quinta-feira, 17 de abril de 2008

Fibromialgia - deverei ficar preocupada?

Nas minhas pesquisas por alguns dos meus blogs preferidos, encontrei este artigo sobre neuropsicologia.
Não sei se algum dia poderei sofrer de fibromialgia ou se luto diariamente pela cura e prevenção... mas é interessante aprender.

Tentei adaptar um pouco a linguagem, visto ser uma autora brasileira e escrever o artigo, e o blog ser de um psicanalista brasileiro.

"Tal como o cancro, depressão, ataques cardíacos… a fibromialgia surge novamente como consequência da nossa “vida sem vida”. Mas vamos por partes.

Primeiro, o que é o stress?
Stress é uma reacção individual, por isso, pessoal, em resposta a um complexo conjunto de obstáculos com que nos defrontamos diariamente.
A causa principal surge quando nos sentimos incapazes de controlar determinada situação familiar, afectiva, profissional, social, etc. ,que posteriormente desencadeia uma sensação de mal-estar.
Quando isto acontece por um período prolongado, acabamos por “criar” um stress crónico que, com o tempo, vai adensando e adensando (cristalizando) e esta energia estagnada, que nunca teve possibilidade de se libertar, acaba por formar os chamados bloqueios energéticos que são a principal causa de manifestação de inúmeras doenças, seja ao nível físico, emocional ou mental, que todos nós conhecemos.

Voltando à fibromialgia, tem despertado crescente interesse nos profissionais de saúde nas suas diferentes especialidades, o que é óptimo, porque as manifestações observadas estão também presentes em inúmeras doenças.
Uma das consequências encontradas é o nível de seretonina, um neurotransmissor, também conhecida como a substância "mágica" e "sedativa" que melhora o humor de um modo geral.

Tal como na depressão também na fibromialgia há um decréscimo na produção desta substancia. A serotonina que é o neurotransmissor capaz de reduzir a sensação de dor, diminuir o apetite, relaxar e até induzir e melhorar o sono.
Na busca do prazer, a serotonina tem um papel muito interessante no nosso organismo. Ela é o combustível do prazer no corpo humano. Esta substância existe naturalmente no cérebro e, como tal, serve para conduzir a transmissão de uma célula nervosa (neurónio) para outra.
E nós possuímos todas estas ferramentas capazes de ensinar o cérebro a produzir a serotonina de forma natural e “automática”.
Porque não a produzimos?
Pois é… deveríamos ir à causa em vez de “nos encharcarmos” de comprimidos e porcarias com efeitos colaterais tremendos, porque todos estamos equipados nesse sentido, o problema é realmente outro e esse não queremos ver nem admitir. Ninguém o quer admitir - não é uma meia dúzia, nem os mais ricos, nem os mais inteligentes, os brancos ou pretos, são todos!
O problema vai sempre dar ao mesmo… andamos há tantos séculos a colocar todas as nossas potencialidades fora de nós, o que somos e quem somos que a nosso desnorteamento está a ser catastrófico e isso está cada vez mais a “saltar a olhos vistos”.

Actualmente, estudos referem que podemos, através duma nutrição “inteligente”, dar uma “ajudinha” a essa bioquímica.
Alguns alimentos fornecem nutrientes e substâncias que participam na produção dos neurotransmissores, mensageiros químicos que favorecem a comunicação entre as células do Sistema Nervoso, por ex a vitamina B6, contudo, e aqui é que acredito estar o pilar, é que mesmo com uma alimentação equilibrada, se não tivermos paz, alegria e esperança, a produção de serotonina será grandemente prejudicada.
Tal como, a incerteza, desesperança e o temor fazem baixar o nível de serotonina, o pensamento positivo, o optimismo, a alegria, resultantes do Amor e Fé em Deus ou no Cosmos (o que quiserem), mesmo em circunstâncias adversas, produzem esperança e a esperança produz serotonina.
As chaves são: A ALEGRIA, A PAZ E O AMOR, são estas as PROPRIEDADES CURATIVAS.

Quem as pode fornecer?
Pois… as farmacêuticas não! Somos nós! Desenvolvem-se no nosso interior.
Agora se perguntarmos: como vamos chegar aí num Mundo materialista como este?
Pois…temos de, cada um de nós, fazer a sua parte, Respeitar-se e Respeitar o outro, humano como eu, começar a ter consciência desta vida inóspita e vazia que à superfície parece “encher” mas que está a matar-nos dia após dia.
E se repararem não é um matar honesto, declarado, leal mas sub-réptilineo, perverso, inteligentemente engendrado, porque quando nos damos conta já estamos mal, perdidos, doentes, “depenados”.
Vivemos numa “sistema” doente, adoecemos e ainda não percebemos porquê.
Cada um terá que descobrir…porque a saída, se assim continuarmos, não terá o melhor final, desta vez a princesa certamente não acabará com o seu príncipe!

Mas antes de avançar mais na fibromialgia encontrei algumas dicas que considero “chaves” de reflexão e ponderação:

Se não quiser adoecer - "Fale dos seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que estão escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.
Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até num cancro.
Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - "Tome decisões"
A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões.
A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Procure soluções"
Pessoas negativas não vêem soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão.
Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos.
O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro.
Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumento, imitadores, competitivos, destruidores.
Aceitar-se, aceitar ser aceite, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria ligações profundas, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento.
A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus (ou no que acreditar).

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, o riso e as gargalhadas, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor salva-nos das mãos do doutor".
Alegria é saúde e terapia.

CURA E DOENÇAS
– Fibromialgia (I)
E hoje vamos falar da fibromialgia, que pode ser definida como uma síndrome dolorosa crónica, onde a dor é o sintoma mais importante.
O indivíduo apresenta múltiplos pontos dolorosos que são extremamente sensíveis ao toque, chamados “tender points”.
Do pouco estudo ainda realizado (uma nova “doença”) referem que a fibromialgia se inicia após uma infecção (causada por vírus ou bactéria), um acidente, problemas emocionais que envolvam perdas ou conflitos, provavelmente devido a uma falha de adaptação ou incapacidade de elaborar respostas adequadas aos estímulos internos e/ou externos (o chamado stress).
Acredita-se também, que possa estar relacionada a traços de personalidade, como por ex. o perfeccionismo ou a uma rigidez na manifestação do comportamento.
A fibromialgia pode também ser o reflexo de uma dor interna, psíquica ou emocional, mas que se manifesta numa dor corporal e esta só é mantida enquanto existir uma necessidade interna que não foi resolvida.
A pessoa suporta a dor, mas o que está na base é um conflito psíquico insuportável.

Como é um conflito psíquico insuportável, acontece que a pessoa não quer entrar em contacto com a causa do problema, tem dificuldades ou não quer ver o seu sofrimento, convertendo assim, a dor emocional num sofrimento físico.
A dor entra para a chamada “zona de conforto” e mesmo num estado “difícil de aguentar”, existe sempre um benefício secundário que mantém a pessoa no estado de dor.
Sabe-se que distúrbios mentais e/ou emocionais estão presentes nos portadores de fibromialgia, incluindo alterações do humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de memória, depressão e ansiedade.
Estes sintomas podem apresentar-se isoladamente ou em conjunto, por isso aliada à dificuldade da confirmação do diagnóstico, muitas pessoas, inicialmente, são tratadas como sendo depressivos.
Assim, creio que, para qualquer intervenção, seja na fibromialgia ou outra “doença”, os objectivos devem sempre partir do princípio da compreensão do porquê do sofrimento.
Para ajudar ao estado de equilíbrio, seja nesta ou noutra “doença”, precisamos sair das nossas “zonas de conforto” e necessariamente temos de nos voltar para o Ser em vez do Ter e digo isto porquê?
Porque estamos chegando à conclusão, depois de sentirmos em nós tanto sofrimento e presenciarmos actualmente a um número crescente de falecimentos de conhecidos e desconhecidos, a tanta tristeza e angustia manifestada em milhares de depressões de amigos, familiares, estranhos, etc. de que, realmente, algo não está a “bater bem”!
Temos cada vez mais “coisas” como nunca tivemos antes, p. ex. imensos centros comerciais com milhares de “coisas” para nos satisfazer, a industria farmacêutica dia a dia a lançar novos produtos de “cura” e nada parece resultar, pelo contrario, estamos cada vez mais doentes e cada vez mais “crónicos”… então as técnicas que agora surgem, neste caso da fibromialgia (mas é indicado para muitas outras) que tem tido imenso sucesso para libertar-nos do padrão crónico desta “doença” passam por colocar em prática uma das capacidades inatas que temos, como tantas outras que não colocamos em pratica, a Espontaneidade. Sermos Espontâneos, imaginem!
Que é agir de forma adequada e inovadora frente às “novas” e as “velhas” situações, rompendo com os modelos aprendidos e libertando das “conservas culturais” (aquilo que ficou cristalizado porque foi tido como certo e deve ser assim reproduzido).
A ruptura de padrões gera a evolução, e o ponto que desencadeia a mudança é a espontaneidade. Tão simples e sem medicação!

Mas para isto temos de sair “da zona de conforto” e Ser.
È difícil?!
Creio que depois de séculos de treino no Ter, vivendo de aparências, na base do poder pelo Ter e não pelo Ser (etc.)… teremos necessariamente que trabalhar nesse sentido mas, o que realmente parece surgir como uma Verdade, nesta fase da Humanidade, esta urgência surge já como uma condição, já não creio mesmo como uma escolha, para os que querem mesmo viver. Hoje existem imensas técnicas e ajuda de inúmeras ciências, até milenares. (cont. prox. art.)
Dra. Mônica Camacho – Neuropsicologia"

Bem... nas 7 causas de prevenção de doença eu tenho 5 em 7 para não adoecer... por isso acho que não vire a sofer de fibromialgia... mas nunca se sabe.

Sozinha no meio da multidão

Tenho frio!
Muito frio... daquele frio que está nos ossos, no coração, na alma... que não sai... que nem o sol consegue aquecer.

E estou cansada! Tão cansada!
Estou cansada de se idealista, de confiar nas pessoas, de acreditar... de lutar... de ser forte... de ser "extrovertida"... uma querida... aceitar todos pelo que são.

Sinto-me vazia, esgotada... no limite das minhas forças.
Mas não posso nem vou ceder!

E é triste sentir isto e perceber... que ninguém me conhece verdadeiramente.
Por vezes, se penso nisso... é incrível como as pessoas "compram" a imagem que lhes vendo.
Como se podem enganar sobre aquela imagem de força... de alegria... o famoso sorriso que encerra o não menos famoso mau-feitio.

E sinto-me sozinha! Mais sozinha do que nunca!
Cansei de ser quem os outros pensam que sou, ou querem ver:

A pessoa forte e em quem toda a família pode confiar para ajudar nos problemas, apoiar, estar lá quando mais ninguém está.
A filha, irmã, neta, sobrinha que está sempre bem... que aceita as "bofetadas", maus tratos e más disposições de toda a gente e ainda dá a outra face e o chicote se for preciso... e que nunca se queixa de ser a última prioridade de todos (porque os outros tem muito mais problemas... ou se calhar é porque vivem para eles e eu não...), que não se importa de ser a menos importante... afinal é para isso que sou tão indepente e forte, certo?
A funcionária exemplar, que se mata a trabalhar para que tudo esteja feito (e bem feito, que se é para fazer, mais vale fazer bem) a horas, mesmo que para isso se sacrifique a vida pessoal.
A líder exemplar, que consegue formar equipas, levar as pessoas a darem o melhor de si... e mesmo assim respeitar a sua individualidade e carácter, pondo-se em primeiro lugar para poupar quem ainda tem vida e é mal pago (eu sei que assim nunca irei a lugar nenhum).
A responsável que cumpre e supera objectivos, mas que é penalizada porque não era o modelo e chefe que se queria - uma pessoa que não faz nada e diz sim a tudo...
A desportista que quer fazer algo pelo desporto que ama... e que só tropeça em pedras e obstáculos... que é usada e abusada sem sequer um agradecimento, mas persiste no seu idealismo.
A amiga que está lá quando precisam... mas que quando precisa descobre que está sozinha... pois parece que se não se for dizer às pessoas que se está mal... eles não conseguem ver isso.
A pessoa que se apaixona perdidamente e acredita em tudo o que lhe dizem... e que é atirada para o meio duma auto-estrada, de um carro em movimento, como um animal que se abandona porque já não temos tempo ou paciência para gostar dele.
A namorada que aceita os defeitos e as dificuldades, que está lá para apoiar... que é magoada mas compreende que as pessoas são diferentes... que luta pelo amor que sente... e perde sempre...
A pessoa que é pior que os palhaços do circo, que vai a eventos sorrir e animar os outros, quando tem a alma a sangrar.
A idealista que acha que as pessoas são boas e que com comunicação tudo se resolve. Apenas para se aperceber que embora ela comunique... os outros não o fazem e ela é que fica mal...

Cansei de ser assim... da dor que implica... do frio que se sente. E o pior é que não sei mudar.
Faz parte de mim... esta coisa de pensar nos outros para evitar pensar em mim. De encontrar quem precisa de ajuda para evitar pensar que eu queria era ter alguém que o fizesse por e para mim.
Cansei de acreditar ... de sonhar... e de acordar sempre com a realidade...quem precisa de espaço... acaba sozinha no meio da multidão, pois ninguém presta atenção aos seus gritos surdos... estão todos demasiado distraídos e absorvidos nos seus problemas.

Eu sei que passa... sempre passou...
Mas com o passar dos anos e as nódoas negras... vai custando mais e mais a passar...
A multidão é cada vez maior... e eu sinto-me cada vez mais pequena... cada vez com mais frio... cada vez mais sem voz...

E não há lareira ou aquecedor que me tire este frio da alma, dos ossos, do corpo...

Só me resta esperar que venha o calor... e que consiga enterrar novamente este frio... e voltar a ser aquela pessoa que esperam que seja... que não dá problemas a ninguém... que está sempre a rir... que está sempre disponível, mesmo que implique ser pisada uma e outra vez.

Há sempre a esperança de um dia a minha nuvem ficar mais perto do sol... e assim poder estar sempre quente... mas cada vez duvido mais...
E a cada dia... a cada nova desilusão... a cada nova "facada"... a cada nova descoberta da realidade... sinto que ela em vez de ir em direcção ao sol... vai em direcção ao pólo norte... e eu estou só de calções e t-shirt...

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O que me apetecia fazer a um holandês que pensava conhecer!

A foto chama-se "Girls Just Want to have Fun"
Obrigada ao C11eutopias (link nos meus blogs preferidos) pela belíssima imagem que traduz exactamente o que que gostava de poder fazer a alguém!!!

Pensamentos

Podem gostar dele, podem detestar, mas a verdade é que o MEC tem algumas frases e pensamentos sobre o amor que eu gosto bastante.
Obrigada P. pelas tuas mensagens, por todos os pensamentos lindos, pelo carinho... e por estas citações que tão bem se aplicam aos últimos tempos.

Não as vou debater, não as vou comentar... penso que as palavras dizem tudo... e acima de tudo... o MEC aparenta ser (com estes pensamentos) alguém que sabe gostar!!!

Sempre me dei bem com as mulheres que se limitavam a achar-me uma certa graça. Admiro-as. Respeito-as. Não faço nada que as possa eventualmente mudar. Se há uma qualidade que provoca paixão em mim é, sem dúvida, a indiferença.

No estado de amor puro talvez não haja saudade, nem esperança, nem verdade ou ilusão. Só repetição. Repetição dos dias que o passado é incapaz de aguentar e se vivem eternamente, como um presente sem futuro, nem interesse, nem fim.

De qualquer forma, amar nem sempre é possível. Aliás, é muito raro. É por isso que me dedico, sobretudo, a gostar. Não percebo porque é tão menosprezado. Gostar é muito melhor do que dizem por aí. Quem é que não gosta, lá no intimo dos intimos, de gostar? Eu gosto. E gosto que gostem de mim. Pelo menos é preferível a ser amado.

Tristeza

E lá está... estava tão bem... feliz mesmo... e conseguiram que ficasse de novo triste!!!
O que vale é que será por pouco tempo... já começo a recuperar depressa dos "trambolhões".
Tinha tantas ideias... tantas escolhas para escrever hoje... mas uma porcaria de um mail indesejado veio estragar tudo isso.
Não consigo compreender como funciona a cabeça das pessoas... e está provado que nunca compreenderei como funciona o coração!
Porque é que, quando se acaba com alguém da forma como acabaram comigo... quando se dizem as coisas que foram ditas (ou será que devia dizer escritas... pois nem tive direito a uma conversa?) e que me apanharam completamente de surpresa... não se fecha essa porta e se deixa a pessoa recuperar a sua vida?
Porque é que se empurra alguém da sua nuvem, quando ela estava lá bem alto... bem feliz... e se atira essa pessoa para um poço sem fundo (tipo aqueles que temos nos nossos pesadelos... em que nos sentimos a cair e não vemos o fim)... e quando a pessoa volta a subir para a nuvem (sim, mesmo nos pesadelos acabamos por acordar...) se vai lá empurrar de novo?
É algo que realmente não percebo... talvez porque aqui nas nuvens se trabalhe de outra maneira... se tenha outro respeito pelas pessoas e sentimentos... mas porque é que as pessoas agem desta forma...?
Alguém me consegue explicar porque é que uma pessoa decide acabar com outra, de surpresa, por mail, sem uma palavra, uma conversa (mesmo telefónica)... com a simples explicação de... deixei de gostar de ti - e depois não a deixa viver a sua vida em paz?!
Eu, isto não consigo perceber... sente-se que nos arrancaram o coração... que nos atiraram de cabeça da nossa nuvem T0 (a minha é um excelente T2 que até já estava pronto para alugar...)... ficamos destroçados... tentamos perceber e não conseguimos... MAS... como o tempo tudo cura... vamos conseguindo superar as coisas.
Até porque se deixaram de nos amar (ou se calhar nunca amaram)... e da forma como foram feitas as coisas... para quê chorar por essa pessoa e pelo que aconteceu? E há coisas muito mais importantes na vida que merecem a nossa energia do que isso.
Então conseguimos "enterrar" a mágoa... recolhemos os bocadinhos de coração que estão espalhados por todo o lado (como se uma mina os tivesse feito explodir), levantamos a cabeça e seguimos em frente.
E pensamos.. ok, está acabado, desliga-se a ficha... pelo menos não temos que contactar ou ver essa pessoa que tanto nos magoou!
Errado!!! E inocência de viver numa nuvem!!! Inocência de acreditar nas pessoas!!! De confiar sempre, mesmo quando nos pisam...
Porque quem nos magoa assim... não vai desistir à primeira. E é isso que não percebo... e não consigo perceber... e me deixa triste.
Porque não nos deixam em paz?!
Não é uma relação que acabou de forma natural... saudável.
Não é uma relação que acabou de comum acordo.
Ou se calhar eu não consigo ser assim tão civilizada que mantenha uma relação cordial com quem me tentou destruir (e digo tentou... porque embora me tenha sentido destruída... não há ninguém que o vá conseguir NUNCA).
Desde esse fatídico dia (porque foi um dos piores da minha vida... e na pior altura possível)... lutei para desligar, para esquecer.
Mas cada vez que recupero a minha felicidade, o meu sorriso... tenho uma mensagem ou um mail de tal pessoa.
E é só para magoar!
Só para ferir... esfregar terra na ferida que estava a fechar.
E para quê? Com que objectivo?
Se uma pessoa já acabou connosco de surpresa, com a indicação que de um dia para outro deixou de gostar de nós, se já disse que se calhar nunca gostou... para quê repetir isso mais de um mês depois?! Ou semanalmente por sms ridículos que nos vão enviar as nossas coisas (são só coisas... nunca servirão para tapar buracos ou sentimentos)...
Porque não deixar que cada um siga a sua vida?!
Se eu consigo avançar (e fui eu que caí da minha nuvem), porque não o faz quem nunca gostou de mim?
Porque insiste em repetir que está feliz, que não sente a minha falta... que não sou nada para ele... que já comprou a casa que durante meses dizia que iria ser a nossa casa... e o carro que não queria comprar...?
É que quando ele se tornou "nada" para mim, eu não precisei de lhe dizer isso, ou repetir regularmente!
O que faço ou não dos meus dias e da minha vida é assunto meu ... e deixo que siga a sua vida sem o informar disso - para quê?!
Porque esta insistência em se meter na minha? Em me fazer recordar algo que quero esquecer?
Não percebo... e isso deixa-me triste...
Mas amanhã o sol sobe de novo, brilha de novo... e eu vou buscar nova inspiração.
Hoje é que fiquei triste (sei que não devia, que não merece, etc....mas fiquei) - e o pior é... NEM SEI PORQUÊ!

A música que já não devia ter tanto sentido como tem...


I THOUGHT YOU WOULD LEAVE YOUR HEART WITH ME

I still have both hands over old photographs
To remind me of the laughter, and tears
Times we made love, are more than enough,
To count them on my souvenirs

But the one thing I had, I'm missing most,
Is the one thing I can't seem to find

I thought you would leave your heart with me
And that part of you is all I need
And someday you'd reappear,
'Cause you knew you left it here
The only place it could ever be
I thought I could watch you walk away
Knowing somewhere down the road you'd say:
'It was all a big mistake, it was more than you could take',
I thought you would leave your heart with me...

I was sure you were mine, just a matter of time
Until I heard your knock at my door
But I'm facing the facts, you're not coming back,
'Cause there's nothing to come back here for

All that I know, I can't keep on living a lie,
Oh, but darling... I can't hide the truth

I thought you would leave your heart with me
And that part of you is all I need
And someday you'd reappear,
'Cause you knew you left it here
The only place it could ever be

And if I only knew, what I know now,
I would have never let you go, I'd still be holding on somehow...

I thought I could watch you walk away
Knowing somewhere down the road you'd say:
'It was all a big mistake, it was more than you could take',
I thought you would leave your heart with me...

I thought you would leave your heart with me

Só para animar... Rir faz bem à alma!

O melhor amigo do... bebé

7 Sapatos Sujos

Desta vez a mensagem veio do meu tio.
Sim, porque isto de ter tempo livre e estar em casa faz com que se consiga prestar alguma atenção a estas mensagens.
Ou, como diria um amigo recente, talvez seja o actual estado de alma que faz com que este tipo de mensagens... que circula regularmente pela internet e nos nossos mails... tenha mais significado.

Mas também há que compreender ou assumir uma coisa em relação a este tipo de mensagens (eu pelo menos assumo a minha parte):

Em 99% dos casos as pessoas abrem o mail, fazem a sua leitura, pensam nas palavras e na profundidade e verdade do que é dito... e depois esquecem de praticar ou aplicar.
Sem querer ofender nenhuma religião em particular, mas falando daquela que me é mais próxima... é como ir à missa ao domingo, comungar (com ou sem a confissão da ordem antes)... e quando se sai da igreja (ou mesmo dentro da igreja) esquecer tudo, esquecer o que é considerado pecado... e continuar na mesma vida. Ou como uma das minhas familiares mais queridas e especiais faz... que é EXTREMAMENTE religiosa, mas está na igreja a comentar o vestuário de uns e outros, o que dizem e fazem, etc...

Talvez tenham de se criar grupos de apoio para se aplicarem alguns princípios na vida adulta?
Para os que não tiveram esses princípios inculcados desde a infância... ou que as circunstâncias da vida ou de carácter levaram a esquecer.
É utópico pensar isto... mas afinal... é para isso que serve viver numa nuvem!
Para ter sempre esperança que as coisas mudem!
Espero que gostem (para verem o ficheiro basta carregarem no link e depois irem fazendo "enter":

terça-feira, 15 de abril de 2008

A arte de bem viver juntos

Recebi este ficheiro da minha Madrinha... e espero que gostem tanto como eu gostei!
Como disse anteriormente... apesar de muitas vezes as aparências mostrarem o contrário... eu acredito profundamente no EU, TU, NÓS.

No início as pessoas estão sempre muito apaixonadas... e só pensam nelas, em estar juntas.
Mas com o tempo e a "vida real" a paixão desaparece... e ou fica o amor (em que as duas pessoas se conhecem e querem estar juntas)... ou o vazio!
E a arte de bem viver a dois, para mim (não se esqueçam que vivo numa nuvem que é um T0), é o que aqui se retrata (talvez de uma forma simplista... sim B, é para ti). É dar espaço, aceitar as diferenças, respeitar o outro e a sua individualidade, sem com isso deixar de amar e de partilhar a vida a dois, superar o bom e o mau. E isso só se consegue se cada um conseguir ter o seu espaço... pois sáo assim conseguirão aproveitar o espaço comum e tero máximo de prazer nessa partilha.

O que eu retiro desta apresentação (ou será que é o que quero ver nela?) é que, se bem que sempre se diga que a relva do vizinho é sempre mais verde que a nossa, ou que não devemos julgar as pessoas pelas aparências... o meu sonho é um dia encontrar alguém que goste de mim como o meu tio gosta da minha madrinha. E consigamos viver juntos e construir uma vida como eles conseguiram construir a deles (com pedras, com obstáculos, muitas dificuldades, mas sempre a dois)!

Para verem o ficheiro, basta que carreguem no seguinte link:

domingo, 13 de abril de 2008

Princípio do Vazio

Este é um ficheiro que recebi hoje da minha mãe e que me fez pensar (tenho andado a pensar muito ultimamente... ou tenho muito tempo livre... ou é para contrariar o louro do cabelo que está de volta).
Desde que me lembro, sempre fui muito agarrada às minhas coisas. Não no sentido de serem só minhas, pois não tenho o mínimo problema em emprestar ou dar as minhas coisas a quem precisa ou mas pede.
Penso que em criança também seria assim, apesar de ter a noção de que seria mais "agarrada" ao que era meu. A minha mãe poderá corrigir-me se estiver errada, mas acho que nunca me importei de partilhar o que era meu (e se não for o caso - já evoluí nesse aspecto!!!).
Também acredito que pode vir de uma infância que, embora feliz (à sua maneira), nunca foi de grandes luxos. E de uma auto-estima muito baixa (isso aí poderíamos passar horas a falar disso, do que a causou... podíamos aplicar técnicas freudianas... mas não vale a pena - fica para outras alturas).
Mas sempre coleccionei tudo o que me davam, pois sempre representaram momentos na minha vida que me marcaram. Ou porque tinha ganho em alguma prova desportiva, ou porque tinha sido uma aluna ou atleta a oferecer, ou alguém que significava algo, ou tinha ganho... não sei... tudo para mim tem um significado.
Na roupa também era muito assim (era?! ainda sou... mas em recuperação). Era porque estava mais gorda e depois emagrecia, então ficava com a roupa grande para se aumentasse de peso. Era porque estava a engordar e então ficava com a outra roupa para quando emagrecesse. era porque era a roupa que eu tinha feito, ou que me tinha sido oferecida. Eram os meus sapatos (mais ténis) que eu adorava e estavam todos rotos e defeituosos, mas eram os primeiros que comprei.
Quando andava a arrumar as coisas para a ex-mudança para a Holanda é que me apercebi da quantidade de coisas a que me agarrava (sejamos honestos... ainda tenho muitas mais do que o necessário). Eram os livros e cadernos da faculdade (para quê? não vou voltar àquele curso), eram dezenas de desenhos de miúdos com quem trabalhei, toda a bonecada que me tinham oferecido ao longo dos anos, velas, cristais, jarras, etc., etc. Já para não falar dos inúmeros serviços de louças, copos, faqueiros, etc... (desvantagens de ter sido a primeira e única rapariga da família a ir viver sozinha?!).
Eu não sou capaz de "reciclar" nada... nem mesmo as coisas de que não gostava nem um pouco, pois tinham sido oferecidas.
Pode vir de um síndrome de nunca ter tido muita coisa e nunca ter querido sobrecarregar os meus pais com isso (que para dificuldades já bastavam as que se passavam e as que a morte do meu irmão originaram)... mas ao mesmo tempo penso que não tem sentido... pois nunca fui de poupanças ou precaver o futuro (sempre fui mais de "chapa ganha, chapa gasta".. e se possível a oferecer coisas que as outras pessoas que me eram próximas precisavam). E se queria alguma coisa em especial... trabalhava para isso (como fiz aos 14 anos quando quis comprar os meus primeiros ténis de marca... os meus lindos ADIDAS; ou aos 16 para a minha primeira aparelhagem...).
Pode vir de um sentimento de ... auto-estima... ofereceram-me aquilo, por isso gostavam de mim! É possível. Por baixo da aparência forte e independente esteve durante muito tempo (será que não está ainda) uma necessidade grande de ser amada e apreciada... mas não penso que isso seja o mais relevante, pois com o passar dos anos aprendi que os verdadeiros amigos e pessoas que nos amam... pelo que somos... acabam por estar sempre presentes. E, sejamos honestos, eu é que me afasto sempre... sou distante, deixo o espaço para as pessoas que sinto precisarem mais de atenção do que eu.
Será que me agarro a tudo para não passar mais dificuldades? Para que não tenha de depender de terceiros ou sobrecarregar alguém com as minhas necessidades? Também não penso que seja isso. Tirando este pequeno momento de fraqueza em que me encontro (há que aproveitar enquanto dura)...sempre procurei ter as minhas coisas e lutar por elas... e sejamos honestos... nunca passei assim tantas dificuldades como isso (é certo que detesto açorda e papas de pão... e que isso terá uma razão no meu subconsciente... mas nunca passei fome, nunca fui privada de nada importante, sempre tive as minhas bolas de futebol e ténis para jogar... e não é isso que conta?).
Ou será que me agarro às coisas porque significavam pequenas vitórias na vida? Consegui comprar isto, consegui ganhar aquilo, ofereceram-me isto - faço parte de... sou importante para... ou representavam ofertas de namorados ou pessoas por quem era/fui apaixonada (e isso... ainda hoje sou incapaz de me desfazer... demorei 10 anos a autorizar que fosse dado um casaco enorme e rasgado do meu grande amor, algumas das peças de roupa que lhe(nos) tinha feito... mas foi a única coisa que consegui fazer... tudo o resto... ainda está numa das gavetas a esvaziar...).
Não acredito que as pessoas guardem as coisas por terem medo que lhes falte no futuro (apesar de que, se pensarmos bem... guardar roupas de todos os tamanhos pode, de forma implícita, significar que se escusa de estar novamente a gastar dinheiro naquilo), pelo menos eu não penso assim.
E quanto a guardar rancores, ressentimentos, etc... quem pensar isso de mim... conhece mesmo só a parte superficial...
Eu irrito-me com as pessoas, chateio-me (tenho o famoso "mau feitio" - para quem não conhece a minha irmã)... posso até (como costumo dizer) "matar" alguém na minha vida... mas acaba sempre por ser sol de pouca dura. Deve ser de estar perto do sol aqui na nuvem... mas com o tempo acabo sempre por esquecer o que se passou. Acho que a vida é muito curta para estarmos "para sempre" chateados com algo ou com alguém. Não é um processo imediato (sou sincera)... e muitas vezes quando não gosto de algo ou de alguém... é complicado ceder. Mas se observar bem... toda a gente tem um lado bom, um lado positivo. É só uma questão de valorizar esse lado e esquecer o outro. O que, também acarreta um lado mau - arriscamos-nos a ser pisados!
Como tudo na vida... o esquecer os ressentimentos, etc... deve ser usado com moderação e bom-senso. Mas deve ser sempre usado! Porque... ninguém é perfeito, nada é sem falhas... e nós somos muito mais imperfeitos do que poderemos algum dia imaginar!
Por isso... aos poucos vou limpando as minhas "gavetas", os meus "armários" e o meu coração... pois é sempre preciso espaço para novas coisas e novas emoções.
Quanto a isso não tenho problemas - acredito no futuro e em novas oportunidades (por favor... numa família "disfuncional" como a minha... se eu não me libertasse destes sentimentos... não sei se iria muito longe).
Tenho é de trabalhar na parte de... não me agarrar a tudo o que recebo, a tudo o que tenho (acho que é mesmo mais na parte de roupa e calçado... porque o resto... já fui duramente criticada e "castigada" por não ser minimamente agarrada aos valores materiais da vida) e ter mais espaço na minha casa... nos meus armários.
No coração? Há e haverá sempre espaço livre para o que vier - as coisas más partem o coração para sair... por isso quando ele se recompõe... está novamente cheio de espaço para as coisas boas que vierem.

Agradeço do coração o texto enviado - pois é mesmo uma fonte de reflexão - além de ter percebido a "indirecta" (acho que foi muito directa) sobre a roupa, sapatos, gavetas e armários (sim, porque os bonecos já foram, poupanças não há.... estou pronta para o futuro!).

sábado, 12 de abril de 2008

Medo

Hoje tive, talvez não pela primeira vez... mas mais uma vez, noção do quanto é efémera a nossa vida… e do peso que as nossas acções (ou ausência delas) pode ter nas pessoas que nos rodeiam.
Do medo que sentimos com a hipótese de perder alguém que nos é muito querido ou próximo!
E de como é difícil viver sozinho, ou estar perto de alguém que viva sozinho.
Apercebi-me do medo, do receio que a minha família (especialmente a minha mãe e madrinha) têm por a minha avó morar sozinha.
A ansiedade que se gera quando não há resposta no telefone, quando não sabem onde ela está ou o que está a fazer... pois vive sozinha, tem uma certa idade (apesar de ela só usar esse argumento quando lhe convêm mais... é esperta a minha avó) e se lhe acontece alguma coisa... como é que os outros vão saber?
Também eu tenho a minha mãe e o meu pai a viverem sozinhos... e detesto pensar que algo lhes pode acontecer e eu não sei ou não posso ajudar!
É verdade que nunca tinha pensado muito nisso até hoje (estou tão habituada a viver sozinha, a andar sempre com o telefone, ...), mas a verdade é que quem mora sozinho deve ter algumas precauções - para não causar MEDO aos seus próximos.
O meu pai... está sempre a ser contactado por amigos, conhecidos, alguém próximo. Mas tem a mania que é forte, que não precisa de ajuda... Mas também não reconhece que está em depressão, não se trata (é sempre mais fácil diagnosticar os outros)... mas será que toma providências para estar sempre contactável, ou se poder chegar a ele se um dia lhe acontecer alguma coisa? Sei que tem uma boa amiga que se preocupa com ele... mas será o suficiente? E ele nunca fala... acha sempre que está tudo bem e que vai ficar bem!
A minha mãe preocupa-me bastante mais, pois ela nunca diz nada!
Fala da minha avó (mãe dela)... mas ela está cada vez mais surda, fecha-se no seu escritório, sem telefone, sem ouvir a campainha, ... nada. Pior, de chave na porta - o que inviabiliza toda e qualquer assistência se um dia lhe acontecer algo, pois há que chamar bombeiros (mais tempo que se perde), médicos... família!
Devo assumir que eu também tenho esse mau hábito de ter sempre a chave na porta de casa (como talvez o tenha a maior parte das pessoas que moram sozinhas)... mas será que estou a ser idealista quando digo que ainda sou nova, ouço bem e ando sempre de telemóvel? Que nada me vai acontecer em casa?
De que serve as pessoas tomarem medidas de precaução (darem as chaves a porteiros, amigos, vizinhos... terem telefones, colocarem campainhas audíveis, etc.), se depois as inviabilizam?
Lembro-me perfeitamente do stress que é para a minha mãe ou madrinha quando a minha avó não consegue ouvir a campainha da porta e deixou o telefone noutra divisão!
Para solucionar isso, colocámos telefones em todas as divisões e uma campainha com um som bem alto no escritório, onde passa os dias. Mas a seguir, "inteligentemente", deu-se-lhe um telefone sem fios... e ela ficou só com esse e desligou os outros! Voltámos a ter mais do mesmo, pois ela esquece-se de o levar consigo!
Tinha (e têm um telemóvel)... mas são mais as vezes que não o ouve ou que se esquece do que as que o leva com ela.
Ou seja... há um problema, soluciona-se... mas depois inviabiliza-se a solução!
No caso da minha mãe é exactamente a mesma coisa (é tão verdadeira aquela expressão do "tal mãe, tal filha")!
Em vez de ter um telefone em cada divisão, tem um telefone sem fios que nunca leva com ela para onde vai... e que fica sempre esquecido numa qualquer divisão!!!
Tem um telemóvel que, quando está carregado... é mais frequente ficar esquecido num casaco ou numa mala do que andar perto dela (para não dizer... noutra divisão da casa). E se andar com ela... pode ser que se tenha sorte e ela ouça!
E não tem uma campainha audível (pelo menos por uma pessoa com problemas de audição), num apartamento em que a porta de entrada fica distante da outra ponta da casa onde ela está... de porta fechada!
Ahhhh ... e já me ia esquecendo - voltamos ao tal mãe, tal filha -, tanto a minha avó como a minha mãe têm sempre a chave na porta (o que no caso da minha mãe inviabiliza a entrada em casa).
Se aliarmos a isto anti-histamínicos, surdez, cansaço... que tipo de sentimentos pode/deve ter uma pessoa que não consiga contactar com ela(e)(s)?!
Todas estas "reflexões" são destinadas a reflectir sobre como devemos agir quando se mora sozinho - usando a minha experiência pessoal!
Se não queremos colocar em pânico os nossos familiares, vizinhos ou amigos mais próximos... ou gastar dinheiro em bombeiros, INEM ou estar a fazer perder tempo ao 112... podemos tomar algumas medidas simples (isto na minha maneira simplista de ver as coisas, assumo):
==> Se um telefone sem fios é manifestamente insuficiente (as pessoas mais distraídas esquecem-se de andar com ele) - coloquem um telefone sem fios em cada uma das divisões que costumam utilizar mais (quarto, cozinha, sala, casa de banho, ...). Hoje em dia é muito fácil ter uma rede de telefones sem fios ligada entre si.
==> Se tem um telemóvel... tentem andar sempre com ele, ou colocar no sítio da casa que mais frequentarem. Coloquem campainhas de porta a tocar nas divisões que mais utilizam, ou mais distantes da porta da entrada (no meu caso pessoal - escritório e casa de banho)
==> Nunca coloquem a chave na porta se estão em casa (pelo menos durante o dia), se a vossa porta impedir o acesso exterior quando a chave está na porta - para facilitar o acesso a família ou socorro.
==> Tenham o hábito de comunicar sempre com alguém a horas mais ou menos certas (a ausência desse contacto vai alertar as outras pessoas para a possibilidade de se passar algo). Se algum dia estiverem indisponíveis, avisem o vosso contacto com antecedência.
Se tem problemas de audição ou de memória ou se vivem sozinhos, estas são algumas coisas simples que podem ajudar a que estejam sempre contactáveis (ninguém está livre de escorregar na casa de banho, de se sentir mal, ter uma paragem digestiva, etc., etc. - e estou a bater em madeira quando digo isto, por isso não se preocupem que não estou a agoirar ninguém) e a tranquilizar aqueles que vos são próximos (muitas vezes os vossos próprios vizinhos, se tiverem a sorte de viver numa casa, prédio ou zona com uma boa vizinhança).
Todas estas pequenas coisas evitarão que passem pelo susto que passei hoje, sintam o MEDO que senti... a sensação de vazio, de perder alguém querido... quando no fundo a pessoa pode só estar... a dormir!
E se as pessoas que conhecem e que moram sozinhas não tiverem estes hábitos, ou medidas de segurança (especialmente se já tiverem uma certa idade (sim... quando estão quase a ter direito ao cartão do idoso é pior) e/ou forem casmurros ou teimosos como os meus pais e avó) - "Batam-lhes"!!! Até perceberem que escusam de assustar os outros! Pode ser que "à bruta" percebam :-)

Nova era no ensino

Para a minha mãe, o meu modelo, exemplo de coragem e do que é ser professora (neste caso, para ficar no "políticamente correcto", do ensino básico)!
E para a minha madrinha, por toda a sua coragem (especialmente nos últimos anos).



<

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Amar demais

Segundo o Wikiquote, o Amor é:
"É complicado, atordoante, te vira completamente do avesso, mas encontrar a pessoa que te completa é a melhor sensação que alguém pode ter. É como se fosse um encontro consigo próprio, e como tal, é claro, amedronta, faz você repensar toda sua vida, e você descobre que não era nada antes de conhecer o verdadeiro amor, e que, depois dele, você já era, está aniquilado se não tiver mais, mesmo que por um dia, sua alma especial ao seu lado."
-
Patricky Field
Desde ontem, e de uma conversa que tive à noite, que penso no que é o Amor, e acima de tudo o que é Amar Demais.
No caso de não saberem, Amar Demais já é considerado uma doença, e há alguns anos que é considerado um vício, como o álcool, as drogas, o tabaco e tantos outros vícios.
Apesar de existirem grandes debates sobre este tema, pois Amar Demais alguém pode ser derivado de uma baixa auto-estima, necessidade de controlar, etc... etc... a verdade é que todos nós conhecemos de certeza casos assim (eu sou um caso assim... ou fui).
Há um artigo muito bom, publicado no Público de 7 de Março de 2008 (e que poderão igualmente ver na revista Pública de 16 de Março, ou carregando por cima do link), onde há alguns comentários de psicoterapeutas, e em que se fala exactamente neste tipo de relação.
Muitas vezes as mulheres (e infelizmente eu identifico-me com este tipo de amor... em alguns aspectos...) que sofrem deste "distúrbio" procuram homens problemáticos, que as ponham constantemente à prova, distantes, egoístas... em que elas tenham de lutar pela relação e vivem num estado de paixão em que acreditam que não podem sobreviver sem essa pessoa (aqui já não sou eu). Ao fim de algum tempo as relações acabam, porque a pessoa se sente vazia, anulada como pessoa, cansada...
Mas há outras que não conseguem largar essa dependência, que se anulam como pessoas e como indivíduos, passando a viver em função do outro.
Ao ler este artigo, tive curiosidade de ir ver o que era a MADA e como funcionava.
É um grupo de origem brasileira, mas que foi formado em Portugal, para ajudar as mulheres portuguesas. Existem dois locais onde podem procurar a informação:
Nos sites apontam mais curas e passos... mas o que eu gostei de ler foi o artigo do Público. E os comentários do Dr. Aníbal Henriques, com os quais me identifico bastante:
Para Aníbal Henriques, os grupos de auto-ajuda são muito importantes numa primeira fase, chamada de reconhecimento e partilha do problema, mas dificilmente levam a uma alteração efectiva de algumas situações mais complexas. “A mudança implica muitas vezes uma concorrência de factores que nem mesmo a psicoterapia, com todos os seus instrumentos desenvolvidos ao longo de mais de cem anos, pode garantir.” “Desde que o grupo de auto-ajuda não prometa mudanças que não está em condições de oferecer, poderá ser muito benéfico porque permite problematizar temas relevantes sem a chancela estigmatizante da psiquiatria. Todos estamos sujeitos a crenças relacionais de que não temos consciência e é necessário identificar e desactivar estes processos mentais para que se possa falar num processo de mudança ou ‘cura’”, te) que Amar Demais é algo que não existe. O que existe é amar de uma forma doentia, desajustada. Existe mesmo um grupo de ajuda, no estilo dos AA, para este tipo de comportamentos (está referenciado no artigo, chama-se MADA - Mulheres que Amam Demasiado Anónimas), e em que se explica que o nome foi adoptado para não criar nas pessoas um estigma , ou ser associado a algum tipo de patologia redutora.

Estamos todos sujeitos a ideias pré-concebidas e mesmo inconscientes da relação que queremos colocar em prática. O equilíbrio consiste em ir ao encontro do outro, sem o perder nem me perder a mim próprio”
“É um tango delicado. Dançar de forma agradável para o outro sem o pisar não é nada fácil”

Aníbal Henriques afirma que algumas perturbações associadas a este tipo de queixas relacionais podem durar a vida toda ou décadas, dependendo de diferentes variáveis como a presença ou ausência de outros problemas, a estabilidade familiar e contextos sociais, amorosos e relacionais de cada indivíduo. Contudo, deixa a ressalva: “nem sempre podemos falar em doença até porque todos, em algum momento da nossa vida, ‘amamos demais’, amamos de forma errada, queremos receber do outro não o que este nos dá mas o que necessitamos receber. É uma condição inerente às relações humanas”
E fiquei a pensar nas minhas relações... nos casos descritos no artigo... e em que eu podia sentir semelhanças na minha vida.
Não considero que seja uma pessoa que Ama Demais, ou que seja dependente disso - não no sentido de doença ou patologia. Não tenho problemas em viver sem amor, nem sou daquelas pessoas que tem medo de ficar sozinha. Nesta idade já passei essa fase (acho que nunca a tive...).
Mas reconheço que escolho sempre e sou apaixonada pelas pessoas mais erradas para mim! Quanto mais diferente for de mim... melhor! Procuro uma pessoa que me complete... e acabo sempre com uma com que choco!
O meu primeiro e grande amor... foi realmente um caso de Amar Demais. Foi uma relação doentia, errada, em que me anulei como pessoa e anulei a minha personalidade para passar a viver em função dele.
Não foi imediato... foi um processo gradual ao longo dos anos.
Mas a verdade é que descobri, passados 6 anos de relacionamento, que estava com uma pessoa que tinha deixado de me apoiar, que sabia que eu estava ali (bastava estalar os dedos), me tinha isolado dos meus amigos e colegas, detestava que eu jogasse pólo aquático (a minha grande paixão) e raramente me apoiava ou ia ver algum jogo, etc.... Chegamos ao ridículo de eu ter faltado à minha própria festa de anos, pois ele não gostava dos meus colegas de equipa e amigos que lá estavam (alguma coisa pode ser mais patética? Por acaso tenho outra... mas fica para mim).
Mas mesmo tendo anulado a minha personalidade, mesmo sendo uma "dependente" daquela pessoa (que ia de férias sozinho e se esquecia que eu existia, que me traía...)... acho que cheguei ao ponto de descobrir que quem eu devia amar era eu e não ele. Descobri que não precisava de ficar dependente de alguém que me amasse... que não era assim tão desinteressante que só uma pessoa me podia acabar.
Foi duro, mas consegui acabar com a relação... manter a decisão... e passar um ano de merda (desculpem a expressão), sempre com as dúvidas sobre ter tomado a boa decisão ou não - até perceber que realmente foi a melhor decisão da minha vida!
A melhor parte foi a altura em que a tomei - passagem de Ano! Algo que nunca me disse nada e durante aqueles 6 anos significava ir para o Algarve apanhar grandes bebedeiras (o que era complicado, pois eu era sempre quem não bebia para levar os meninos a casa). Quando chegou a meia-noite e ele , podre de bêbado, veio ter comigo e perguntar o que eu tinha desejado para o ano novo... a minha resposta foi "O que desejo vai ser já realizado - está tudo acabado entre nós!". Como ele não estava em condições de perceber... levei-o até casa (mais os amigos)... e enquanto curavam a bebedeira, fiz a mala, andei 4km até à estação de comboios e vim embora.
Foi talvez a decisão mais difícil da minha vida (é sempre difícil sair de uma obsessão, de um vício)... e ele tentou contestar durante mais de 2 meses... mas se eu tivesse sido esperta, 6 anos antes, quando no fim do primeiro mês eu percebi como ele era e lhe disse que queria acabar... em vez de aceitar continuar, porque ele recusou e me disse que era comigo que queria estar.... tinha acabado mesmo. Mas mais uma vez... a razão ficou cega pela "porcaria" do coração e da ingenuidade de acreditar que as pessoas mudam. Ele "mudou"... durante 3 anos... até ao fim da faculdade... e depois saiu da casca. Mas nessa altura já eu era dependente...
Hoje em dia sei que sim, sei que foi a melhor decisão da minha vida... mas a dor de aquele amor não ter resultado estará sempre presente.

E depois passei dessa relação, em que eu vivia para a pessoa... para outra relação em que estava com uma pessoa que, sentia eu, vivia para mim.
Ele era o ideal de qualquer mulher - um homem que me amava (com todos os meus defeitos e legendário mau feitio), que fazia tudo por mim, carinhoso, sempre presente, sempre disponível, que partilhava os mesmo gostos e paixões que eu...
E o que aconteceu... senti-me sufocar! Senti que estava a ser idolatrada e que tinha uns pés de barro muito frágeis, senti que estava a perder o controle da minha vida... que não conseguiria viver de acordo com as expectativas de uma pessoa que me amava assim...
Tal como no caso relatado no artigo do Público... senti que ele estava presente demais. Faltava aquela "luta" pela relação, aquela paixão que deve ser sempre incerta, pela qual se deve "lutar".
Com ele percebi o que o meu primeiro amor devia ter sentido na nossa relação (e como é difícil viver uma relação assim - pelo menos para mim). Quando há a certeza que a outra pessoa está ali... começa-se a perder o interesse... quando a pessoa está sempre presente... é tudo aquilo que se espera, está sempre com surpresas, ofertas, ... não sei... faltou-me o ar. Começou a faltar o chão... comecei a imaginar o futuro... comecei a afastar-me... e, mesmo gostando dele, mesmo sendo a pessoa que sempre esteve a meu lado e com quem gosto de estar (ainda hoje)... tive de me afastar!
Se o magoei? Sei que sim! Muito! Ainda hoje ele não percebe o que aocnteceu e eu não lhe consigo explicar concretamente... acho que foi um acumular de situações.
Covardia? Penso que não... penso que estar numa situação assim seria muito complicado para mim e que ia ser muito pior persistir na relação.
Por mais que procure o meu príncipe encantado... sempre precisei da minha independência... e quando ele não conseguiu aceitar que eu tivesse o meu espaço, a minha casa (a minha bóia de salvação)... percebi que não conseguiria viver assim!

Dizem que as mulheres nunca gostam de quem as trata bem e só procuram quem as magoa, quem as trata mal... Gostava de pensar que não é o meu caso (apesar de as provas recentes dizerem o contrário).
Mas acho que tem de haver espaço para os dois existirem como pessoas. Não se pode viver em função da outra pessoa, por muito que se ame!
Não se podem controlar todos os seus movimentos, exigir toda a sua atenção. Fazer tudo em conjunto!
Tem de se chegar ao compromisso, comunicar (muito gosto eu deste termo!), e aceitar que devem viver vidas separadas, com um espaço comum. Adoro a expressão de que num casal deve existir espaço para o EU, o TU e o NÓS!
Conheci um casal, quando trabalhava em Marselha, que por vezes até enjoava... eram apaixonadíssimos e estavam casados há 3 anos. Onde estava um estava sempre o outro, sempre com carinhos e cuidados um com o outro. E eu pensava - que sorte, encontraram-se 2 almas gémeas (quem me dera ter alguém assim comigo). Ao fim de algum tempo, comecei a "enjoar" de tanto amor, e comecei a pensar mais cinicamente se tantas provas de amor não seriam uma forma de se enganarem um ao outro. De pensarem que estavam loucamente apaixonados. De se convencerem da força do amor deles. Uma espécie de doença de Amar Demais mútua. O que lhes aconteceu? Não chegaram ao 5º aniversário. Divorciaram-se antes. Ela conheceu outra pessoa... que lhe dava mais luta... que não estava certa e segura... que lhe dava individualidade.
Por isso sempre acreditei que a vida de casal devia ser feita por 2 pessoas, com os seus espaços, que compartilhavam um espaço comum. Cada um com a sua vida, e que estavam juntos por opção e não por obrigação (a de estarem juntos por serem um casal). Cada um com os seus gostos, com as suas paixões e hobbies. Se partilharem alguns deles - PERFEITO! É o ideal.
Quererem partilhar com o outro - é Excelente. Mas perceberem que o outro pode preferir estar sozinho a fazer algo - É o IDEAL!
Fica a dúvida... serei uma pessoa que deve ir à MADA, ou simplesmente alguém que ainda não encontrou a pessoa certa?
Devo procurar um homem que me Ame a mim, sempre presente?
Ou um homem que seja independente... mas sempre presente quando necessário? Que goste de fazer as suas coisas, mas que me dê espaço para partilhar com ele, se quiser?
Sim, porque eu preciso de espaço. Lanço-me de cabeça da minha nuvem... e procuro sempre apoio, carinho, atenção... mas quando estou pior... preciso de estar sozinha. Não posso ter um homem presente que insista para que partilhe tudo. Sem pressões acabo por partilhar... com elas... acabo por me afastar.
E com esta longa divagação... fica novamente a dúvida... serei uma MADA?
Ou simplesmente alguém que Ama incondicionalmente e cegamente?

O primeiro dia do resto da minha vida!

Estava muito hesitante sobre ó título a dar a esta entrada (ou será post? mensagem?... nunca sei).
Primeiro pensei em Faz hoje um mês, porque:
Faz hoje um mês que o meu coração foi despedaçado de surpresa, que a pessoa a quem eu o tinha entregue, junto com a minha alma, a minha vida, o meu espírito... decidiu que um mail chegava para acabar tudo e até hoje não falou comigo a dar mais explicações;
Faz hoje um mês que percebi que a pessoa por quem ia abandonar a minha família, o meu país, amigos, projectos, carreira... não queria saber disso... pelo menos foi o que demonstrou na forma como agiu e terminou as coisas;
Faz hoje um mês que percebi que falar é fácil... mas comunicar e sentir o que se diz... é mais complicado... e que as palavras ditas e não sentidas.. doem mais;
Faz hoje um mês que tomei (mais uma vez consciência) que quando se desce da nuvem.... não podemos pensar que as pessoas são como nós... não devemos acreditar em tudo o que se diz, e que quando dizem que... "só quero que sejas feliz e fazer-te feliz"... significa mais... "quero que sejas feliz quando eu quiser e me apetecer e tiver tempo livre para isso";
Faz hoje um mês que percebi que a minha noção de Amor e Amo-te é muito diferente da realidade;
Faz hoje um mês que caí mais uma vez da minha nuvem... mas desta vez a ferida foi muito profunda e demorou (demora) a sarar (e a culpa é minha, pois estava tão distraída que nem reparei que aproximava um tornado...ou será que ele veio de supresa?);
Faz hoje um mês que percebi que não posso continuar a seguir o meu coração, o que sinto, acreditar estupidamente nas pessoas e no que dizem... e que devo "procurar o meu reflexo nos olhos do outro"... ou ouvir mais a cabeça antes de descer da nuvem;
E podia continuar... mas depois decidi que esse não seria o título.
Porquê?
Porque se faz hoje um mês que me estilhaçaram o coração e a alma... também é hoje o primeiro dia ddo resto da minha vida!!!
Por isso, o título só poderia ser este!!!
E, como boa mulher que sou (apesar do ar de Maria-rapaz)... não há nova vida que comece sem uma mudança de visual. Por isso... corte radical, voltar à minha cor natural de cabelo (ou perto, porque quem cai na asneira de pintar uma vez o cabelo... vai ter problemas o resto da vida), passar uma tarde na esteticista, ver roupa nova... apanhar sol (nos intervalos da chuva)... Comer um bom MacDinalds que já não comia há meses (e aqui até ouço o meu tio e alguns amigos estremecer "MacDonalds?! Em vez de celebrar e ir a um bom restaurante... MacDonalds?!).
Pois é, MacDonalds! E o meu Happy Meal (há que preservar a figura, que vai diminuindo (afinal sempre há vantagens em nos despedaçarem o coração), para que o boneco (que antes era para a filha dele) possa voltar a ir para os alunos da minha mãe.
Ao mesmo tempo, dá-me vontade de rir... porque noto o avançar da idade em pequeninas coisas que vão acontecendo!
Ou realmente os meus sentimentos são mais intensos... ou foram muitas coisas ao mesmo tempo (o que a maior parte das pessoas pensa)... mas antigamente (ou "no meu tempo"...para parecer ainda mais velha) quando tinha um desgosto (de qualquer tipo, mas especialmente os "amorosos") não conseguia parar de comer. Quando estava mais cansada, desgastada, estressada (há que usar as novas expressões do acordo ortográfico... mesmo que pareçam estranhamente similares ao... brasileiro... como esqui, râguebi, sutiã... e lá estou eu a divagar...)... só me apetecia comer "fast-food" (ou "junk-food"), bolos, gelados,.... enfim... tudo o que faz bem (e a sorte é que nunca gostei de chocolate). E sempre "invejei" as pessoas que me diziam que quando estavam "deprimidas" nem conseguiam pensar em comer e perdiam imenso peso.
Pois é... estou "velha" (será que algum dia me vou aperceber disso? E entre aspas porque a idade não está no BI mas na alma e no coração)! Desta vez perdi demasiado peso (não que não fizesse falta perder...foi o aspecto positivo).
Ainda pensei adiar a vida nova por mais umas semanas, para ver se perdia o que faltava (eram só mais 3 ou 4 kg) ... mas decidi que um mês de isolamento e de sentir pena de mim por uma pessoa que nem se explica... era mais do que suficiente e que bastava de perder peso e alegria de viver.
Na última semana já tinha começado a escalar de novo para a minha nuvenzinha... que é tão confortável... hoje foi só subir o último degrau e voltar a sentar-me no meu mundo (tão particular e tão... meu) a observar o que se passa no mundo das pessoas "normais".
E agora está na altura de avançar... tentar resolver a situação profissional de uma vez por todas (e a saúde beneficiará com isso), decidir o que quero fazer (trabalhar para mim? Ser profissional independente? Procurar lugar de novo na gestão?....) e acima de tudo, voltar ao convívio dos meus amigos.
Porque... o defeito de viver numa nuvem... é que por vezes se torna solitário. E como toda a vida sempre resolvi os meus problemas ou tristezas sozinha... a tendência é afastar-me de tudo e de todos e só regressar quando está tudo bem de novo (no primeiro dia do resto da minha vida).
Se por um lado sei que não é o correcto e passo a vida "a levar na cabeça" porque os amigos são mesmo para estes momentos... por outro as experiências de partilhar a minha nuvem com alguém tem sido tão desastrosas que prefiro continuar a resolver as coisas sozinha. Quem me conhece e se quer manter como meu amigo, já compreende e aceita isso. Quem não compreende ou aceita... também não valia a pena considerar amigo...
E que melhor símbolo para demonstrar uma nova vida... que a foto que tirei ao símbolo da Liberdade, reconhecido no mundo inteiro (resto da vida = vida nova = Liberdade de amar, sentir, viver!).
Depois de grande indecisão, pois a minha foto preferida está mais.. "artística", com mais nuvens... optei por esta - está límpida, com o céu claro e a minha nuvem a aparecer...
É um dia novo, uma vida nova! Um visual novo (sem precisar de ir a nenhum programa de TV para um "extreme make-over" ou "Dr. preciso de ajuda"...) e com uma alma nova...
O dia em que conquistei de novo a minha Liberdade :-)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Amor... esse desconhecido

Desde ontem que tudo o que faço, leio, comento, etc.... vai ter sempre ao mesmo tema (que ainda por cima é algo que me apaixona... e ao mesmo tempo me escapa) - O AMOR.
No diário de uma pessoa fabulosa, com uma cabeça incrível por baixo do seu ar "despistado" (sim Soraia, és tu) encontrei o seguinte (em relação á facilidade e banalidade com que hoje se utiliza a palavra AMAR):
Definição de Dicionário da palavra AMAR: v.tr. ter amor a; gostar de; desejar; estimar;apreciar;estimar;ter devoção por;preferir; intr. estar apaixonado (lat amare).ora com este grande leque de sinónimos é natural k s "vulgarize" a palavra amar.... claro que a intensidade do sentimento n esta em questão... apenas "revolta-me" cm uma palavra que invoca um sentimento seja usada com tanta banalidade..... ...... anda meio mundo a amar outro meio.... sem provavelmente conhecer o verdadeiro "sabor" do AMOR....
Definição de Dicionário da palavra AMOR: s. m. sentimento que nos impele para o objecto dos nossos desejos; objecto da nossa afeição; paixão; afecto; inclinação; etc... etc...
Onde está o verdadeiro significado da palavra amor... ou amo-te... ou mesmo amar??? ....
(está um pouco "editado" - e acabava com estes belos versos do nosso famoso Luís Vaz de Camões)
Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Adorei a dúvida sobre a banalidade com que hoje se utiliza a palavra Amor e Amo-te!
A facilidade com que qualquer pessoa diz a outra AMO-TE (seja a pessoa com quem tem uma relação, uma amizade, pessoas que só se cruzam na net (deixo as relações virtuais para outro dia), que tem 12, 13, 15 anos e não viveram nada ainda....)
E as pessoas não compreendem a profundidade do que estão a dizer.
Lembro-me perfeitamente do quanto me custou dizer a alguém que o amava pela primeira vez... pois para mim é e sempre foi uma coisa profunda, séria, que envolve muito mais que atracção, simpatia, companheirismo (como era (e ainda sou) muito Maria-rapaz e introvertida (apesar de acharem que não)... só foi aos 20 anos, quase 21 que usei esta expressão pela primeira vez).
E de quando deixei de o dizer.... e deixei de chamar amor à pessoa com quem estava... pois a resposta dele quando o chamava de amor... era... "Amor é um jogador do Barcelona" (vejam há quantos anos foi)...
Para não falar do quanto me custa sempre dizer a alguém "Amo-te" e quão raramente usei esta palavra ou expressão....
Estava eu a pensar nisto, quando outro amigo meu, uma pessoa especial, que por trás do seu ar brincalhão esconde muitos sentimentos e profundidade (sim Pedro... estou a falar de ti), me envia este texto lindíssimo (de Miguel Sousa Tavares em "Não te deixarei morrer David Crocket"):
Nunca devemos amar em silêncio...
Um amor feliz precisa do turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades.
O que me fez pensar que, se temos a certeza dos nossos sentimentos, do que queremos, do que vivemos com a pessoa com quem estamos... então devemos dizer!
Não devemos ter receio, pelos erros do passado, de experimentar um novo amor, de o explorar, de dizer tudo o que nos vem á cabeça e expressar os nossos sentimentos (a verdade é que, deve ser da idade... começo a perder esse receio... devagarinho).
E para culminar estas minhas deambulações (entretanto passei por alguns blogs com textos lindíssimos sobre o amor, a amizade, etc.), estive a ler Alberoni, que adoro pela sua forma simples de escrever sobre psicologia e relações sociais...
Mesmo antes de começar a escrever este texto... mais um dos guionistas das séries americanas escreve um texto para uma das actrizes de uma qualquer série policial, que me encantou:
"Sabemos que alguém gosta verdadeiramente de nós, que nos ama, quando olhamos para ela e nos vemos reflectidos nos seus olhos. E só quando vemos esse reflexo é que sabemos e sentimos que esse amor é real, e o que sentimos por essa pessoa... é recíproco"
Talvez seja eu que sou demasiado romântica aqui na minha nuvem (estamos mais afastados da realidade)... talvez sejam os desgostos recentes (acumulados a alguns mais antigos)... mas a verdade é que... todas estas reflexões me fazem pensar...
E aqui ouço a voz de um amigo meu... "Talvez?! Talvez?! Tu és demasiado romântica, vives demasiado as coisas... não te podes entregar assim.... etc, etc"...
Sim... é verdade que hoje muita gente banalizou a palavra Amor (com letra grande, pois é o mais bonito sentimento que pode existir).
Que poderiam utilizar qualquer outra expressão de carinho, que significasse que se sentiam bem com a pessoa com quem estão ou tem algum tipo de relação, mas que não tivesse a profundidade de um Amo-te (no meu caso... era mais Ik Hou Van Jou)... que não se pensa que o facto de banalizar a palavra significa que a pessoa nunca saberá o que é amar, ou diferenciar uma amizade ou atracção do amor e de tudo o que Ele implica.
Porque usarem a palavra Amo-te junto de uma pessoa como, por exemplo, eu.... é perigoso e cria falsas expectativas e ilusões...
Mas ao mesmo tempo... e talvez porque durante muito tempo receei usar a palavra, exactamente porque a considero profunda, cheia de significados.... acho que se uma pessoa está certa dos seus sentimentos... a deve usar.
Sabendo que usar esta palavra ou expressão... pode ser perigoso se não temos a certeza dos sentimentos da outra pessoa... se a usamos cedo demais.... se não estamos certos do que queremos... pois numa relação e que se use esta palavra ou expressão fora de contexto ou antes de tempo... vamos de certeza assustar o parceiro.
Romântica? Sempre. Crédula? Por mais que tente... serei sempre! Ingénua? Idem.
Mas uma coisa aprendi ao longo dos anos que me tornou, se calhar, um pouco mais "cínica" em relação ao uso da palavra Amo-te ou de expressar os meus sentimentos - esperar que a outra pessoa os expresse primeiro...
Sei que parece parvoíce de alguém romântico e que acredita em todas as baboseiras que lhe dizem... mas a verdade é que o que tem significado para um... pode não ter para outro. Por isso, prefiro esperar antes de dizer. Mais... depois de me terem estilhaçado o coração recentemente... antes de dizer e por mais que mo digam... acho que vou esperar para perceber o que significa a palavra para a outra pessoa (e lá tenho de novo a vozinha do meu amigo "Vais, vais.... dizes sempre isso... e nunca resulta!!! És assim... para que te iludes a pensar que mudas?!").
E não vale a pena forçar uma declaração, ou algo simbólico. Cada pessoa tem o seu ritmo e a sua maneira de ser. O facto de eu acreditar que cada "imbecil" que me aparece à frente pode ser o meu príncipe encantado... é problema meu! E o facto de me apaixonar sempre pelas pessoas mais erradas para mim. Mas sentir uma coisa... por mais que se esteja apaixonado, não significa que seja correspondido - ou pelo menos na mesma intensidade.
Por isso... depois desta longa divagação sobre usar ou não a expressão Amor e Amo-te... o que concluo?
Depende das pessoas! Das relações! Do peso qe dão à palavra ou expressão! E da comunicação que tiverem entre eles!
Uma coisa deve ser dita - Amor é diferente de Paixão!
Na Paixão está sempre tudo bonito. Idealiza-se a pessoa, usam-se grandes frases, estamos sempre ansiosos pela companhia da outra pessoa, o mundo é lindo porque ela está nele... é tudo cor-de-rosa (ou da cor que preferirem), etc.
A verdade é que muitas pessoas confundem paixão, atracção física... com Amor!
O Amor é muito mais do que isso.
Amar é gostar de alguém com todas as suas qualidades e principalmente com todos os seus defeitos. É gostar do interior da pessoa ignorando o exterior. É compreender a outra pessoa.
É aceitar que o mundo e as pessoas não são ideais, que há altos e baixos, e atravessar as dificuldades em conjunto... nos momentos baixos sonhar com os altos.
Uma vez disseram-me que num casal raramente se encontra a mesma intensidade de amar nos 2 elementos, ao mesmo tempo. Umas alturas é um que ama mais, noutras o outro. O segredo está em compreender e aceitar isso. E na comunicação.
E é essa a grande diferença para a paixão. Para a atracão.
Neste caso... as pessoas são idealizadas como queríamos que elas fossem. E quando surgem as diferenças... os problemas... a pessoa que não AMA... foge, opta pela solução mais fácil (muitas vezes penso que se clhar, inadvertidamente, eu já fui uma dessas pessoas... e sem me aperceber magoei alguém de uma forma tão profunda como a que me magoaram agora... não sei...).

Por isso... tal como na foto que tirei em Roma o ano passado e que aqui vos deixo... antes de dizer se AMO ou se GOSTO de alguém... acho que vou esperar para ver se encontro o meu reflexo nos olhos dele (digo eu... com ou sem o discurso do meu amigo aqui na orelha) :-)

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Saudades do Sevilla e de começar a jogar pólo

Ontem quando andava a passear na neta, à procura de fotos de pólo aquático, encontrei um site fabuloso, recheado de fotos do tempo em que comecei a jogar pólo aquático.
E as saudades vieram todas, junto com as memórias.
É que parecendo que não... o tempo não pára e já lá vão mais de 20 anos!
A minha primeira recordação é de estar cansada da natação de competição e o Brandão, na altura a treinar os rapazes do C.N.O. me convidar para treinar com eles. Era complicado, pois eu tinha 16 anos na altura e os treinos eram à noite - e só rapazes. E os meus pais não gostavam muito, pois ia e vinha a pé da piscina. Mas eu adorava aquilo. Desporto colectivo, treinar e tentar superar os rapazes - era tão maria-rapaz nessa altura (ainda sou... mas nessa altura exagerava).
E rapidamente me tornei a "mascote" da equipa. Acompanhava-os para todo o lado e para todos os torneios. Os meus preferidos eram o da Amadora (ainda com a sua piscina descoberta) e o do Aminata em Évora, na sua lindíssima piscina descoberta.
E uma das principais razões que me levavam a gostar particularmente destes torneios era... A equipa do Sevilha, que podem ver aqui nesta foto.
Desde os primeiros torneios que vieram jogar a Portugal que me encontrava ou cruzava com eles, e mantenho ainda com alguns uma amizade (à distância) de mais de 20 anos.
Nesta foto podemos ver o Alfredo, com quem namorei durante 2 anos (sim... mais por carta - que encontrei quando andava a arrumar a casa para a mudança para a Holanda - agora sem efeito). Não era o mais bonito ou engraçado deles (as meninas andavam sempre atrás de outros... mas era o mais calado, o mais inteligente... um doce de pessoa). Como não recordar o JuanLu, que era lindíssimo quando não estava com os seus óculos enormes (agora arquitecto), tão tímido no início, em casa de quem passei algumas férias, nomeadamente no Europeu de 1997. E que é uma pessoa verdadeiramente única e especial. Com o Ruper, escondido ao fundo, o Tano, enorme mas simplesmente espectacular, o José (arquitecto com o JuanLu), que casou com uma Paula e tem uma filha Paulita, o Carlos que fez a locução dos Europeus comigo... e tantos, tantos outros de quem não recordo os nomes, mas recordo vivamente as caras.
Eram uma equipa espectacular, e eu adorava quando os encontrava nos torneios. estavam sempre bem dispostos, sempre a brincar... e mesmo assim ganhavam facilmente qualquer torneio. E para virem cá jogar, não hesitavam em se meter num carro e vir às suas custas. Nesta foto já encontram a equipa um pouco mais velhinha... Já adultos. Afinal... já estávamos em 1995, o Peter Cutino já jogava com eles e estava a 1 ano de se tornar treinador deles, o JuanLu já estava sem óculos, o Ruper tinha "crescido" e o Tano já estava mais baixinho que os outros, mas sempre enorme, o Escalante sempre branquinho como se fosse da Europa do Norte a comparar com o Novato... sempre bronzeado.
Quando os conheci estávamos em 1986... quando começaram a vir jogar a Portugal.
Primeiro num torneio no Algés, depois na Amadora (onde jogava um Barradas muito novinho, um Souto que hoje treina o Arsenal, o José Augusto, o Tobé... só para dizer alguns) e no mesmo ano em Évora. Como eram todos juntos e eu estava sempre com a equipa masculina do Oeiras (na altura havia poucas equipas e o Oeiras, apesar da sua piscina com pé, tinha uma excelente equipa), acabamos por nos encontrar e ir mantendo contacto.
Além de ter sido em Évora que eu fiz o meu primeiro jogo "oficial" de pólo aquático com uma equipa feminina, jogando pela equipa que o Aminata tinha, contra a equipa do Algés (já com a Lena, a Patrícia e todo o seu núcleo "duro")
1 ano depois formávamos uma equipa feminina no Oeiras, que no seu início contava de 8 ou 9 jogadoras, mas básicamente jogava eu e outra rapariga (da qual não recordo agora o nome... ai a PDI) e o nosso jogo consistia em... uma era central e a outra pivot. Ganhávamos sempre facilmente a bola e depois era passar para a outra, que tinha saído em contra-ataque. Eu tinha saído do Andebol e da Natação de Competição e ela da Natação... por isso era só passar e rematar.
Lembro-me que jogávamos quase sempre contra a Amadora... e ganhávamos sempre!!! O que era um orgulho, pois só treinávamos uma vez por semana aos sábados (como "equipa").
No decorrer dos anos a amizade manteve-se, mais com o Ruper (com quem ainda falo para os Torneios em Dos Hermanas ou convites para cá virem) e com o JuanLu, que agora faz parte da direcção do Sevilla.
Também não vou esquecer o convite que me fizeram quando vieram cá em 1997, ano em que fazia a locução do Torneio de Loulé (outra das coisas a que nunca faltava), e me convidaram para fazer a locução no Europeu de Sevilha, pois tinham adorado a locução em Loulé!
Fiquei encantada... e ao mesmo tempo aterrorizada, pois (como já disse) sou terrivelmente tímida e na altura custava-me muito mais que agora estar a fazer locução - ainda por cima de um Europeu, onde teria de fazer em Castelhano e Inglês.
Fiquei em casa do JuanLu (ele viveu quase sempre em casa dos pais, uma ENORME vivenda no exterior de Sevilha), no quarto da irmã e ia fazer a locução de todos os jogos masculinos, conjuntamente com o Carlos.
Como as coisas estavam a correr bem e o sotaque castelhano estava a aparecer rapidamente, acabaram por me convidar para fazer também a locução de alguns jogos femininos.
E o maior elogio que recebi nesses campeonatos foi de um jornalista português, que publicou no seu jornal que a locutora portuguesa não teve hipóteses de falar, pois a selecção nacional não marcou (estava a fazer a locução de um dos jogos da nossa selecção). O que ele não sabia era que nesse jogo... só estava eu a fazer a locução... em Castelhano e Inglês. :-)
A foto que está acima, onde eu apareço perto do Chiqui, com o Ruper, Juanlu e tantos outros... foi a do jogo que fizemos entre os Voluntários que estavam no Europeu. Mais uma vez... eu e uma ex-jogadora da selecção espanhola numa equipa só de rapazes. Mas foi muito divertido.
O acolhimento deles é fabuloso, fazem com que estejamos sempre bem e estão sempre preocupados que nos falte algo.
E nunca vou esquecer a dança que me fizeram... ao som de uma das minhas músicas preferidas (Ese Toro enamorado de la Luna). Lindo! Fabuloso! É realmente único quando uma pessoa dança para nós. E... os sevilhanos sabem dançar. Pelo menos o Chiqui sabia (apesar de ter tantos parafusos no corpo que nos aeroportos tinha de ir com declaração - consequência da maluquice de querer passar de uma varanda para outra... num 14º andar... ter caído... e sobrevivido).
São realmente tempos que me deixam alguma nostalgia (e me fazem perceber que os anos passaram)... não só pelos torneios a que ia (pensar que eu ia aos primeiros Torneios do Aminata e já não no XXI ou XXII...e as pessoas que lá estão agora... muitas não eram nem nascidas!), as pessoas que conheci e que me marcaram e permaneceram na minha vida, os contactos e amizades que fiz... a despreocupação de jogar pelo prazer de jogar... jogar com os rapazes sem haver malícia ou segundas intenções... não ter de pensar que tinha de ir trabalhar, ou estudar, ou sair a correr para algum sitio.
Foram tempos excelentes... e que vão ficar para sempre no meu coração, como muitas das pessoas nestas fotos... que me trouxeram tantas recordações ao deparar com elas!!!
Já tinha tido muitas recordações ao encontrar as cartas do Alfredo, e de mais alguns que fui conhecendo ou com quem convivi ao longo dos anos (como ia esquecer as cartas do Roberto? do Óscar?)... mas realmente ver as caras... ver as pessoas... é outra coisa!
Belos tempos!!! Deixaram boas recordações e muitas saudades!!!
E além de ser um clube que eu adoro... é uma das minhas cidades preferidas no mundo!
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..... SAUDADES!!!
Related Posts with Thumbnails