quinta-feira, 26 de junho de 2008

Elogio ao Amor

Antes da anunciada pausa, e para animar um bocadinho, aqui vai o texto do Miguel Esteves Cardoso, do qual o meu querido Zé dos Anzóis me tinha enviado um excerto, e que revela a forma como encaro o amor - a única forma verdadeira de amar.
A única forma possível de se dizer que se AMA, a minha forma de AMAR, cega, estúpida, doente e alegre, apaixonada, louca, ...!
Simplesmente... lindo!!!

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro.

Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.


Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.


Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.


Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".


Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.


Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.


O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.


O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.


A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

Pausa

Acabei de ver as etiquetas e vejo que a "dor" está quase do tamanho de "amor e amar".

O que é preocupante e revela que talvez seja tempo de fazer uma pausa e procurar novos ares.

Neste momento será só até à próxima semana, por falta de tempo de escrever o que quero, pensar bem no que gostava de passar para o ecrã (sim, não é papel).

Pode ser que o fim de semana e as aventuras de mais um torneio ajudem a passar a dor bem lá para baixo nas etiquetas!

Bom fim de semana a todos!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Sózinha no meio da multidão

Será do sol?
De estarem todos a trabalhar?
Será de ontem me terem dito que eu era uma pessoa boa e todos deviam ser como eu?
Ou ainda, de dizer à amiga(?) do homem que me despedaçou o coração que ele é boa pessoa e nunca lhe fará isso a ela?
De apoiar os familiares que precisam?

Não sei...
Mas cada vez mais me apercebo de quão pouco as pessoas me conhecem!
Ou de como me tornei especialista a disfarçar o que sinto e penso, e que as pessoas só conseguem ver realmente uma minúscula parte de mim, tal como no icebergue, em que a grande massa está escondida por baixo de água.
Cada vez me sinto mais sozinha, no meio de um imenso oceano de pessoas, de conhecidos, de amigos, família, colegas ou ex-colegas, que flutuam à minha volta sem realmente me conhecer.

Não esquecer também o aspecto masoquista da questão, em que apesar de sofrer, de estar em baixo, de tantas coisas que me fazem ou fizeram e que me magoaram, não consigo deixar de tentar ajudar as pessoas que me pedem ajuda. Mesmo as que me magoaram, mesmo as que me usaram de alguma forma.
Não tenho nem nunca tive, como já referi anteriormente, vocação para santa!
Só pode ser doença, patologia, masoquismo do mais puro!
Que outra forma de explicar esta mania de esquecer as minhas mágoas, disfarçar com um sorriso e uma piada a dor que vai na alma, esquecer as facadas e as cicatrizes e continuar a tentar ajudar os outros?
Ou pelo menos tentar consolá-los, não lhes dar preocupações, facilitar a vida, ...
Estar disponível sempre que necessário, prescindir do meu tempo ou vida para apoiar quem precisa, mesmo que não me seja próximo...

Talvez seja esta mania de resolver sozinha as minhas coisas, de esconder o que sinto, as cicatrizes ou as facadas, as desilusões que me fazem sentir tão sozinha no meio da multidão.
Talvez seja esta mania de ignorar o que sinto para ajudar quem precisa que faz com que não me sinta realmente próxima de ninguém ou de nada.
Ou talvez seja o facto de me aperceber que as poucas vezes que deixo cair a "mascara" acabo mais magoada ainda, e que realmente a maioria das pessoas não vale esse esforço nem se preocupa em saber o que há por trás...
Mas o mais provável é que seja algo que está tão enraizado, que vem de há tantos e tantos anos, que já nem sei reconhecer o que sou.
Já não sei mostrar os sentimentos reais, a dor ou a mágoa.
Já são tantos anos de atirar para trás das costas as coisas que magoam ou fazem sofrer, tantos anos a prescindir do que quero para que todos estejam bem... que se calhar o meu icebergue já só tem a ponta fora de água, o resto já só é um imenso vazio oco, sem sensações, sem pensamentos!
Tantos anos a mostrar uma imagem de força, de independência, que ela se tornou parte de mim.
E a verdade é que as poucas vezes, as raras vezes, que deixei esse papel de "forte", acabei por sofrer mais do que se o tivesse mantido - o que prova que mais vale estar só e não me magoar, do que mostrar a realidade!

Vou conhecendo pessoas, tendo novas experiências, aprendendo novas coisas, mas a sensação persiste.
O isolamento, a solidão no meio de tanta gente, a sensação de ser um fantasma que atravessa a vida sem que nunca olhem bem para ele, é algo que ciclicamente aparece.

E tudo isto é a enorme contradição que me caracteriza enquanto pessoa!
Pois enquanto me sinto sozinha no meio da multidão, enquanto represento o meu papel de forte e independente, enquanto escondo as fraquezas e receios submersos num oceano de água, acredito e vivo a minha vida ao máximo, em que cada oportunidade é única e deve ser explorada e vivida ao máximo!
E quando vivo as coisas que me acontecem... não penso na mágoa que podem trazer, nem na dor que podem causar - simplesmente vivo.

Não penso nisto como sendo depressão, não é algo que se trate com comprimidos e se envie a pessoa de volta para o "mundo". É algo que já é intrínseco a mim. Faz parte de mim, do que eu sou.
Não sei se esta "dor", esta sensação de solidão algum dia desaparecerá.
Não sei se algum dia o icebergue terá mais fora de água que aquilo que está submerso.
Mas sei que cada vez mais aprendo a viver com isso, com esta sensação, aproveitando os momentos que posso, ignorando os que magoam e tentando ser feliz, de alguma forma!

Porque apesar de tudo, desta solidão, desta sensação de "invisibilidade", de não me conhecerem pelo que sou e como sou, sou feliz!
Ou quero ser feliz!!!

Amizade e Amigos

Conhecem o relacionamento entre os 2 olhos que temos na cara?
Eles piscam juntos, movem-se juntos, choram juntos, observam o mundo e as coisas juntos e dormem juntos.
E tudo isto sem se verem um ao outro!
A Amizade devia ser assim!
Mesmo separados, mesmo longe, mesmo sem se verem, os amigos estão sempre presentes, choram connosco, observam as coisas connosco, partilham as alegrias e dormem sempre no nosso coração.

Os amigos sabem sempre quando são verdadeiramente amigos, ou quando serão, pois:
  • Compartilham momentos
  • Dão força
  • Estarão sempre ao nosso lado nas conquistas, nas horas boas, mas especialmente nas horas difíceis
  • Mesmo que não pensem da mesma forma que nós, cedem de vez em quando para nos ver bem
  • São como irmãos que não moram na mesma casa
  • Compartilham segredos, emoções, diversão e acima de tudo compreensão
  • Podemos contar com eles sempre que precisarmos
  • Pois mesmo não tendo absolutamente nada em comum connosco, tem mais em comum do que o que se pode imaginar
  • Sentem saudades de estar connosco ou de falar connosco
  • Dão preferência a estar com os amigos
  • Tem algum ciuminho da namorada (namorado) e da atenção que lhes damos
  • Quando a amizade é verdadeira nunca acaba, mesmo que as pessoas cresçam, mesmo que apareçam outras pessoas e amizades no caminho
  • Os verdadeiros amigos não nos consolam ou dizem aquilo que queremos ouvir, mas dizem a verdade e ajudam a ultrapassar as dificuldades
Mas acima de tudo, sabemos que um amigo é um verdadeiro amigo... quando não conseguimos explicar o porquê!
Porque a amizade não se explica, existe, sente-se!!!
A Amizade simplesmente ACONTECE!!!

Dedico estes pensamentos a todos os meus amigos verdadeiros, presentes ou ausentes, próximos ou distantes, mas que sempre estão no meu coração e com quem posso contar quando estou mal!
E que sabem que estou e sempre estarei presente nas suas vidas quando precisam e acima de tudo, quando não precisam!

Inconsolable

I close the door
Like so many times, so many times before
Felt like a scene on the cutting room floor
When I let you walk away tonight
Without a word

I try to sleep, yeah
But the clock is stuck on thoughts of you and me
A thousand more regrets unraveling, ohh
If you were here right now, I swear,
I'd tell you this

CHORUS:
Baby I don't want to waste another day
Keeping it inside it's killing me
Cause all i ever want, it comes right down to you
I'm wishing I could find the words to say
Baby I would tell you every time you leave
I'm inconsolable

I climb the walls
I can see the edge but I can't take the fall, no.
I've memorized the number
So why can't I make the call?
Maybe 'cause I know you'll always be with me
In the possibility

CHORUS:
Baby I don't want to waste another day
Keeping it inside it's killing me
Cause all I ever want, it comes right down to you
I'm wishing I could find the words to say
Baby I would tell you every time you leave
I'm inconsolable

I don't want to be like this,
I just want to let you know,
Everything that I'm holding,
Is everything I can't let go, can't let go.

CHORUS:
Baby I don't want to waste another day
Keeping it inside it's killing me
Cause all I ever want, it comes right down to you
I'm wishing I could find the words to say
Baby I would tell you every time you leave
I'm inconsolable

Don't you know it baby
I don't want to waste another day

I'm wishing I could find the words to say
Baby I would tell you every time you leave
I'm inconsolable

Para ver o vídeo, carregar na imagem

Vem cá (dá-me o teu mundo outra vez)

Pois é... umas conversas aqui, outras ali... ser parva o suficiente para ignorar o que senti e tentar dar apoio... e a avalanche de sentimentos regressa... com toda a dor inerente...
Enfim... uma música que não ajuda a melhorar...
E sim... as coisas estão enterradas... afastadas... mas não esquecidas.
Mas só temos uma vida e não vale a pena perder tempo a pensar na dor do passado!!!


TT e Nuno Guerreiro

Vem cá
da-me o teu mundo outra vez
lembra-te daquilo que eu te dou
e tu não vês
quando, não estas, quando não estas

eu não consigo perceber
por favor, diz me a mim
mudaste tanto, desde o dia em que eu te conheci
parece fácil esquecer
mas só eu sei a dor
sinto falta do teu abraço
desse teu calor

custa-me muito continuar sem pedir,
um beijo de bom dia
e a vontade de sorrir
sair pra rua, e gritar que só te amo a ti
ver-te na minha cama toda nua
e sentir

falar bem baixo ao teu ouvido
sem te acordar
dizer-te que és tudo, e que nunca te vou deixar
fazer as juras de sangue, saliva ou suor
contar-te a minha vida
e entregar-te o meu amor

eu juro não, eu juro não
eu juro não te vou deixar

Refrão (2x)
Vem cá
da-me o teu mundo outra vez
lembra-te daquilo que eu te dou
e tu não vês
quando, não estas, quando não estas

será que vai ser tão difícil
ter o teu olhar
despir a tua voz
e conseguir fazer-te amar
pois o amor não tem sentido
não tem explicação
eu e tu, sempre fomos um
não entendo esta divisão

não pode ser, não posso acreditar
estiveste aqui
não sei se foste por azar
ou estava escrito assim
não sei se é normal
olhar para trás, pensar que estas
não sei se é bem mal
mas juro não te vou deixar

Refrão (4x)
Vem cá
da-me o teu mundo outra vez
lembra-te daquilo que eu te dou
e tu não vês
quando, não estas, quando não estas

terça-feira, 24 de junho de 2008

Amar

A distância é para o AMOR como o vento é para o fogo... apaga o pequeno e aviva o forte...

Esta foi a frase que me enviaram hoje e que despertou, novamente, todos os pensamentos sobre amar, amor, distância, etc.
Antes de mais fez-me perceber que realmente o fogo que havia do outro lado era pequeno, muito pequeno, pois apagou-se com a distância e os factores a ela inerentes.
Mas por outro lado fez-me pensar em amor e amar e no porquê de nunca se amar a pessoa "certa"...
Não nos apaixonamos pelas pessoas perfeitas (senão os que não fumam, não bebem, são dedicados, etc... tinham uma fila de pretendentes do tamanho do mundo), mas será que a paixão é pela pessoa com todos os seus defeitos, ou pela pessoa e pelas qualidades que queremos ver nelas?
Idealizamos uma pessoa (ou idealizam por nós, nos "conceitos" da sociedade em que nos integramos), mas será que essa pessoa ideal é a que nos faz ficar acordado à noite com saudades? A que nos faz brilhar os olhos? A que nos faz acreditar que tudo é possível? Será que a nossa pessoa ideal nos faz sentir ... vivas?
Quando estamos apaixonados esquecemos o mau e só vemos o lado bom, mas a verdade é que o amor (e aqui distingo amor da paixão) não escolhe qualidades ou defeitos.
O Amor, com letra Grande, não olha a essas pequenas coisas, não olha à beleza exterior, não olha aos defeitos, ás diferenças de carácter, de origem, de raça, credo, ascendência, educação, conceitos da sociedade, etc.

Amar alguém...
É amar a pessoa, os seus defeitos, as suas virtudes, o seu exterior e o seu interior.
É sentir saudade do seu olhar, do seu toque.
É saber que é alguém feio e mesmo assim parecer a pessoa mais bonita do mundo.
É saber que gostamos de branco e ele só gosta de preto e mesmo assim "derreter" quando ele aparece.
É gostar de praia e ele gostar de campo e mudar de vida porque sentimos falta daquele toque que nos faz esquecer tudo o resto no mundo.
É gostar de sossego e ele gostar de farra e de não poder passar sem aquele olhar ao chegar a casa.
É saber que ele é completamente errado, não pensa da mesma forma, não gosta das mesmas coisas, e mesmo assim sentir que nos completa!
É gostar de clássicos e ele gostar de moderno e mesmo assim estarmos bem quando estamos perto dele.
É gostar de romance e ele gostar de terror e conciliarmos as duas coisas lado a lado, juntos!

Mas amar não é fácil. Não é para qualquer pessoa.
Procuramos o amor em todos os lugares errados e passamos ao lado dos lugares "certos".
Procuramos o amor nas pessoas que encontramos e nem olhamos para as que nos procuram, sem percebermos que o amor não se procura.
Mas o Amor existe, e aparece quando menos se desejar ou procurar. E vai deixar para sempre a sua marca!
Só precisamos aprender que o amor não nasce e cresce sem trabalho, sem investimento, sem DAR.
O Amor, tal como se pode depreender da frase que me enviaram e com que iniciei esta "divagação" é como uma fogueira ao vento.
No meu caso a distância causou um temporal que apagou o fogo do outro lado, mas há tantas outras coisas que apagam o fogo do amor.
A incompreensão, a falta de humildade, o querer ter razão e ganhar, o egoísmo, são apenas alguns dos factores que fazem apagar o fogo do amor.
Se nos apaixonamos e acabamos por amar as pessoas que são "erradas" para nós, que são o nosso "oposto", que estão cheias de defeitos e lhes faltam as "qualidades" que ambicionávamos, então é porque essas pessoas nos completam de alguma forma. Nos fazem sentir bem connosco e com o mundo. E é isso que devemos realçar e valorizar!
Mas temos de perceber que eles nos completam e trabalhar para compreender e aceitar isso, senão chegamos a um ponto em que em vez de nos completarmos vamos chocar. E aí, se não houver cedência mutuas, não há amor que chegue.

Amar é ceder, é partilhar, é complementar, é alimentar o fogo e proteger dos ventos (distância, "amigos da onça", problemas externos, etc.).
É percorrer em conjunto o caminho da vida que se escolher.
É dar liberdade ao outro de crescer como pessoa, mas estar lá para apoiar nas quedas, para empurrar quando começa a estar cansado.
É conseguir apontar os defeitos sem julgar, sem criticar - pois foi pelos defeitos que nos apaixonamos e que amamos a pessoa, não pelas qualidades.
Amar o outro só pelas suas qualidade não é amar!!!
Amar é estar com a pessoa e todos os seus defeitos e mesmo assim suspirar ao pensar naquele passeio, naquela tarde enroscada no sofá, naquele gesto romântico, naquela flor oferecida à chegada.
Amar é saber que o outro é egoísta e individualista e mesmo assim apreciar os pequenos gestos e aceitar essa forma de ser.
É aceitar que no amor há espaço para uma vida a dois, mas acima de tudo para o crescimento individual.
Não se pode amar sufocando, exigindo, invadindo o espaço do outro.
Só se pode amar quando se compreender que o que nos atrai na outra pessoa, os seus "defeitos", as suas "diferenças", precisam de ter o seu espaço, a sua liberdade. Senão vamos matar tudo isso... e acordamos um dia a perceber que... já não há nada!

Mas amar, tem de ser a dois.
Porque amar e amor unilateral, não é nada!
É obsessão, é doença, é solidão, é paixão, irracionalidade!
Amar é, como dizia o poeta, fogo que arde sem se ver.
E uma fogueira só existe se houver madeira, se houver alimento, se houver protecção contra o vento e as intempéries da vida quotidiana e a dois.
Senão... os ventos da vida acabam por demonstrar que não era amar, pois a fogueira apaga-se e morre.
Tal como nos incêndios, pode deixar alguns focos espalhados, pode reacender de vez em quando, mas acaba por se extinguir, pois não era amor!!!

Há que estar atento aos sinais.
Não procurar o amor, mas ver quem acende a nossa fogueira e se vale a pena alimentar esse fogo, proteger, acarinhar...
Não analisar (o amor não é racional), mas tentar perceber se é o fogo do amor ou se em vez de uma fogueira se trata de um incêndio de proporções incalculáveis, mas que vai acaba por se apagar de forma mais ou menos rápida, deixando atrás de si um rasto de devastação.
Que não haja ilusões - o fogo é uma coisa belíssima. É lindo olhar as chamar, ver o brilho das labaredas.
Mas será que preferimos um incêndio devastador, que mata tudo no seu caminho, que deixa um rasto de destruição e morte que demora anos a recuperar; ou preferimos uma fogueira, um belo fogo que podemos alimentar e ver crescer, que podemos sentir a diminuição da chama em algumas alturas, mas que sempre estará presente para nos aquecer quando precisamos, para nos confortar quando temos frio, para nos aconchegar naqueles momentos mais especiais da nossa vida, com o seu calor e a sua beleza constante e discreta?
Pessoalmente, tive alguns incêndios devastadores na minha vida, mas continuo a acreditar que a minha fogueira está por aí, só preciso que ela descubra o caminho até mim!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Acordo Ortográfico

Um texto que me fez rir tanto, mas tanto que tive de o partilhar.
Mas a parte irónica disto é que, infelizmente, isto já é uma realidade!!!

Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas..

Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto
montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?

E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os
lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah.

Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos
profes até dam gomitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou q os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o 'garra de lin-chao' é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???

O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço
de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro. Ah poizé. tarei a inzajerar?

(cá prá je, faltou o "prontes"...!!!)

I can see clearly now

Uma música linda e fabulosa que o B me enviou e que ... diz tudo :-)

I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It's gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

I think I can make it now, the pain is gone
All of the bad feelings have disappeared
Here is the rainbow I've been prayin'for
It's gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

Look all around, there's nothin'but blue skies
Look straight ahead, nothin'but blue skies

I can see clearly now, the rain is gone,
I can see all obstacles in my way
Gone are the dark clouds that had me blind
It's gonna be a bright (bright), bright (bright)
Sun-Shiny day.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Amar e Recomeçar

Hoje devia estar feliz... mas neste momento não estou.
Achava que era forte, que estava a crescer, que estava a conseguir vencer as mágoas... mas no final não foi, mais uma vez, senão uma representação, uma ilusão.
Que acabou, como se acaba uma peça quando cai a cortina no teatro.
Tento, tentei esquecer que me tinham partido o coração como ninguém o fez nunca.
Fiquei preocupada com a tristeza que senti do outro lado do ecrã pela morte súbita do melhor amigo.
Com a tristeza pela vida que se alterou.
E mesmo sabendo que nunca sentiu essa tristeza pelo que eu sofri, pela minha partida, achei que tinha esquecido, que tinha vencido a dor.
Achei que conseguia ser o ombro amigo, a pessoa que anima, faz sorrir.
Como sempre fiz com toda a gente à minha volta, também hoje achei que conseguia vestir o papel de palhaço, que com o coração despedaçado faz rir os outros.
E então, pela primeira vez em meses, sentei-me, escrevi, troquei mensagens, mails. Ouvi falar, deixei desabafar os sentimentos (na medida do possível para quem sempre escondeu e sempre quis guardar o controlo).
E até me estava a sentir bem!
Sentia-me como "uma pessoa crescida" que consegue dar à volta ao que viveu.
Mas no meio de tudo, no meio da brincadeira para animar o outro lado.... apareceram algumas indirectas... algumas referências (acredito que inocentes e sem maldade - afinal, eu não estava com a minha "pele" de palhaço vestida?!) ao que vivi, a situações românticas criadas no passado.
E aí... veio a triste realidade.
O desiquilibrio da minha nuvem...
Desapareceu o sorriso de quem estava a conseguir ter uma conversa "normal".
Desapareceu a satisfação de estar a animar o outro lado, a fazer esquecer a dor pela perda do amigo.
E ficou novamente a dor. A tristeza. A incomprensão.
Ficou aquela noção de que ainda não "cresci" o suficiente para conseguir ignorar algumas dores.
Ainda não consigo ser aquele ombro que foi maltratado, chicoteado, mas mesmo assim está lá para apoiar nos momentos difíceis.
Depois daquela alusão, ficou aquele sentimento egoísta de... e quando eu precisei de ti, onde estavas?
Quando me partiste o coração, pisaste, atiraste os bocadinhos ao vento, onde estavas?
Mas tal como chegou, essa dor passou.
São momentos, são recordações, é passado!
O que conta é poder ser "maior" que isso e poder ajudar os outros, independentemente de ser uma ajuda unilateral, independentemente do que nos fizeram.
Não sou Jesus ou uma santa. Não dou a outra face! Tenho pés de barro!
Mas vou aprender a superar estas coisas.
Vou conseguir aceitar que todos temos lados bons e maus e que os lados maus magoam as outras pessoas.
E vou aprender a superar essa mágoa.
Porque ela vai ficar para sempre. É uma cicatriz que vai sempre marcar o meu coração e a minha alma.
Mas eu vou aprender a não a deixar reabrir a ferida!!!
Tal como sempre enfrentei os meus medos... também neste caso vou enfrentar a faca que me cortou.
E vou viver feliz!!!
E vou falar com ele e ajudar sempre que precisar. Por mais que doa.
Porque sou assim... e há coisas que não adianta negar, pois nunca vão mudar.
Basta encontrar um novo rumo!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Evolução da dança

Acabei de ver este vídeo no programa da Oprah e tinha de o colocar aqui.
Além de ser fabuloso, divertido, dinâmico, é também o vídeo mais visto de todos os tempos no You Tube.
Espero que gostem tanto como eu gostei (e já está a sair a nova versão das danças).

terça-feira, 17 de junho de 2008

Quando me amei de verdade

Se pensar seriamente na minha vida e na minha maneira de estar, sendo verdadeiramente honesta comigo, o principal problema sempre foi a minha auto-estima ser muito baixa em comparação com o que deveria ser ou com a imagem que as pessoas tinham de mim.
Sempre tentei viver de acordo com essa imagem, mas no interior sempre me senti uma "fraude", sempre à espera de ser descoberta.
Já recebi várias vezes a apresentação que se segue, mas a verdade é que faz pensar e, com a idade, sinto que consigo finalmente aproximar-me de algumas das coisas nela escritas.
Ao chegar aos 30 e ??? anos começo a aceitar-me pelo que sou, a gostar de mim com os defeitos e virtudes e acima de tudo, a aceitar as lições adquiridas com o que a vida me ofereceu e ainda tem para oferecer.
Especialmente com as desilusões e tristezas da vida.
Espero que gostem e que se possam identificar com o que está escrito, ou pelo menos que possam, como eu, tentar incorporar essas máximas na vossa vida.
E... sim, admito que coloco as apresentações que andava a guardar há imenso tempo porque... a inspiração para "despejar" o coração ainda não chegou.

O meu nome é Sara

Este é um anúncio que sempre me emocionou profundamente (nunca consegui ler o poema sem chorar), e que é premiado internacionalmente (crianças abusadas):


O MEU NOME É SARA

O meu nome é ''Sara''
Tenho 3 anos
Os meus olhos estão inchados,
Não consigo ver.

Eu devo ser estúpida,
Eu devo ser má,
O que mais poderia pôr o meu pai em tal estado?

Eu gostaria de ser melhor,
Gostaria de ser menos feia.
Então, talvez a minha mãe me viesse sempre dar miminhos.

Eu não posso falar,
Eu não posso fazer asneiras,
Senão fico trancada todo o dia.

Quando eu acordo estou sozinha,
A casa está escura,
Os meus pais não estão em casa.

Quando a minha mãe chega,
Eu tento ser amável,
Senão eu talvez levaria
Uma chicotada à noite.

Não faças barulho!
Acabo de ouvir um carro,
O meu pai chega do bar do Carlos.

Ouço-o dizer palavrões.
Ele chama-me.
Eu aperto-me contra o muro.

Tento-me esconder dos seus olhos demoníacos.
Tenho tanto medo agora,
Começo a chorar.

Ele encontra-me a chorar,
Ele atira-me com palavras más,
Ele diz que a culpa é minha, que ele sofra no trabalho.

Ele esbofeteia-me e bate-me,
E berra comigo ainda mais,
Eu liberto-me finalmente e corro até à porta.

Ele já a trancou.
Eu enrolo-me toda em bola,
Ele agarra em mim e lança-me contra o muro.

Eu caio no chão com os meus ossos quase partidos,
E o meu dia continua com horríveis
palavras...

'Eu lamento muito!', eu grito
Mas já é tarde de mais
O seu rosto tornou-se num ódio inimaginável.

O mal e as feridas mais e mais,
'Meu Deus por favor, tenha piedade!
Faz com que isto acabe por favor!'

E finalmente ele pára, e vai para a porta,
Enquanto eu fico deitada,
Imóvel no chão.

O meu nome é 'Sara'
Tenho 3 anos,
Esta noite o meu pai *matou-me*.

30 anos de evolução em Portugal (1978-2008)

E agora um toque mais ligeiro, para esquecer as tristezas e a "branca" que me impede de escrever aquilo que sinto e penso:

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao monte depois das aulas, assim que entra no colégio mostra uma navalha ao João, com a qual espera poder fazer uma fisga:
Ano 1978: O director da escola vê, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.
Ano 2008: A escola é encerrada, chamam a Polícia Judiciária e levam o Pedro para um reformatório. A SIC e a TVI apresentam os telejornais desde a porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas:
Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar matrecos.
Ano 2008: A escola é encerrada. A SIC proclama o mês anti-violência escolar, O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TVI insiste em colocar a Moura-Guedes à porta da escola a apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas:
Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Director, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.
Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de Ritalin. O Jaime parece um Zombie. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luís parte o vidro dum carro do bairro dele. O pai caça um cinto e espeta-lhe umas chicotadas com este:
Ano 1978: O Luís tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.
Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Fátima Lopes mantém durante meses o caso em estudo, bem como o Você na TV do Manuel Luís Goucha.

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na berma da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar:
Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.
Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e vai para o desemprego. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A SIC e a TVI produzem um filme baseado neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro andam à batatada por um ter chamado 'chocolate' ao outro:
Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.
Ano 2008: A TVI envia os seus melhores correspondentes. A SIC prepara uma grande reportagem dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar factos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. A juventude Skinhead finge revolucionar-se a respeito disto. O governo oferece um apartamento à família do miúdo negro.

Situação: Tens que fazer uma viagem:
Ano 1978: Viajas num avião de TAP, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.
Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle.
Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar e espetas o cotovelo na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o hospedeiro maricas apresenta-te um menu de bebidas com os preços inflaccionados 150%, só porque sim. E não protestes muito pois quando aterrares enfiam-te o dedo mais gordo do mundo pelo cu acima para ver se trazes drogas.

Situação: Faz ias uma asneira na sala de aula:
Ano 1978: O professor espetava duas valentes lostras bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai dava-te mais duas porque 'alguma deves ter feito'.
Ano 2008: Fazes uma asneira. O professor pede-te desculpa. O teu pai pede-te desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno:
Ano 1978: Não se passa nada.
Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O fim das férias:
Ano 1978: Depois de passar 15 dias com a família atrelada numa caravana puxada por um Fiat 600 pela costa de Portugal, terminam as férias. No dia seguinte vai-se trabalhar.
Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborreia.

Peter - e como a vida é tão curta para tristezas

Sei que tenho escrito pouco, que tenho usado mais as músicas para tentar transcrever sentimentos ou emoções, mas a verdade é que durante o dia passo a vida a pensar em coisas que gostava de escrever e partilhar... mas quando chega a altura de me sentar em frente ao computador... é a "branca" total.

No entanto hoje recebi uma mensagem do meu ex (sim, aquele que me estilhaçou o coração e a alma) que me fez repensar novamente as minhas prioridades.
Ele escreveu para me contar que um dos melhores amigos dele, que eu tinha conhecido numa das minhas estadias na Holanda, tinha falecido esta noite com um cancro fulminante!
Tinha 43 anos, casado, 2 filhos e, desde o momento que descobriu acidentalmente que tinha cancro nos intestinos (o mais mortal de todos) até à data em que faleceu, viveu menos de 3 meses.
O cancro é uma doença traiçoeira, que nos apanha desprevenidos, sem dar sinal até ser, na maior parte das vezes, fatal. E causa devastação nas suas vitimas e em todos os que lhes estão mais próximos.
E sei disso por experiência própria, pois tenho vários casos na família, dos quais o da minha madrinha representa um exemplo de sucesso e coragem.

Mas voltando à mensagem dele, fez-me pensar em quão tola eu sou, ou tão mesquinha, em estar triste, desiludida com ele, sabendo que ele, já na altura em que decidiu acabar tudo por mail, estava preocupado com o amigo.
Fez-me pensar na inutilidade de guardar tristezas e mágoas (mesmo nos casos de grandes mágoas), pois a vida é tão curta! Hoje estamos aqui, amanhã já não estamos.
Uma das minhas citações preferidas sempre foi "Não faças da vida um rascunho, pois podes não ter tempo de passar a limpo".
A morte do Peter e a dor dos amigos e família só fizeram com que me relembrasse disso.
Como poderia não dar o meu apoio, não estar ao lado dele no momento em que perde o amigo de mais de 35 anos de vida? Como não apoiar uma pessoa que sofre profundamente pela rapidez do processo, uma pessoa que estava esperançada nas melhoras do seu amigo, visto o tratamento estar a resultar, e que de repente o vê falecer em menos de uma semana?
Sou doida? Louca? Ingénua? Parva?
Devia ignorar esta pessoa e a sua dor e esquecer que o conheci?
Não consigo!!!
Por muita dor que me tenha causado, sei o que é perder um amigo, sei o que é perder um elemento da família (para ele o Peter era quase família) e sei como todos os apoios são importantes.
Também sei o que é um cancro, o que é saber que alguém que amamos tem cancro, o que são tratamentos a um cancro, o que é acreditar nas melhoras e depois descobrir que era ilusão....
E por isso, chega de tristezas pelas minhas "mágoas" e "dores de coração", pois comparadas com a morte não são nada.
Chega de afastar quem me magoou e está na altura de encarar tudo o que vivi como mais uma forma de aprendizagem e crescimento.
Estou muito, muito triste pela morte do Peter (apesar de o ter conhecido pouco), mas ainda mais triste pela dor que o Paul está a sentir neste momento e não o poder apoiar mais.
E por isso a minha actual mudança de vida (já em curso).
Acabaram as tristezas, os choradinhos, o trabalho que me deixa infeliz, estar triste com o que acontece aos outros, sofrer com as dores alheias, olhar para trás, etc.
Está na altura de aproveitar a vida ao máximo, fazer o que quero, quando quero, o que me deixa feliz, olhar para as infelicidades e quedas da nuvem como formas de encontrar alguma felicidade que de outra forma nunca veria.
Hoje estou aqui, amanhã posso ser levada por um cancro, por um acidente estranho, por qualquer acaso do destino!!!
E se vou continuar a precisar de tempo para digerir as minhas tristezas e quedas, vou tentar que ele seja sempre o mais curto possível e que possa continuar a seguir em frente.
O Paul já me tinha contactado algumas vezes e eu sempre recusei manter contacto (a mágoa era muito grande).
Mas depois de hoje, da sua rápida mensagem (e das que se seguiram), da dor que se sentia nas entrelinhas, só posso dizer que ele é humano, com defeitos e qualidades. Ele já na altura em que soube da notícia ficou de rastos e repensou muito as suas prioridades (se calhar foi uma das razões que o levou a tomar a decisão que tomou...), e se calhar eu fui demasiado egoísta para perceber ou dar mais apoio...
E assumir que eu só tenho de deixar de ser mesquinha e pequenina e de olhar para o meu umbigo e devo começar a viver a vida ao máximo enquanto aqui estou e apoiar os meus amigos, aproveitar a sua amizade, a sua companhia ao máximo!!!
E se isso significa abdicar de mim e do que sinto para ajudar os outros (como tantas vezes fui "acusada"), assim seja!
Mas não suporto a ideia de que alguém de quem gosto ou gostei esteja a sofrer... especialmente quando é por ter perdido alguém próximo!

terça-feira, 10 de junho de 2008

Ojala pudiera borrarte

Uma música dedicada à pessoa que me estilhaçou o coração e que, por mais que o enterre, insiste em voltar à superfície só para chatear.
Pequena ressalva... esqueçam a parte dos sonhos, do voltar... é mesmo a parte do "quem me dera poder apagar-te" no sentido literal da expressão e não no romântico!!!
O que está a laranja não é dedicado, está a mais na mensagem a transmitir...
Devo ter de arranjar uma estaca, dentes de alho, uma cruz e água benta para que consiga que me esqueça de uma vez e me deixe em paz!




Ojala y te me borraras de mis sueños
y poder desdibujarte
ojala y pudiera ahogarte en un charco
lleno de rosas y amor
ojala y se me olvidara hasta tu nombre
ahogarlo dentro del mar
ojala y que tu sonrisa de verano
se pudiera ya borrar...

Vuelve corazón,
uh uh uh vuelve a mi lado
Vuelve corazón...

No vuelve, no vuelve, no vuelve, No...

Ojala y te me borraras para siempre de mi vida
para no volverte a ver
y ojala y te me borraras por las noches
en
el día, para no volverte a ver
y ojala y te me esfumaras de mis sueños
vida mía
para no volverte a ver
Nooooo, ni en sueños...

Como puedo yo borrar tus besos vida
están tatuados en mi piel

quiero de una vez por todas ya largarte
y
borrarte de mi ser...

Ojala y la lluvia me ahogue entre sus brazos
para no pensar en ti
O que pase un milagro o pase algo
que me lleve hasta ti...

Vuelve corazón...
uh uh uh uh vuelve a mi lado
Pero no no no no vuelve corazón
No vuelve, no vuelve, no vuelve, No...

Ojala y te me borraras para siempre de mi vida
para no volverte a ver
y ojala y te me borraras por las noches en el día
para no volverte a ver
y ojala y te me esfumaras de mis sueños
vida mía
y que no me lluevas más
y ojala y que la lluvia me ahogue entre sus brazos
para no volverte a ver...

Nooo, ni en sueños...

Pa´ que pares de llover...
Sueños... sueños... oooh mis sueños...

domingo, 8 de junho de 2008

Triste

Parece incrível!!!
Quando estava a ficar bem, estava alegre, a fazer coisas que gosto e me apaixonam... conseguem fazer com que fique realmente triste, desiludida, decepcionada - nem sei descrever o estado.
A minha paixão, desde muito nova, sempre foi o pólo aquático.
Por esta modalidade demorei mais anos a tirar o meu curso (pois estudava, trabalhava e jogava) e coloquei em espera e atrasei muitos projectos pessoais e profissionais que interferissem com ela.
Mais tarde dediquei-me à arbitragem e locução (inicialmente apoiando como oficial e locutora, mais tarde através do curso de árbitro) e pela arbitragem deixei inclusive de jogar, tendo retomado a actividade como jogadora quando percebi que era chamada mais vezes como oficial do que como árbitro e que para isso não precisava estar sem jogar.
Como locutora cheguei a ser convidada para eventos no estrangeiro, nomeadamente um europeu e alguns torneios, sem falar nos inúmeros eventos nacionais e internacionais em que participei aqui, no nosso Portugal.
De uma forma geral, sempre coloquei de lado compromissos familiares, com namorados, amigos, etc... para estar disponível sempre que precisassem de mim. Prescindi de gozar férias durante anos, pois trabalhando numa empresa privada não podia ser "requisitada" e a única forma de poder colaborar ou ajudar era em período de férias, acumulei dias de folga para poder ir a torneios, gastei fortunas em deslocações.... e sempre tive o maior prazer nisso, orgulho, vaidade, divertimento.
Era para mim uma oportunidade de conhecer pessoas diferentes, rever alguns amigos que de outra forma não revia, conhecer novas realidades, etc.
No início deste ano a minha situação profissional alterou-se, bem como a pessoal logo a seguir.
Isto deu-me o tempo e a liberdade de fazer algo que há muitos anos desejava - criar alguma coisa que servisse para ajudar a modalidade e especificamente a arbitragem.
Nunca tendo tomado partidos em "politiquices" e "guerras" (e por muitos sendo criticada por isso), procurava e procuro trabalhar em prol da modalidade. Seja expondo casos menos claros, dando voz àqueles que não querem ou podem ser identificados, apoiando os menos experientes, criando manuais ou usando contactos internacionais para se ver a realidade internacional e como a podemos adoptar algumas práticas correntes no nosso país, a minha ideia sempre foi ter um espaço de debate ou um espaço onde poderia colocar propostas e sugestões - que poderiam ou não ser usadas ou adoptadas (não é nem nunca foi minha intenção que esse espaço fosse um local de "guerras" ou auto-promoção, pois o que eu penso pode estar certo ou errado, pode ser usado ou não, mas reservo-me o direito a uma opinião e de a transmitir).
Ao mesmo tempo, nunca censurei comentários nem ideias, pois acredito na liberdade de expressão e acho que não se pode nem deve confundir a opinião de uma pessoa com as suas acções ou profissionalismo.
O facto de eu acreditar numa coisa, ou pensar de determinada forma, não faz de mim uma pior profissional.
E sou tão estúpida que nem o facto de pensar que as coisas estão mal, nem o facto de saber que sou usada para tapar buracos ou que estou a investir o meu dinheiro sem retorno me faz parar, me faz recuar, me faz deixar as pessoas que me "usam" em maus lençóis. Sou estúpida porque adoro isto e adoro que as coisas corram bem.
Mas decididamente cada pessoa tem a sua "medida de água" e a minha transbordou!
E não querendo tornar públicos os factos que originaram o meu desencanto ao fim de tantos anos (a pedido de uma pessoa que muito respeito), sou atacada e difamada!
Não basta o desrespeito com que sou tratada... ainda me difamam e denigrem em público!!!
Mas estou triste porque percebo que não tive mais do que merecia, por acreditar nas pessoas, pelos anos e anos de estupidez e investimento pessoal e profissional!!!
Estou triste porque percebo que um dia vou ter de descer da minha nuvem e deixar de acreditar nas pessoas, deixar de acreditar que as pessoas são fundamentalmente boas para perceber que já tenho idade de deixar de acreditar no Pai Natal e perceber que há pessoas que só pensam nelas e que se não se concorda com elas ou se expõe as suas fraquezas nos vão atacar de forma infame e má-fé.
Estou triste porque, apesar de tudo, tentava acreditar que o desrespeito com que fui tratada e que me levou a deixar (pelo menos a nível federativo) a coisa que mais me apaixonava na vida tinha sido um mal entendido meu, um excesso de sensibilidade... e acordo com a prova que mais uma vez estava a ser ingénua!
Estão muito triste e desiludida porque acreditava que se podia fazer algo para tirar esta modalidade (arbitragem) do buraco em que estava, mas percebi que mereci este ataque pessoal por ser tão ingénua de acreditar nisso! Por tentar ser honesta para comigo e com os meus valores em vez de me associar a algo em que não acredito ou me auto-promover.
Fui denegrida e difamada por me recusar a manter um relacionamento pessoal ou mais intímo com alguém que não me diz nada? Por não lamber as botas a quem devo? Por expor situações que deviam estar enterradas? Por não perceber como as coisas funcionam e mesmo assim falar delas? Por ter uma opinião própria e não a calar? Por dar a cara pelo que acredito? Por lançar para o ar propostas e alternativas à situação actual?
Não sei!!!
Só sei que fui desrespeitada, ofendida, difamada, denegrida... e por muito que não ligue, que ache que a vida segue em frente... estou triste!!!

sábado, 7 de junho de 2008

Alguien soy yo

Pois é... Todos os dias tenho muita coisa que gostava de passar para o papel, mas quando me encontro em frente deste ecrã (há que respeitar a nova linguística brasileira, perdão, portuguesa) só penso em músicas.
Talvez porque são mais simples, claras, sem reticências ou parêntesis...
Aqui fica a que ultimamente não me sai da cabeça e que dedico ao amor futuro:


Tú no sabes quien soy yo,
No sé quien eres tú,
Y en realidad, quien sabe que somos los dos
Y yo como un secuestrador te persigo por amor,
y aunque tú no sepas mi dirección,mi apellido y mi voz,y la clave de mi corazón...

Alguien te quiere,alguien te espera,alguien te sueña y tú sabes que soy yo,
Alguien te piensa constantemente,alguien te busca y por fin te encontró,
Alguien te amó y alguien soy yo!

Yo no pido nada más,que estar feliz y tu lo estas y sentirte bien,
Aunque no sepas quien,quien te quiere sin más por encima del bien y del mal.

Alguien te quiere,alguien te espera,alguien te sueña y tú sabes que soy yo,
Alguien te piensa constantemente,alguien te busca y por fin te encontró,
Y alguien soy yo!

En el fondo de mi vida no me queda otra salida ...que no seas tú!
Tú no sabes quien soy yo,
No sé quien eres tú... Ya somos dos!

Alguien te quiere,alguien te espera,alguien te sueña y tú sabes que soy yo,
Alguien te piensa constantemente,alguien te busca y por fin te encontró,
Alguien te amó,Y alguien soy yo!
Alguien te amó,Y alguien soy yo!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Everybody Hurts

Mais uma música lindíssima que acabei de receber (obrigada P.) de um grande e querido amigo, que achava que eu ainda estava muito deprimida com o imbecil por quem me tinha apaixonado.
Não estou, já aprendi a viver com isso e a magreza é porque estavas habituado a ver a tua amiga com peso a mais.
No entanto a letra é muito bonita, faz pensar e pode-se aplicar à minha situação actual, passada, futura... e à de qualquer um de nós (desculpa B, reticências e parêntesis - é mesmo mais forte que eu).
Apreciem a música e a força da letra:


When your day is long and the night,
The night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life,
well hang on


Don't let yourself go,
'cause everybody cries,
and everybody hurts


Sometimes...sometimes everything is wrong,
Now it's time to sing along

If you think you've had too much of this life,
well hang on
'Cause everybody hurts,
take comfort in your friends
Everybody hurts,
don't throw your hands, oh now,
Don't throw your hands


If you feel like you're alone, no, no, no
you're not alone
If you're on your own in this life,
the days and nights are long


When you think you've had too much, of this life, to hang on
Well everybody hurts, sometimes
Everybody cries, and everybody hurts, sometimes
everybody hurts sometimes so hold on, hold on, hold on...

Everybody hurts, you are not alone...

Por quem não esqueci

A música que ecoava na minha cabeça na semana da Páscoa (a voz de Tim numa música Sétima Legião):

Novas Playlists

Desta vez acho que já consegui organizar as minhas músicas por playlists.
Podem encontrá-las na barra lateral, na parte inferior.
Vou acrescentando novas músicas nas diferentes playlists à medida que as vou encontrando, ou que me vou lembrando delas.
Espero que gostem tanto delas quanto eu gosto, especialmente das letras.
Podem ir ouvindo as músicas directamente a partir do blog ou podem carregar no nome de cada selecção para aceder à playlist e seleccionarem a que mais gostarem de ouvir.

Un jour viendra

Pode ser o cantor "pimba" da música francesa...
Pode ser tudo o que quiserem, mas para mim não deixa de ser um grande cantor, com uma grande voz e que tem musicas lindíssimas (especialmente as que são escritas pelo filho).
Adoro esta música e dedico àquela pessoa que conheci em Maio e nem reparou nisso (e não, não estou apaixonada, mas com o tempo poderia muito facilmente ficar)!



Un jour viendra tu me diras "je t'aime"
Du bout du cœur...
Mais le dire quand même
Un simple mot, et l'aveu
D'une larme au bord de tes yeux
Feront de moi un homme heureux

Un jour viendra, tu sauras
Toutes ces choses
Qui ont fait ma vie
Bien plus noire que rose
Tu comprendras mes pudeurs
Et tous ces mots qui me font peur
Que j'ai cachés... Comme un voleur

Toi c'est le ciel qui t'a envoyée
Vers moi pour me réapprendre à aimer
Attends... Laisse faire les jours
Laisse le temps au temps... et à l'amour

Un jour viendra tu me dira "je t'aime"
Et j'aimerai...

Un jour viendra tu me diras "je t'aime"
Du bout des yeux...
Mais le dire quand même
Dans le ciel de ton regard
Lire ton désir est ma victoire
Un jour viendra... Tu m'aimeras

Toi, c'est la vie qui t'a envoyée
Vers moi... Qui n'ai jamais fait
Que passer
A côté des choses essentielles
Par défi pour brûler mes ailes

Un jour viendra tu me diras "je t'aime"
Et j'aimerai

Attends... Laisse faire les jours
Laisse le temps au temps... Et à l'amour

Un jour viendra, tu me diras "je t'aime"
Et je t'aimerai, je t'aimerai, je t'aimerai
Je t'aimerai

Et maintenant

Sim, eu sei que agora só coloco músicas e escrevo pouco...
Mas a verdade é que só agora consegui ter paz no coração para poder dedicar as músicas que na altura não conseguia por estar com ele demasiado despedaçado (vá-se lá perceber porquê).
E as letras destas músicas reflectem o que me vai, ou foi, no coração de uma forma mais bonita e clara que as minhas palavras poderiam reflectir.
Pensei colocar uma versão mais actual, cantada pela Lara Fabian (afinal era uma mulher a cantar o que eu sentia), mas a versão original é muito melhor e mais poderosa, por isso optei por essa.
Em Março, na altura da Páscoa e até ao final do mês... o que sentia era mesmo isto:



Et maintenant que vais-je faire
De tout ce temps que sera ma vie
De tous ces gens qui m'indiffèrent
Maintenant que tu es partie

Toutes ces nuits, pourquoi pour qui
Et ce matin qui revient pour rien
Ce cœur qui bat, pour qui, pourquoi
Qui bat trop fort, trop fort

Et maintenant que vais-je faire
Vers quel néant glissera ma vie
Tu m'as laissé la terre entière
Mais la terre sans toi c'est petit

Vous, mes amis, soyez gentils
Vous savez bien que l'on n'y peut rien
Meme Paris crève d'ennui
Toutes ses rues me tuent

Et maintenant que vais-je faire
Je vais en rire pour ne plus pleurer
Je vais brûler des nuits entières
Au matin je te haïrai

Et puis un soir dans mon miroir
Je verrai bien la fin du chemin
Pas une fleur et pas de pleurs
Au moment de l'adieu

Je n'ai vraiment plus rien à faire
Je n'ai vraiment plus rien

terça-feira, 3 de junho de 2008

Já sei Namorar

Mais uma música que eu gosto, e que dedico àquela pessoa que nem sabe que eu existo.
Ou à minha próxima paixão.
Ou a todos os que namoram ou querem namorar!



Já sei namorar
Já sei beijar de língua
Agora só me resta sonhar
Já sei onde ir
Já sei onde ficar
Agora só me falta sair

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também

Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora só me falta ganhar
Não tenho juíz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz

Não tenho paciência pra televisão
Eu não sou audiência para a solidão
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo me quer bem
Eu sou de ninguém
Eu sou de todo mundo
E todo mundo é meu também

Tô te querendo
Como ninguém
Tô te querendo
Como Deus quiser
Tô te querendo
Como eu te quero
Tô te querendo
Como se quer

Velha Infância

Mais uma música que eu adoro e que me faz lembrar o meu aniversário deste ano e o que eu tinha na cabeça (as loucuras que a idade nos faz pensar).
E que penso dedicar à minha próxima paixão (sim, que aquela não foi a última)!
Mas este grupo, os Tribalistas, tem musicas fabulosas que aconselho a ouvirem.

Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Quero te encher de beijos
Eu penso em você
Desde o amanhecer
Até quando eu me deito...

Eu gosto de você
E gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor...

E a gente canta
E a gente dança
E a gente não se cansa
De ser criança
A gente brinca
Na nossa velha infância...

Seus olhos meu clarão
Me guiam dentro da escuridão
Seus pés me abrem o caminho
Eu sigo e nunca me sinto só...

Você é assim
Um sonho prá mim
Você é assim...
Você é assim...
Você é assim...

-Você é assim
Um sonho prá mim
E quando eu não te vejo
Penso em você
Desde o amanhecer
Até quando me deito
Eu gosto de você
Eu gosto de ficar com você
Meu riso é tão feliz contigo
O meu melhor amigo
É o meu amor

Só para rir

As melhores frases dos piores alunos
  • O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra!
  • O cérebro humano tem dois lados, um para vigiar o outro.
  • O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um.
  • Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele Amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.
  • O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes!
  • Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.
  • O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.
  • O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.
  • Antes mesmo da guerra a mercedes já fabricava volkswagen.
  • Pedofilia é o nome que se dá ao estudo dos pêlos.
  • O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0
  • Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica.
  • O índice de fecundidade deve ser igual a 2 para garantir a reprodução das espécies, pois precisa-se de um macho e uma fêmea para fazer o bebé. Podem até ser 3 ou 4, mas chegam 2.
  • O homossexualismo, ao contrário do que todos imaginam, não é uma doença, mas ninguém quer tê-la.
  • Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.
  • O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho.
  • Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie nasista.
  • Cada vez mais as pessoas querem conhecer a sua família através da árvore ginecológica.
  • O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.
  • A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.
  • Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.
  • Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.
  • Quando os egípcios viam a morte a chegar, disfarçavam-se de múmia.
  • Uma linha recta deixa de ser recta quando encontra uma curva.
  • O aço é um metal muito mais resistente do que a madeira.
  • O porco é assim chamado porque é nojento.
  • A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.
  • Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.
  • A água tem uma cor inodora.
  • O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.
  • O Marechal António Spínola é conhecido principalmente por estar no dicionário.
  • A idade da pedra começa com a invenção do Bronze.
  • O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.
  • Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.
  • A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países.
  • Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.
  • O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões.
  • Na Idade Média os tractores eram puxados por bois, pois não tinham gasolina.
  • A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.
  • Quando dois átomos se encontram, vai dar uma grande merda.
  • Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado.
  • Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus.
  • A trompa de Eustáquio é um instrumento musical de sopro, inventado pelo grande músico belga Eustáquio, de Bruxelas.
  • Parasitismo é o facto de um gajo não trabalhar e viver à 'pala' dos outros, de dinheiro, cigarros e outros bens materiais.
  • Ecologia é o estudo dos ecos, isto é, da ida e vinda dos sons.
  • A Biologia é o estudo da saúde. E para beneficiar a saúde é que foi inventado o biotónico.
  • As constelações servem para clareficar a noite.
  • Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foramse sifilizando.
  • O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.
  • A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje
  • A Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.
  • As aves teem na boca um dente chamado bico.
  • A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.

Barcelona

Hoje fiquei a pensar na última vez que estive em Barcelona, nas inúmeras vezes que lá estive e passei, nas pessoas que me acompanharam nalgumas dessas viagens, nos amigos que lá tenho, nas emoções que a cidade desperta em mim.
É uma cidade que desperta emoções e à qual ninguém fica indiferente. Do Parque Guell, dos edifícios Gaudi, das Ramblas, Sagrada Família, Montjuic, o Bairro Gótico, o Porto, e tanta coisa mais... não há quem lhe consiga resistir
Devo admitir que, embora não sendo a minha preferida, está no meu top 5.
Mas esta última vez foi realmente diferente em termos de emoções, sentimentos, vivência.
Talvez tenha sido por ter ido sozinha (o que é raro para Barcelona), por não ter parado de chover, por estar em recuperação... mas as emoções foram diferentes.
Para uma céptica em relação a tudo o que tem a ver com leituras de mãos, astrologia, auras, etc., desde Milão e do Sérgio/Ashley que não consigo deixar de pensar no que ele me disse e como as coisas se passaram.
E Barcelona serviu para confirmar isso - mesmo assumindo que sou eu a querer ver coisas onde não existem nem nunca existirão!
Mas deixando de lado estes apartes (sim B. um dia vou parar com os parêntesis e com a divagação no meio dos textos, mas ainda não é hoje), volto a Barcelona.
Depois de ter recusado um convite para ir como acompanhante de alguém, retomei o meu plano inicial de ir sozinha e passear, recuperar energias, ânimo, etc. E sem dever nada a ninguém, nem ter de vender a minha dignidade ou princípios.
O tempo não ajudou nada, pois não parou de chover o tempo todo que lá estive, mas ao mesmo tempo não foi impedimento para passear muito, conhecer a cidade sob outro aspecto (o cinzento e sombrio dos dias de chuva), fazer compras (isto de perder muito peso dá nisso - tem de se comprar roupa nova, apesar do pânico de estar a investir dinheiro em algo que vai deixar de servir) e conhecer pessoas novas.
Para variar, uma das razões de lá estar era ver uma importante prova de pólo aquático, mas a mais importante de todas era rever um grande amigo (Jordi) e conhecer uma ou duas pessoas que me davam muita informação e ajuda, que estavam ligadas a uma área com que me identifico e com quem só tinha falado por mail.
Foi bonito de ver, quando entraram os árbitros que tinham estado numa conferência antes do evento, a constatação que eu já conhecia uma boa parte deles e a recepção que fizeram quando me viram, que foi de encher o coração de alegria.
Nessa noite jantei com eles - uma mulher (ia dizer rapariga... mas já não é bem o caso) no meio de todos aqueles rapazes!!! Foi muito divertido e adorei conhecer todas as pessoas que participaram!
Acima de tudo adorei a possibilidade de "dar cara" às pessoas com quem falava por mail, de estar com pessoas que adoro e que raramente vejo, de me divertir fora do circulo tradicional de amigos e conhecidos. No final ainda fomos beber um copo, mas depois deixei os homens sozinhos e mais à vontade e eu voltei para o meu quartito.
No dia seguinte, mais um dia a passear à chuva, mais um dia de compras, mais um dia sem conseguir tirar as fotos que gostaria de ter tirado (por muito má que seja, será sempre uma paixão). E ao final do dia, ver as finais, ficar encharcada até aos ossos, mas receber um convite para jantar com as pessoas mais interessantes que lá conheci! Ainda por cima em casa, cozinhado, boa companhia... que mais podia esperar?!
E a casa?!
FABULOSA!!!
Aliás, foi a casa que me fez recordar o Sérgio/Ashley e tudo o que me tinha dito em Milão.
Mas adiante - foi um jantar divertido, onde claro que brilhei pelas asneiras que ia fazendo e por quase ter partido um lindíssimo copo de vinho (ainda antes de ter bebido... por isso... nada de comentários), onde a comida estava quase tão deliciosa como a companhia!
Foi com pena que me vim embora nessa noite, mas a verdade é que estava a tornar-se tarde e não gosto de prolongar a minha estadia, especialmente com pessoas fabulosas (mas que acabei de conhecer).
No dia seguinte era o dia de regresso. Oportunidade de tirar algumas fotos com sol, esperar horas no aeroporto por um voo atrasado e pensar em tudo o que tinha vivido nesta cidade lindíssima.
Foi uma viagem estranha... que me trouxe muitas emoções misturadas e contraditórias.
Ao mesmo tempo que me recordava que estava previsto ir a Barcelona com o meu ex, que me recordava das dezenas de mensagens que recebi quando ele ali esteve em Fevereiro e reconhecia os sítios onde esteve pelas fotos que tirou, pensava em como me sentia liberta e apreciava as pessoas que ia conhecendo, a amiga que visitei e já não via há anos, o prazer de passear livremente...
E quando conheci aquelas pessoas, o Paul (sim, é esse o nome do ex) saiu completamente da cabeça.
Foi uma viagem de recordações (Mr. Fuchs, que eu adoro e ficava num hotel pertíssimo do meu sempre que ia a Barcelona; Balazs que adoro e com quem estive em 2005 nos Mundiais, Carlos em casa de quem fiquei numas férias lá, Clara que trabalhou lá durante quase 2 anos e é uma das minhas amigas mais queridas, Nuno que levei a Marselha a conhecer a minha "família" e com quem fiquei uns dias em Barcelona, Jordi que é e será sempre um amigo muito querido e especial, ...) e de novas descobertas (sobre mim e sobre as pessoas que conheci e que são tão diferentes).
Foi uma viagem curta, molhada (nunca apanhei tanta chuva) mas que ficará para sempre na minha memória pela emoção e ternura com que revi velhos conhecidos, pelo rejuvenescimento de estar finalmente só de corpo e alma, pelo carinho e amizade das pessoas novas que conheci e pelo interesse que me despertaram aquelas pessoas tão especiais e que me ajudaram bastante.
Pode não ser a minha cidade preferida, mas depois desta viagem é, seguramente, uma das que nunca me sairá do coração, até pelos conhecimentos que fiz nesta viagem.
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