terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Felicidade realista

Porque neste momento, em que descobri que a minha felicidade era só sentida por mim, achei importante partilhar este texto (que já tinha publicado aqui, noutras circunstâncias).
Porque mais do que almejar o impossível, porque não nos contentamos com as coisas simples?
Porque é que procuramos sempre a paixão eterna e não nos contentamos com um amor tranquilo?

Tantos porques que existem na minha cabeça sem resposta... mas acho que a vida é mesmo assim...
E Mário Quintana sabe falar sobre o amor melhor do que ninguém!!!

FELICIDADE REALISTA

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. 
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. 
E quanto ao amor? 
Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. 
É o que dá ver tanta televisão. 
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. 
Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. 
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. 
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. 
Olhe para o relógio: hora de acordar.
É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. 
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. 
Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade.
Mário Quintana 
Imagem retirada da Internet

3 comentários:

Bloguótico disse...

Entre outras, retenho do post uma frase:

«Se a meta está alta demais, reduza-a!»

Quanto a mim, estabelecer limites é o modo mais simples de se alcançar a felicidade! :)

Fátima disse...

Oi Nuvem! :)

Este post diz tudo.
As pessoas tem uma mania de andar a confundir as coisas... Acabam sem saber ao certo o que é realmente a felicidade. Mário Quintana descreve-a da melhor maneira possível de se entender, felicidade está na simplicidade!

Bjs e força

tronxa disse...

mania de complicarmos...

mas é o que dá tentarmos a perfeiçao...

manias... pffff

bjnhssssssssssss

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