sexta-feira, 11 de abril de 2008

O primeiro dia do resto da minha vida!

Estava muito hesitante sobre ó título a dar a esta entrada (ou será post? mensagem?... nunca sei).
Primeiro pensei em Faz hoje um mês, porque:
Faz hoje um mês que o meu coração foi despedaçado de surpresa, que a pessoa a quem eu o tinha entregue, junto com a minha alma, a minha vida, o meu espírito... decidiu que um mail chegava para acabar tudo e até hoje não falou comigo a dar mais explicações;
Faz hoje um mês que percebi que a pessoa por quem ia abandonar a minha família, o meu país, amigos, projectos, carreira... não queria saber disso... pelo menos foi o que demonstrou na forma como agiu e terminou as coisas;
Faz hoje um mês que percebi que falar é fácil... mas comunicar e sentir o que se diz... é mais complicado... e que as palavras ditas e não sentidas.. doem mais;
Faz hoje um mês que tomei (mais uma vez consciência) que quando se desce da nuvem.... não podemos pensar que as pessoas são como nós... não devemos acreditar em tudo o que se diz, e que quando dizem que... "só quero que sejas feliz e fazer-te feliz"... significa mais... "quero que sejas feliz quando eu quiser e me apetecer e tiver tempo livre para isso";
Faz hoje um mês que percebi que a minha noção de Amor e Amo-te é muito diferente da realidade;
Faz hoje um mês que caí mais uma vez da minha nuvem... mas desta vez a ferida foi muito profunda e demorou (demora) a sarar (e a culpa é minha, pois estava tão distraída que nem reparei que aproximava um tornado...ou será que ele veio de supresa?);
Faz hoje um mês que percebi que não posso continuar a seguir o meu coração, o que sinto, acreditar estupidamente nas pessoas e no que dizem... e que devo "procurar o meu reflexo nos olhos do outro"... ou ouvir mais a cabeça antes de descer da nuvem;
E podia continuar... mas depois decidi que esse não seria o título.
Porquê?
Porque se faz hoje um mês que me estilhaçaram o coração e a alma... também é hoje o primeiro dia ddo resto da minha vida!!!
Por isso, o título só poderia ser este!!!
E, como boa mulher que sou (apesar do ar de Maria-rapaz)... não há nova vida que comece sem uma mudança de visual. Por isso... corte radical, voltar à minha cor natural de cabelo (ou perto, porque quem cai na asneira de pintar uma vez o cabelo... vai ter problemas o resto da vida), passar uma tarde na esteticista, ver roupa nova... apanhar sol (nos intervalos da chuva)... Comer um bom MacDinalds que já não comia há meses (e aqui até ouço o meu tio e alguns amigos estremecer "MacDonalds?! Em vez de celebrar e ir a um bom restaurante... MacDonalds?!).
Pois é, MacDonalds! E o meu Happy Meal (há que preservar a figura, que vai diminuindo (afinal sempre há vantagens em nos despedaçarem o coração), para que o boneco (que antes era para a filha dele) possa voltar a ir para os alunos da minha mãe.
Ao mesmo tempo, dá-me vontade de rir... porque noto o avançar da idade em pequeninas coisas que vão acontecendo!
Ou realmente os meus sentimentos são mais intensos... ou foram muitas coisas ao mesmo tempo (o que a maior parte das pessoas pensa)... mas antigamente (ou "no meu tempo"...para parecer ainda mais velha) quando tinha um desgosto (de qualquer tipo, mas especialmente os "amorosos") não conseguia parar de comer. Quando estava mais cansada, desgastada, estressada (há que usar as novas expressões do acordo ortográfico... mesmo que pareçam estranhamente similares ao... brasileiro... como esqui, râguebi, sutiã... e lá estou eu a divagar...)... só me apetecia comer "fast-food" (ou "junk-food"), bolos, gelados,.... enfim... tudo o que faz bem (e a sorte é que nunca gostei de chocolate). E sempre "invejei" as pessoas que me diziam que quando estavam "deprimidas" nem conseguiam pensar em comer e perdiam imenso peso.
Pois é... estou "velha" (será que algum dia me vou aperceber disso? E entre aspas porque a idade não está no BI mas na alma e no coração)! Desta vez perdi demasiado peso (não que não fizesse falta perder...foi o aspecto positivo).
Ainda pensei adiar a vida nova por mais umas semanas, para ver se perdia o que faltava (eram só mais 3 ou 4 kg) ... mas decidi que um mês de isolamento e de sentir pena de mim por uma pessoa que nem se explica... era mais do que suficiente e que bastava de perder peso e alegria de viver.
Na última semana já tinha começado a escalar de novo para a minha nuvenzinha... que é tão confortável... hoje foi só subir o último degrau e voltar a sentar-me no meu mundo (tão particular e tão... meu) a observar o que se passa no mundo das pessoas "normais".
E agora está na altura de avançar... tentar resolver a situação profissional de uma vez por todas (e a saúde beneficiará com isso), decidir o que quero fazer (trabalhar para mim? Ser profissional independente? Procurar lugar de novo na gestão?....) e acima de tudo, voltar ao convívio dos meus amigos.
Porque... o defeito de viver numa nuvem... é que por vezes se torna solitário. E como toda a vida sempre resolvi os meus problemas ou tristezas sozinha... a tendência é afastar-me de tudo e de todos e só regressar quando está tudo bem de novo (no primeiro dia do resto da minha vida).
Se por um lado sei que não é o correcto e passo a vida "a levar na cabeça" porque os amigos são mesmo para estes momentos... por outro as experiências de partilhar a minha nuvem com alguém tem sido tão desastrosas que prefiro continuar a resolver as coisas sozinha. Quem me conhece e se quer manter como meu amigo, já compreende e aceita isso. Quem não compreende ou aceita... também não valia a pena considerar amigo...
E que melhor símbolo para demonstrar uma nova vida... que a foto que tirei ao símbolo da Liberdade, reconhecido no mundo inteiro (resto da vida = vida nova = Liberdade de amar, sentir, viver!).
Depois de grande indecisão, pois a minha foto preferida está mais.. "artística", com mais nuvens... optei por esta - está límpida, com o céu claro e a minha nuvem a aparecer...
É um dia novo, uma vida nova! Um visual novo (sem precisar de ir a nenhum programa de TV para um "extreme make-over" ou "Dr. preciso de ajuda"...) e com uma alma nova...
O dia em que conquistei de novo a minha Liberdade :-)

1 comentário:

Soraya disse...

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada.
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada.

Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada.
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada.

E deixar me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim
emaranhar-me no mundo, e morrer para ser preciso,
Nunca por chegar, ao fim.

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julgei que podia arrancar sempre, mais uma madrugada.
E deixar-me devorar pelos sentidos,
E rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
Nunca por chegar ao fim.

E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.

E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.

E deixar-me devorar pelos sentidos,
e rasgar-me do mais fundo que ha em mim.
Emaranhar-me no mundo, e morrer por ser preciso,
nunca por chegar ao fim.



porque gosto desta musica*** ;)

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