcertantes que eu já vi na minha vida. De cada vez que ela fala, tenho a sensação que está a orar na missa de sétimo dia do sistema de ensino e que o que os seus olhos verdadeiramente dizem aos pais deste Portugal é apenas 'os meus sentidos pêsames'.

Não me pesa a consciência por estar a escrever-lhe esta carta. Sabe, é que eu não votei em si para primeiro-ministro, portanto estou à vontade. Eu votei em branco. Mas, alto lá! Antes que você peça ao seu assessor para lhe fazer um discurso sobre o afastamento dos jovens da política, lembre-se, senhor engenheiro: o voto em branco não é o voto da indiferença, é o voto da insatisfação! Mas, porque vos é conveniente, o voto em branco é contabilizado, indiscriminadamente, com o voto nulo, que é aquele em que os alienados desenham macaquinhos e escrevem obscenidades.

Você, senhor engenheiro, está a arriscar-se demasiado. Portugal está prestes a marcar-lhe uma falta a vermelho no livro de ponto. Ah... espere lá... as faltas a vermelho acabaram... agora já não há castigos...

Bem, não me vou estender mais, até porque já estou cansada de repetir 'senhor engenheiro para cá', 'senhor engenheiro para lá'. É que o meu marido também é engenheiro e tenho receio de lhe ganhar cisma.

Esta carta não chegará até si. Vou partilhá-la apenas e só com os meus E-leitores (sim, sim, eu também tenho os meus eleitores) e talvez só por causa disso eu já consiga hoje dormir melhor. Quanto a si, tenho dúvidas.

Para terminar, tenho um enorme prazer em dedicar-lhe, aqui, uma estrofe do episódio do Velho do Restelo. Para que não caia no esquecimento. Nem no seu, nem no nosso.

'A que novos desastres determinas
De levar estes Reinos e esta gente?
Que perigos, que mortes lhe destinas,
Debaixo dalgum nome proeminente?
Que promessas de reinos e de minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que famas lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias? '

Atenciosamente e ao abrigo do artigo nº 37 da Constituição da República Portuguesa,

Uma mãe preocupada

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